Em 2014, António Félix da Costa na vez de Daniil Kvyat?

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Quem acompanha desporto motorizado em Portugal, obviamente sabe quem é António Félix da Costa. Ao volante, o piloto português é dos poucos que consegue levar a nossa bandeira pelo mundo ao mais alto nível, com vitórias em várias categorias e, particularmente, com uma época 2019/2020 que, até à paragem do mundo desportivo pela pandemia do Coronavírus, estava a ser o melhor da sua carreira, com a primeira classificação no campeonato de pilotos da Formula E, e excelentes resultados no Campeonato Mundial de Resistência.

Mas, para abordarmos o tema deste artigo, temos de recuar vários anos, mais precisamente até 2012, ano em que António Félix da Costa se junta ao programa de jovens pilotos da Red Bull. O programa é considerado na sua maioria, um sucesso, sendo a escola de alguns dos pilotos mais reconhecidos da grelha da Fórmula 1, de Sebastian Vettel, a Daniel Ricciardo, a Max Verstappen, entre todos os outros que passaram por Toro Rosso e Red Bull. Quando o português se juntou ao programa, a competição era feroz, com pilotos como Carlos Sainz Jr. e Daniil Kvyat.

Em 2013, Mark Webber anuncia a sua saída da Red Bull, após vários anos de uma relação turbulenta com o tetracampeão, Sebastian Vettel. Para o substituir na equipa-mãe é chamado outro australiano, Daniel Ricciardo, que corria na Toro Rosso. Isto abriu uma vaga para os vários pilotos do programa da Red Bull, sendo os favoritos, António Félix da Costa e Daniil Kvyat. O português já tinha testado por três vezes carros de Fórmula 1, uma vez pela Force India e duas pela equipa do touro vermelho, vinha de várias performances muito boas na Formula Renault e, alegadamente, Franz Tost tinha já mostrado a António um equipamento da Toro Rosso com o seu nome, e dito que o lugar era dele, porém, um Grande Prémio a ser realizado na Rússia, e patrocinadores bastante aliciantes no que toca à sua conta bancária, eram um aliado de peso para Kvyat, e assim aconteceu. Venceram as políticas, e António Félix da Costa foi conduzir pela BMW na DTM, enquanto Kvyat conduziu na Toro Rosso durante um ano, e substituiu Vettel na equipa principal em 2015, apesar de ficar bem abaixo do seu colega de equipa Jean-Éric Vergne, que, curiosamente, foi injustiçado na Red Bull, e agora é colega de equipa de António Félix da Costa. Mundo pequeno.

O programa de jovens da Red Bull era bastante forte
Fonte: Red Bull

O carro da Red Bull de 2015 não era competitivo, mas ainda assim o russo surpreendeu e bateu o seu colega de equipa, Daniel Ricciardo, já 2016 seria o ano em que tudo corria mal. Após vários acidentes e erros infantis, e uma clara vontade de colocar Max Verstappen na Red Bull, Kvyat é despromovido para a Toro Rosso e, a partir daí, foi uma espiral de decadência, que só parou quando foi despedido pela Toro Rosso em 2017. Fez então um ano sabático como piloto de testes da Ferrari, e como foram incapazes de tratar bem todos os seus pilotos de qualidade, a Red Bull viu-se sem ninguém para preencher os lugares de Pierre Gasly e Brendon Hartley na Toro Rosso, e viu-se obrigada a contratar Kvyat, que em 2019, se mostrou um homem novo.

Luís Manuel Barros
Luís Manuel Barros
O Luís tem 21 anos e é de Marco de Canavezes, tem em si uma paixão por automobilismo desde muito novo quando via o Schumacher num carro vermelho a dominar todas as pistas por esse mundo fora. Esse amor pelas 4 rodas é partilhado com o gosto por Wrestling que voltou a acompanhar religiosamente desde 2016.                                                                                                                                                 O Luís escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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