GP Singapura: Festa mexicana em Singapura

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A CORRIDA: MUITOS ERROS EM PISO MOLHADO

Sérgio Perez venceu* em Singapura, com Charles Leclerc em segundo e Carlos Sainz a fechar o pódio. Uma corrida que poderia ter coroado Max Verstappen como campeão, acabou por ver o piloto neerlandês a cometer um erro grosseiro e a terminar em sétimo lugar.

Devido à chuva que caiu antes do começo da corrida, a mesma ficou atrasada mais de uma hora. Charles Leclerc, que conseguiu a pole position, perdeu a liderança do GP logo no início do mesmo para Sérgio Perez, Max Verstappen, que começou de oitavo, teve um momento de anti-stall e caiu para 12º e desde cedo começou a fazer a sua recuperação de posições.

À volta sete, Latifi e Zhou envolveram-se num incidente que acabou por os meter fora da corrida e trouxeram o Safety-Car para a pista. Mais uma vez, o SC continua a ter 100% de probabilidade de aparecer no GP de Singapura.

No recomeço, Max continuou a sua corrida a ultrapassar Vettel e Gasly. Foram 10 longas voltas, com os tempos entre pilotos estáveis, sendo a única luta mais próxima a de Verstappen com Alonso. O espanhol defendeu do campeão como pôde, até o seu Alpine #14 ter problemas e ficar sem motor. Um sabor amargo para o piloto que fazia a sua 350ª partida no campeonato de Fórmula 1. Virtual Safety-Car ativado e George Russell, que partiu das boxs depois de trocar componentes em parc fermé, foi o primeiro a parar e a meter o pneu médio.

Três voltas em bandeira verde para, mais uma vez, ser ativado mais um VSC. Albon, que regressava ao carro depois de não correr em Monza, bateu no muro e ficou sem asa dianteira e com um furo no pneu dianteiro esquerdo. Ao chegar à box, e com o dano que já trazia da primeira volta na asa traseira, acabou por retirar.

Apesar de ter sido dada bandeira verde, levou apenas uma volta até outro VSC aparecer, desta vez pelas mãos de Esteban Ocon, que teve um problema idêntico ou pior que o do seu colega de equipa. Com isso, dois Alpine ficaram fora da corrida, deixando a McLaren livre para pontuar e passar no campeonato de construtores. Terminou à volta 30.

E se a corrida não estava muito interessante, começou a ser a partir da volta 33, quando Lewis Hamilton, na perseguição a Carlos Sainz, comete um erro e bate no muro da curva sete. Conseguiu sair sem grandes danos e desse momento para a frente, grande parte, se não todos os pilotos decidiram que seria a ideia para meter o pneu seco, pois já se tinha uma linha de corrida seca em pista.

Volta 36, Yuki Tsunoda, com pneus médios novos, bate no muro de pneus e o Safety-Car é chamado à pista. Nesta altura, somente os Mclaren não tinha parado, conseguindo beneficiar do carro de segurança que sairia para a pista, abrandando todos os pilotos.

Pela corrida ter começado uma hora mais tarde, a janela de duas horas para a corrida ser completada estava aberta. Por isso, à volta 38 passou a existir um contador regressivo de minutos, que contava com 38 minutos finais de corrida.

Mas nesses minutos finais ainda houve tempo para o campeão de 2021 travar e bloquear todos os pneus quando na tentativa de ultrapassar Lando Norris. Acabou por cair para oitavo lugar, mas abdicaria do mesmo para voltar a para para um novo jogo de pneus, ficando em último lugar. George Russel também teve um incidente menos bom com Mick Schumacher, que acabou num furo para o piloto britânico. Houve tempo para o DRS poder ser usado (a 27 minutos do fim) e, a um minuto do fim, Hamilton tentava ultrapassa Sebastian Vettel pela sétima posição e acabou por seguir em frente, dando espaço a Verstappen de ultrapassar o piloto alemão, concretizando a mesma na última volta.

Foto de Capa: Red Bull Racing

Ana Catarina Ventura
Ana Catarina Venturahttp://www.bolanarede.pt
Esta é a Ana Catarina. Apaixonou-se pela Fórmula 1 com 14 anos e a partir desse momento, descobriu o mundo do desporto motorizado. Graças a isso, seguiu o caminho do jornalismo até se licenciar em Jornalismo e Comunicação, na capital do Alto Alentejo.

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