GP Grã-Bretanha: Afinal, Lewis Hamilton trouxe-a para casa

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A CORRIDA: UM AZAR DO «TOURO», UM AZAR DO «CAVALO»

Após a estreia do formato de sprint qualifying, foi a vez da corrida do GP da Grã-Bretanha ditar mais uma vitória de Lewis Hamilton (Mercedes), onde o piloto britânico, mesmo depois de ter sofrido uma penalização de 10 segundos, consegue, nas últimas três voltas, fazer deslizar o líder Charles Leclerc (Ferrari) para o segundo lugar do pódio.

Mas, vamos por partes. O arranque de corrida começa com o pole-sitter, Max Verstappen (Red Bull) e Lewis Hamilton a protagonizarem uma das lutas mais intensas, se não a mais intensa, do Campeonato até agora. Na defesa do lugar, Max Verstappen é tocado no traseiro direito pelo piloto britânico que acaba por empurrar o piloto holandês para as barreiras em Copse, num momento que até chegou a ser assustador para quem o viu e, assim, deixa o holandês fora da corrida logo na primeira volta.

Bandeira vermelha, e novo arranque seguia-se com Charles Leclerc (Ferrari) na liderança, onde passou a corrida a lutar com problemas no motor, mas a liderança não parecia estar ameaçada, até porque Lewis Hamilton tinha que cumprir com 10 segundos de penalização, até ao momento em que, realmente o foi, e acabou por acontecer mesmo pelo piloto britânico da Mercedes. Do outro lado da box, também Valtteri Bottas (Mercedes) acaba por encerrar o último lugar do pódio, com uma corrida equilibrada por parte do piloto finlandês.

Os McLaren de Lando Norris e Daniel Ricciardo garantem o quarto e quinto lugar, numa corrida em que, novamente, a equipa papaia nos mostra a consistência da qual é conhecida devido à constante credibilidade dos seus resultados.

Carlos Sainz (Ferrari) foi claramente prejudicado pela paragem na box, quando o pneu do flanco esquerdo decidiu demorar a ajustar-se no monolugar do piloto espanhol, porém, a corrida do piloto foi consistente, e soube ajustar-se a essa circunstância, tirando o melhor partido possível das voltas que restavam.

Destaque para os homens da Alpine, que conseguiram colocar-se ambos nos pontos. Uma corrida muito firme de Fernando Alonso, ficando em sétimo lugar, e Esteban Ocon a beneficiar do furo de Pierre Gasly (AlphaTauri), sendo uma das razões para que o piloto francês se tenha colocado no nono lugar da grelha final.

Para finalizar o top 10, temos Lance Stroll (Aston Martin), que conquista o oitavo lugar numa corrida passiva, e Yuki Tsunoda (AlphaTauri) finaliza com um ponto, levando o AT02 para o último lugar pontuável.

Do outro lado da box da Red Bull, Sergio Pérez acaba por ter uma das corridas mais difíceis que já vimos do piloto mexicano, colocando-se em 16.º lugar, mas tirou partido da última paragem e faz a volta mais rápida.

Em suma, Silverstone mostrou-nos, mais uma vez, um «drama», em que, desta vez, Lewis Hamilton não venceu com apenas três pneus como em 2020, mas, conseguiu recuperar de uma penalização para chegar à vitória, e consequentemente, aproximar-se de Max Verstappen na luta pelo Campeonato de Pilotos. Nisto, não há volta a dar. Porém, é só mais um azar do «Touro Vermelho» e também de um «Cavalo Rampante», pois Charles Leclerc esteve pertíssimo de dar «a alegria» aos tifosi pela primeira vez esta época.

Deste modo, deveremos estar atentos à 11.ª ronda do Campeonato, o Grande Prémio da Hungria, onde a luta entre os Red Bull e a Mercedes – entre Max Verstappen e Lewis Hamilton – com certeza, promete.

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1

Angelina Barreiro
Angelina Barreirohttp://www.bolanarede.pt
Natural de Monção, a Angelina é Licenciada em Relações Internacionais e, Mestre em Economia Social pela Universidade do Minho. Vê o desporto como um dos bons lados da vida, que forma uma boa parceria com a escrita e o jornalismo. O seu interesse pelo desporto surgiu cedo, tendo como principal área de interesse o Futebol, o Ténis e a Fórmula 1.

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