GP do México: Enorme Rosberg, terrível Ferrari

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No regresso da Fórmula 1 ao México, 23 anos depois, Nico Rosberg conseguiu impor-se a Lewis Hamilton e garantir mais uma dobradinha para a Mercedes. O alemão deu assim um importante passo na luta pelo segundo lugar da classificação geral, ao ultrapassar Sebastian Vettel, que enfrentou inúmeras dificuldades na corrida deste fim-de-semana – bem como a própria Ferrari.

O azar da Ferrari começou logo na qualificação: KimiRaikkonen debateu-se com múltiplos problemas mecânicos e a equipa acabou por decidir proceder à troca de motor. Esta decisão valeu ao finlandês uma penalização de 35 posições, que só não se materializou no último lugar do grid devido a castigos semelhantes aplicados a JensonButton (McLaren). A pole, essa, ficou para Nico Rosberg; o alemão foi mais rápido do que Lewis Hamilton em todas as fases da qualificação. A segunda linha da grelha pertenceu a Sebastian Vettel e DaniilKvyat.

O arranque de Rosberg valeu-lhe, muito provavelmente, a vitória: o alemão da Mercedes revelou-se seguríssimo ao fechar qualquer possibilidade de ultrapassagem a Hamilton. A partir daqui, foi só manter a brilhante consistência a que já nos vem habituando. Vettel, porém, não conseguiu agarrar a terceira posição e deixou-se bater por Kvyat, antes ainda da primeira curva. Para acrescentar a isto, a pouca sorte voltou a bater à porta da scuderia italiana: Vettel e Ricciardo tocaram-se, o australiano da RedBull prosseguiu sem problemas mas o alemão furou o pneu. Obrigado a parar logo na primeira volta, Vettel regressou à pista para ocupar o último lugar e fazer uma verdadeira corrida de recuperação, de trás para a frente.

Nico Rosberg esteve em grande no México Fonte: Facebook Oficial de Nico Rosberg
Nico Rosberg esteve em grande no México
Fonte: Facebook Oficial de Nico Rosberg

Atrás dos Mercedes, a luta pelo último lugar do pódio revelava-se o maior ponto de interesse do GP. DaniilKvyat, Daniel Ricciardo, ValtteriBottas, Max Verstappen – todos eles passaram por lá. A F1 mostra, mais uma vez, que tem jovens pilotos de grandes capacidades, com qualidade mais do que suficiente para dar continuidade a este desporto, que move multidões. Os dois RedBull já nos habituaram às suas disputas, que provocam momentos de autêntica adrenalina, e hoje, no México, não abriram excepção; Bottas é cada vez mais um piloto maduro, que tira o melhor do seu constante Williams para perseguir os lugares cimeiros da classificação; Verstappen aproveita a rebeldia característica da sua tenra idade e vai, gradualmente, causando dores de cabeça aos pilotos mais experientes.

Num GP em que a Pirelli aconselhou as equipas a começarem com pneus macios, todos os veículos acabaram por mudar para médios – alguns deles, inclusive, fizeram-no logo na volta 10. O aproximar do final da corrida fazia prever que alguns pilotos corressem riscos para conquistar posições ou até chegar aos pontos, voltando a montar pneus da mistura macia, mas tal não se verificou.

Enquanto Rosberg cavava uma distância segura para o já campeão Lewis Hamilton, Vettel destruía a autêntica escalada que vinha fazendo: sozinho, despistou-se e fez um pião, anulando os lugares que já havia tomado. Além disto, e numa reedição do que tinha acontecido no Grande Prémio da Rússia, KimiRaikkonen e ValtteriBottas envolveram-se num acidente, que, desta feita, resultou na desistência do piloto da Ferrari. O finlandês não tem como se queixar: Bottas ultrapassou-o, Raikkonen fechou-lhe a trajectória e apesar da travagem a fundo do homem da Williams, o choque foi inevitável. Kimi não terminou a corrida por culpa, unicamente, sua. Mas o azar da Ferrari não tinha ainda terminado: quando Vettel estava já na sexta posição, a sonhar com uma apoteótica subida ao pódio depois de uma prova dificílima, despistou-se, mais uma vez sozinho, e embateu nas barreiras, terminando assim a sua passagem pelo México.

O despiste de Vettel causou a entrada do safety-car, que anulou a vantagem de Nico Rosberg. Ainda assim, o alemão conseguiu manter a superioridade face ao colega de equipa e garantiu a quarta vitória neste Mundial. Hamilton ainda questionou a decisão da equipa de o chamar às boxes e recusou, numa primeira fase, o pedido. Acabou por aceder à ordem na volta seguinte, sendo ultrapassado por Rosberg, e pediu justificações aos engenheiros; o mau perder do costume, a que o inglês já nos habituou.Bottas beneficiou da excelente estratégia de paragem nas boxes da Williams – that’s a first! – e bateu Kvyat na luta pelo último lugar do pódio.

Nota negativa para a Ferrari, que não enfrentava um duplo abandono desde 2006. Também a McLaren não pode ir para casa contente – Fernando Alonso desistiu ainda na primeira volta, com problemas no motor. Nota muito positiva para Nico Rosberg; com este Nico em todos as etapas, talvez Hamilton ainda não fosse campeão.  A F1 volta no fim-de-semana de 13 a 15 de Novembro, com o Grande Prémio do Brasil.

Foto de Capa: Mercedes AMG Petronas

Mariana Fernandes
Mariana Fernandes
O Desporto é o eixo sobre o qual gira o mundo da Mariana. Seja sobre futebol ou desportos motorizados, não dispensa um bom debate. Aos pontapés na bola ou sobre rodas, está sempre em cima das últimas notícias.                                                                                                                                                 A Mariana não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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