A Fórmula 1 está de volta: Mas qual é a ordem competitiva?

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A Fórmula 1 está de regresso às pistas, com os últimos três dias a servirem para os pilotos efetuarem testes no Bahrain, precisamente no circuito que recebe a primeira ronda do campeonato na próxima semana. Charles Leclerc, da Ferrari, terminou com o tempo mais rápido, mas será que isso é assim tão bom sinal para a Ferrari? E onde estão as outras equipas?

Um olhar para a tabela de tempos permite ver que Max Verstappen, grande dominador da época de 2023, foi apenas quarto classificado no último dia, atrás de Charles Leclerc, George Russell e Zhou Guanyu. Contudo, o tempo do neerlandês foi feito no início da tarde, ainda com a pista quente, com uns pneus C3 que já tinham feito uma volta a atacar (Leclerc, Russell e Zhou fizeram todos a sua volta com pneus C4 mais tarde durante o dia; no caso do piloto chinês, foi mesmo no último instante). A Red Bull, surpreendentemente, inovou no conceito do carro e Adrian Newey parece ter voltado a produzir uma excelente obra, com Verstappen a chegar ao final a dizer que o RB20 faz tudo o que o piloto quer.

Verstappen fez uma simulação de corrida impressionante no último dia, bastante mais rápida do que a de Sergio Pérez no dia anterior, embora o mexicano parecesse estar com um problema no seu carro, não sendo de esperar que a diferença seja tão grande (embora Pérez tenha ficado demasiado longe do colega de equipa no ano passado, faltando saber se este ano será igual ou diferente. Seja como for, a Red Bull, tal como no ano passado, parece ter uma boa vantagem em ritmo de qualificação e de corrida.

Depois disso, a Ferrari foi uma surpresa bastante positiva. Carlos Sainz fez mesmo o tempo mais rápido de todos os dias de testes (1:29.9 no segundo dia), com o ritmo de qualificação a parecer ser inferior ao da Red Bull, mas superior aos outros (George Russell fez a sua simulação de qualificação mais tarde do que Leclerc e ficou atrás). Mas é no ritmo de corrida que a Ferrari parece ter dado passos em frente, com Leclerc a fazer uma simulação de corrida bastante rápida e com poucos sinais de degradação, algo que era um problema sério na Ferrari nos anos mais recentes. Este ano, podem ter sacrificado um pouco de ritmo em qualificação em troca de mais ritmo de corrida, com Fred Vasseur a reconhecer que a degradação estava “noutro planeta”, para melhor.

A Mercedes, a Aston Martin e a McLaren também deverão estar no grupo que luta pelo top-10, embora a Mercedes não tenha feito simulações de corrida, sendo difícil estabelecer-lhes uma posição na ordem competitiva. Já Oscar Piastri e Fernando Alonso fizeram uma simulação na mesma altura, sendo possível notar muito mais degradação de pneus no McLaren do que no Aston Martin. A Aston Martin, que fez pódio aqui no ano passado, parece estar um pouco atrás da Ferrari este ano, perdendo mais tempo no segundo setor, embora Alonso seja rápido nos restantes setores. Já Piastri teve uma degradação tão acentuada que a sua simulação de corrida foi mais lenta do que a de Alex Albon, embora o McLaren pareça ter vantagem sobre o Aston Martin em qualificação.

De resto, a Alpine foi a outra equipa que não fez simulação de corrida, embora também não tenha impressionado nas voltas rápidas. Das outras equipas, a antiga AlphaTauri (conhecida agora como RB) foi a que mais impressionou pela positiva, com a Williams a ter alguns problemas, sobretudo nos primeiros dias. Apesar do terceiro lugar de Zhou, a Sauber não impressionou por aí além e a Haas tem sérios problemas para resolver, com a sua simulação de corrida a ficar a meio minuto (!) da da RB.

Finalizados os testes, está quase a chegar a primeira ronda do campeonato, no Bahrain (não esquecer que, excecionalmente, começa na quinta-feira e tem a corrida no sábado). Já é difícil imaginar que o campeão não seja Max Verstappen, mas não é por isso que deixa de haver motivos de interesse.

Bernardo Figueiredo
Bernardo Figueiredohttp://www.bolanarede.pt
O Bernardo é licenciado em Comunicação Social (jornalismo) na Universidade Católica de Lisboa e está a terminar uma pós-graduação em Comunicação no Futebol Profissional, no Porto. Acompanha futebol atentamente desde 2010, Fórmula 1 desde 2018 e também gosta de seguir ténis de vez em quando. Pretende seguir jornalismo desportivo e considera o Bola na Rede um bom projeto para aliar a escrita ao acompanhamento dos desportos que mais gosta.

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