Última horaChampions League: Manchester United humilhado em Como e Galatasaray derrota Lille em festa de golos
Publicidade

Antevisão GP Grã-Bretanha F1: Novo formato… mesmo pole-sitter

Bernardo Figueiredo · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A ANTEVISÃO: VERSTAPPEN ARRANCOU MELHOR E NUNCA MAIS OLHOU PARA TRÁS

O Grande Prémio da Grã-Bretanha trazia-nos um formato diferente ao que estávamos habituados nos últimos anos. Depois da tradicional sessão de qualificação ter decorrido na sexta-feira, os pilotos ainda iriam ter outra sessão que iria definir a grelha para domingo: uma corrida de 17 voltas no circuito de Silverstone.

Depois da sessão de sexta-feira, era Lewis Hamilton (Mercedes) que iria iniciar esta corrida sprint no primeiro lugar, com Max Verstappen e Valtteri Bottas nos lugares seguintes. Mas foi realmente o arranque que fez a diferença nesta corrida sprint: Verstappen, mesmo com chamas a saírem do seu pneu da frente do lado esquerdo antes do arranque, conseguiu ser incisivo desde o início, ultrapassando Hamilton e saltando para a primeira posição.

A partir daí, e apesar de uma tentativa audaz de ultrapassagem de Hamilton em Copse, Verstappen não teve mais problemas. A distância entre o Red Bull e o Mercedes no final foi de apenas 1,4 segundos, mas o holandês conseguiu gerir bem as 17 voltas (apesar de estar com bolhas visíveis nos seus pneus médios, tal como o seu mais direto rival).

Bottas, que começou de pneus macios numa tentativa de ultrapassar Verstappen logo no início e assegurar a primeira fila para a Mercedes, não o conseguiu fazer e vai partir de terceiro.

Atrás do top-4 (Charles Leclerc, da Ferrari, também teve uma prova sólida na corrida da Grã-Bretanha, mantendo o quarto lugar que tinha conseguido na sexta-feira), vieram as verdadeiras emoções desta prova. Fernando Alonso, da Alpine, teve um arranque-canhão, aproveitando os pneus macios para saltar de 11.º para o quinto lugar.

Em sentido inverso, Carlos Sainz desceu do nono para o 18.º posto depois de um choque na primeira volta com o Williams de George Russell (o britânico, que terminou o sprint em nono, está sob investigação).

Na quinta volta, enquanto Verstappen comandava com alguma tranquilidade, surgiu o desastre para o outro Red Bull. Sergio Pérez fez um enorme pião e, embora tenha conseguido evitar uma colisão com as barreiras, caiu para o 18.º lugar, apenas à frente dos dois Haas. Para acrescentar ao azar do mexicano, teve de abandonar antes do final da prova e por isso começará a corrida no último posto.

Alonso, apesar de ter saltado para quinto, não conseguiu manter os McLaren atrás de si, com Norris a terminar em quinto e Ricciardo em sexto, à frente do espanhol da Alpine. Seguem-se Sebastian Vettel, George Russell (caso não seja penalizado) e o outro Alpine de Esteban Ocon.

Fora do top-10, destaque para a boa recuperação de Carlos Sainz na Grã-Bretanha, que ainda conseguiu ir buscar o 11.º lugar depois do choque com Russell na primeira volta. Seguem-se Gasly, Raikkonen (que também fez uma boa prova, saltando de 17.º para 13.º), Stroll, Giovinazzi, Tsunoda, Latifi, Schumacher e Mazepin, com Pérez a ser o único abandono e a começar no pior lugar possível.

Mas depois do sprint, segue-se a maratona, e Verstappen vai novamente partir da frente, com os Mercedes junto a si e sem a ajuda do seu companheiro de equipa. Por outro lado, Hamilton terá certamente o apoio do público presente em Silverstone. Por isso, é justo dizer que isto ainda não está decidido.

Foto de Capa: Red Bull Racing

EQUIPA A TER EM CONTA

Alpine F1 Team – Depois de uma qualificação em que ambos os carros não passaram da Q2, a Alpine fez uma belíssima corrida sprint, com destaque óbvio para Fernando Alonso. O espanhol ganhou seis lugares no arranque e, embora não tenha conseguido aguentar os McLarens atrás de si, arranca num credível sétimo lugar. Já Ocon, que não tem conseguido pontuar ultimamente, também fez uma prova e parte de décimo, podendo igualmente voltar a pontuar.

PILOTO QUE PODERÁ SURPREENDER

Sergio Pérez (Red Bull Racing) – Pior não pode correr para o mexicano, que partiu para esta corrida sprint na Grã-Bretanha com perspetivas de ultrapassar Charles Leclerc e lutar com Valtteri Bottas pelo terceiro lugar, mas saiu-lhe tudo ao contrário. O arranque não foi grande coisa, o pião atirou-o lá para trás e o abandono significa que Pérez partirá para a corrida do último lugar.

Mas se Sakhir nos ensinou alguma coisa no ano passado, é que Pérez tem habilidade para recuperar (e tem certamente um carro que lhe permite terminar no quinto ou quarto lugar… caso não cometa os erros que tem cometido ultimamente).

Bernardo Figueiredo

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Resto do Mundo

Bélgica | O novo concorrente de Portugal no Ranking UEFA

A Belgica e a Liga Belga já são conhecidas há muito como viveiros de talento. Seja a partir da formação ou do recrutamento de seniores jovens, clubes como Genk, Anderlecht e Gent foram a montra que exibiu vários jogadores de classe mundial. Em anos recentes, os emblemas da Bélgica têm mostrado que sabem vender e, simultaneamente, manter um plantel que lhes permita competir na Europa. Sem o poder financeiro dos três grandes portugueses, os clubes belgas provam que o critério nas negociações e os projetos desportivos coerentes podem dar excelentes resultados.

João Pedro Santos · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Fabiano Freitas | Um velho conhecido das águias

Nesta quinta-feira, Omonia e Benfica defrontam-se para a terceira jornada de Liga da UEFA Europa League. O encontro entre os cipriotas e as águias é também marcado por um reencontro. Fabiano Freitas é um velho conhecido dos encarnados, não por ter jogado no clube da Luz, mas por se terem defrontando muitas vezes no passado, quando o guardião brasileiro (também cipriota com dupla nacionalidade) representou o Olhanense e mais tarde, o FC Porto.  Fabiano Ribeiro de Freitas nasceu a 29 de fevereiro de 1988, em Santo António de Jesus na Bahia. Fez a formação no Rio Branco-SP e ainda se estreou pela equipa em 2006. No ano seguinte, mudou-se para o São Paulo onde também acabou por não se impor, embora estivesse ligado ao clube paulista por três anos e tivesse vencido o Brasileirão Serie A no ano de estreia. Durante este período, fez apenas um jogo pela equipa principal, passou pela equipa sub-20 e foi cedido a clubes como Toledo (não jogou), Santo André (realizou um jogo) e América-RN (oito jogos) onde também não se afirmou. No entanto, chamou a atenção em Portugal, nomeadamente ao Olhanense que o contrata em 2011, a custo zero. 

Jorge Afonso · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.