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É preocupante, mas as três últimas provas do WRC que Ogier não venceu devem-se ao facto de ele ter tido saídas de estrada. É preciso recuar até ao rali da Argentina para o francês ter sido derrotado na estrada e não por um erro seu. Já agora, aproveito para dizer que quem conseguiu derrotar Ogier foi Loeb, naquela que foi a última vitória do campeoníssimo francês. Numa prova que teve menos neve do que o habitual, o piloto mais rápido foi frequentemente Ogier, mas a saída de estrada, logo na primeira especial do segundo dia de prova, tirou-lhe a vitória.

Na Suécia, o vencedor foi Latvala, também num Polo WRC, o que mostra o grande domínio que estes carros têm no atual WRC, algo que parece que vai durar nos próximos tempos, pois o segundo lugar foi para Mikkelsen, no terceiro carro da equipa alemã.

Não vou falar mais da prova sueca, porque já terminou há uma semana. Vou, sim, focar-me no domínio de Ogier e da Volkswagem, desde que entraram no WRC, na temporada passada. Por exemplo, as duas equipas do construtor alemão estão no primeiro e terceiro lugares da classificação, estando a Citröen no segundo. O que se destaca aqui é que Mikkelsen tem mais pontos do que os dois pilotos da M-Sport (Mikko Hirvonen e Elfyn Evans) juntos.

Mas quem é que pode parar este domínio da VW? Pois, num futuro próximo, ninguém. A Hyundai tem-me desiludido neste seu regresso, quer a nível de carro, quer a nível de política de pilotos. Contudo, ainda estamos no início deste seu projeto. Hirvonen tem estado muito mal, e Evans ainda não está totalmente adaptado ao Fiesta WRC. Na Citroën, os pilotos ainda estão a adaptar-se ao carro, mas, apesar do seu valor, não acredito em que consigam dar grande luta a Latvala e Ogier.

Chardonnet, uma das maiores promessas dos ralis. Fonte: Rallye.automoto365.com
Chardonnet, uma das maiores promessas dos ralis.
Fonte: Rallye.automoto365.com

Temos alguns pilotos na forja para poderem lutar por vitórias, e, aqui, volto a falar de Sébastien Chardonnet. O piloto francês com ligações à Citroën começa, em Portugal, mais um passo na carreira, com a estreia do DS3 R5. Este, para mim, vai ser o próximo grande piloto mundial, mas vai ter de contar com a luta de Mikkelsen, Neuville e Evans. Estes quatro pilotos vão estar na mó de cima durante algum tempo, pelo menos assim penso. Uma geração de pilotos nascidos entre 1988 e 1989, que promete e muito, e refiro-me apenas a pilotos que estão, neste momento, no WRC. Lappi e Breen terão também uma palavra a dizer, mas, este ano, correm no ERC.

Rodrigo Fernandes
Rodrigo Fernandeshttp://www.bolanarede.pt
O Rodrigo adora desporto desde que se lembra de ser gente. Do Futebol às modalidades ditas amadoras são poucos os desportos de que não gosta. Ele escreve principalmente sobre modalidades, por considerar que merecem ter mais voz. Os Jogos Olímpicos, por ele, eram todos os anos.                                                                                                                                                 O Rodrigo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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