GP Bélgica: Hamilton iguala recorde de Schumacher

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Após o período de férias na Fórmula 1, a modalidade regressa e logo para um Grande Prémio emblemático e histórico. O Grande Prémio da Bélgica celebra a sua 50ª aparição recheada de histórias e de duelos, e é apreciada por muitos pilotos como sendo um dos circuitos preferidos pela maioria. Em termos históricos, a Ferrari é a equipa que obteve o maior número de vitórias até ao momento no circuito de Spa-Francorchamps (16) e Michael Schumacher é o maior vencedor a nível individual, alcançando 6 vitórias, 2 com a Benetton e 4 com a Ferrari. Dos pilotos que se encontram no activo, Kimi Raikkonen da Ferrari é o detentor de maior vitórias no circuito Belga, cerca de 4, ao invés de Vettel e Hamilton que venceram apenas por duas ocasiões. De recordar que este é o GP nº 200 da carreira de Hamilton na F1.

Um Grande Prémio da Bélgica carregado de história, como já pôde verificar, ainda para mais com a demonstração de Mick Schumacher em Spa com o monolugar que deu o primeiro título de Campeão do Mundo ao pai, num acto simbólico a representar os 25 anos da primeira vitória do Michael Schumacher que foi precisamente na Bélgica.

Em relação aos treinos livres e naquele que é o seu circuito preferido, Raikkonen rapidamente alcançou um elevado ritmo, conseguindo obter a primeira posição na primeira e terceira sessão de treinos cronometrados. A segunda sessão foi liderada por Hamilton, naquela que foi a primeira demonstração do que a qualificação nos poderia oferecer, um grande equilíbrio entre Ferrari e Mercedes. Na teoria, este circuito de Spa é mais favorável à Mercedes, pelo que, não era de esperar uma Ferrari tão veloz, prova disso foi Vettel durante os treinos que nunca conseguiu alcançar uma volta digna de registo de alta performance. Destaque ainda para o acidente de Massa no Williams na primeira sessão de treinos, que fez com que o brasileiro não pudesse correr as restantes sessões.

Um Grande Prémio até ao momento marcado pelas confirmações da extensão de contracto por parte das equipas da frente, nomeadamente, da Ferrari, ao confirmar Raikkonen por mais um ano, e Vettel até 2020, acabando desta forma com as especulações em torno de possíveis trocas, no entanto, o anúncio oficial será dentro de 8 dias, no Grande Prémio de Itália em Monza. Desconfia-se da possibilidade de Alonso retirar-se da Fórmula 1 ou de…ingressar na Williams! Vandoorne da Mclaren também renova por mais uma temporada e Jenson Button pode regressar à modalidade. Convém referir que os regressos de pilotos à F1, salvo raras excepções, nunca vêm beneficiar em nada as próprias carreiras, antes pelo contrário, nalguns casos só vêm manchar o que alcançaram até então, e a modalidade fica limitada à entrada de novos talentos.

Lewis Hamilton alcançou a sua 68ª Pole da carreira, um feito que traduz mais que um número, o inglês fez história e alcançou o recorde de Pole Position de Michael Schumacher, numa volta canhão, onde o monolugar esteve perfeito e o piloto não errou em qualquer ocasião, não deixando qualquer margem de manobra aos seus rivais. Sebastian Vettel que até à sessão de qualificação ainda não tinha demonstrado o seu real desempenho em Spa, apenas na sua última volta da Q3 realizou a sua melhor volta de sempre, ficando a cerca de 2 décimos de segundo do inglês. Na luta de finlandeses, foi Bottas a levar a melhor ao colocar-se na 3ª posição e Raikkonen na 4ª, onde este teve problemas com a vibração do monolugar durante toda a qualificação e inclusive na última tentativa.

Duarte Machado
Duarte Machadohttp://www.bolanarede.pt
O Duarte é licenciado em Sociologia e é natural de Portimão, sendo um acompanhante activo principalmente do Desporto motorizado, acompanha, desde cedo, a Fórmula 1. Não perde nenhum Grande Prémio e se o cavalinho rampante agarrar primeiro a bandeira de xadrez ainda melhor!                                                                                                                                                 O Duarte não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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