GP México: Lando Norris domina de início ao fim e sobe ao topo do Mundial de Pilotos

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A CORRIDA: LANDO NORRIS LIDERA DO INÍCIO AO FIM E OLIVER BEARMAN SURPREENDE COM UMA EXIBIÇÃO DE DESTAQUE

A corrida iniciou-se com uma excelente reação de Lando Norris aos semáforos, ainda que tenha sido momentaneamente ultrapassado por Charles Leclerc, que foi obrigado a devolver a posição.

Na frente, os Ferrari arrancaram bem, mas o impulso de Max Verstappen acabou por ofuscar tudo. Os dois pilotos da Scuderia tocaram-se e o carro número um da Red Bull ficou sem espaço e já travou sobre a relva.

Mais atrás, Yuki Tsunoda subiu várias posições, enquanto Oliver Bearman e Pierre Gasly foram os que mais ganharam na primeira volta. Oscar Piastri, que já vinha de uma qualificação difícil, ainda perdeu mais duas posições.

Por momentos, parecia que tínhamos regressado a 2021. Na terceira volta, a luta entre Lewis Hamilton e Max Verstappen terminou com um toque entre os dois e várias saídas pelas escapatórias. Quem melhor aproveitou foi Oliver Bearman, que ultrapassou George Russell, então quinto, e o piloto neerlandês, alcançando o quarto lugar.

Deste incidente resultou uma penalização de dez segundos para Lewis Hamilton por não cumprir as instruções da direção de corrida na saída da curva quatro. A decisão gerou polémica, já que o britânico parecia não ter alternativa para cumprir a regra. Na frente, Lando Norris liderava sem pressão.

As primeiras idas às boxes começaram com Liam Lawson, que precisou trocar a asa dianteira. Poucas voltas depois, o piloto da Racing Bulls abandonou — e tornou-se o competidor com mais desistências da temporada. Na volta onze, Oscar Piastri conseguiu ultrapassar Yuki Tsunoda, recuperando uma das posições perdidas.

Entre os pilotos da frente, Kimi Antonelli foi o primeiro a parar, seguido de Lewis Hamilton, que cumpriu a penalização, e de Oscar Piastri, que tentou um undercut a George Russell, que não resultou. Logo depois, Oliver Bearman foi às boxes.

Carlos Sainz foi penalizado em cinco segundos por exceder o limite de velocidade nas boxes. O erro repetiu-se na segunda paragem, resultando numa penalização mais dura: uma passagem pela via das boxes.

Charles Leclerc parou na volta 32, mas perdeu posição em pista para Max Verstappen. Enquanto isso, Oliver Bearman subia à quarta posição.

Na volta 34, Oscar Piastri travou nova luta com Yuki Tsunoda e, desta vez, ultrapassou com facilidade. O japonês, em dificuldades com os pneus, acabou por perder também posição para Lewis Hamilton. Lando Norris foi às boxes na volta 35 e manteve a liderança com uma “paragem à borla”.

Na volta seguinte, Fernando Alonso voltou a não se adaptar ao traçado mexicano e acabou por abandonar. Max Verstappen parou na volta 38 e regressou à pista atrás de Lewis Hamilton, na oitava posição. Recuperou-a na volta 47.

Pelo rádio, George Russell pediu que Kimi Antonelli o deixasse passar. A Mercedes não interveio de imediato, e o britânico alertou para o perigo de ter Oscar Piastri a pressionar. Com alguma insistência, acabou por conseguir a ultrapassagem.

Na volta seguinte, três pilotos próximos em pista, Oscar Piastri, Kimi Antonelli e Lewis Hamilton, pararam ao mesmo tempo. O australiano da McLaren saiu por cima, ganhando posição ao italiano. Uma boa jogada da equipa de Woking.

George Russell e Oliver Bearman pararam à volta 49 e só perderam posição para Max Verstappen, que seguia numa estratégia de apenas uma paragem.

Mais uma vez, os pnues voltam à baila. Os compostos macios aguentaram mais do que o esperado, mesmo com os carros cheios de combustível. Curiosamente, resistiram mais do que os médios. Cada vez é mais difícil perceber a lógica dos pneus da Pirelli.

Na volta 61, Oscar Piastri ultrapassou finalmente George Russell, uma luta longa e antiga, mas com final feliz para o piloto australiano.

A assistir a tudo isto estava Kimi Antonelli, que, mal viu o colega de equipa ser ultrapassado, pediu que lhe devolvessem a posição prometida. Pedido aceite.

As voltas finais foram marcadas pela luta pela segunda posição entre Charles Leclerc e Max Verstappen, e pela disputa entre Oliver Bearman e Oscar Piastri pelo quarto lugar. Na volta 70, o Virtual Safety Car entrou em pista após a avaria de Carlos Sainz. Ainda houve tempo para terminar a última volta sem Virtual Safety Car, mas sem trocas de posição.

No final, Oscar Piastri perdeu a liderança do campeonato de pilotos por apenas um ponto para Lando Norris. O campeonato aqueceu e promete muita emoção até ao fim.

O México ofereceu uma grande corrida. É verdade que não houve luta pela vitória, mas o resto da pista compensou com ultrapassagens, estratégias e drama até ao fim.

PILOTO DO DIA

Oliver Bearman – Lando Norris esteve imbatível. Um fim de semana perfeito, do início ao fim. Ainda assim, o prémio acabou nas mãos de Oliver Bearman, que assinou uma exibição soberba. Sem a experiência dos rivais e com um carro inferior, mostrou talento, maturidade e coragem. Os rookies já provaram que chegaram para ficar. O britânico da Haas confirmou isso com classe.

A DESILUSÃO

Oscar Piastri – Escolher apenas uma desilusão não é fácil. Carlos Sainz prometia muito e acabou sem resultados. Isack Hadjar também não conseguiu destacar-se. Lewis Hamilton viu a sua corrida comprometida pela penalização. Oscar Piastri teve um fim de semana para esquecer. Embora tenha somado pontos importantes, perdeu a liderança do campeonato. É a grande desilusão e os sinais de alerta já vinham de corridas anteriores. O australiano precisa reagir rápido se quer continuar na luta pelo título.

Daqui a quinze dias, o circo da Fórmula 1 ruma a Interlagos, no Brasil. Será um fim de semana de sprint, com muitos pontos em jogo e um campeonato mais apertado do que nunca.

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