Fórmula 1 Testes de Barcelona: Os monolugares voltaram!

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Game, set, match

E já se passaram os primeiros três dias de Fórmula 1 de 2020. Os adeptos já estavam com a comichão e depois de apresentações, e de ‘não apresentações’ – caso da Renault que levou as pessoas até Paris para dizer que não havia carro nenhum pronto – os monolugares mais rápidos do mundo voltaram a ouvir-se na Catalunha, mais propriamente no circuito de Barcelona.

Comecemos pela dianteira de 2019. Mercedes, Red Bull e Ferrari. A Mercedes, outra vez, dá o nome a este texto. E porquê? Porque, para além de não precisar de inventar a roda, porque já é a campeã do mundo desde a introdução da era turbo híbrida, construiu um monolugar fabuloso.

Em 2019, o que se viu no W10 foram, muitas vezes, problemas de arrefecimento. Acima, disse que a Mercedes não inventaria a roda, ou seja, que problemas de arrefecimento requerem entradas de ar maiores para produzir tal efeito. A Mercedes diminuiu-as. A equipa diz que reorganizou os sistemas internos e calibrou os fluidos, pretendendo fazer o carro trabalhar melhor. Mas, só o tempo dirá, e isto continuam a ser testes. Correndo o risco de me repetir muito, aqui Sócrates tem razão: “Só sei que nada sei…”

Mas, o melhor ainda estava para vir. De acordo com o diretor técnico da Mercedes, James Allison, este chama-se DAS (Dual Axis System), ou em bom português, Sistema de Direção de Duplo Eixo.

Pelo que percebi das imagens, o mecanismo muda a orientação das rodas dianteiras, que costumam apontar ligeiramente para o exterior. Na reta da meta, Hamilton puxou o volante na sua direção, e a rodas da frente posicionaram-se em paralelo ao carro, o que diminuiu a resistência ao ar. Menos resistência ao ar equivale a mais velocidade em reta. Mas, para além disso, também permite poupar os pneus.

Fonte: Mercedes AMG-F1

Muitos questionaram a legalidade do DAS. Allison afirmou que a FIA sabia dele e que está tudo correto. Agora, para tentar fazer-vos entender, vou fazer uma comparação um pouco duvidosa. A suspensão eletrónica é proibida na Fórmula 1. Este sistema é operado pelo piloto, ou seja, não há problema, pelo menos em 2020, porque em 2021, com as novas regulamentações, tal coisa não existirá.

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