Mercedes AMG Petronas: A Perfeição Germânica

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Em 2014 foram introduzidas as novas regras na Fórmula 1: em vez dos V8 com tecnologia KERS, os novos motores eram V6 Turbo-Híbridos. Estes motores eram autênticas maravilhas tecnológicas, do mais avançado que já tinha sido criado para qualquer veículo, e para ser simpático, digamos que nem todos conseguiram criar a melhor versão desses motores, tirando uma equipa: a Mercedes.

A falta de performance dos anos anteriores pode ser explicada pelos rumores de que a Mercedes começou a preparar-se para os novos motores híbridos a partir de 2010, onde tiveram 4 anos para tentar, e errar, para chegar à nova era como a equipa melhor preparada. Em comparação, a Renault, que fornecia a Red Bull, só começou a desenvolver a sua unidade motriz em 2013, um ano antes das novas regras.

O motor era tão melhor, que era estimado que na altura tivesse cerca de 100 cavalos a mais do que os motores da Renault e da Ferrari. Isto resultou num salto gigante de performance, que também atirou as equipas fornecidas pela Mercedes, a Force India e a Williams para o topo da tabela.

O domínio era tão grande, que se deram ao luxo de durante três anos terem dois pilotos “alfa”, às turras, e muitas vezes a destruírem a corrida um do outro sem usarem ordens de equipa. Um exemplo disto seria a fantástica corrida no Bahrain em 2014, em que Lewis Hamilton e Nico Rosberg batalharam sem quartel durante toda a corrida, com o piloto mais próximo a 24 segundos de distância.

Bottas tentou, mas nunca conseguiu.
Fonte: Formula 1

Nesses anos, Lewis Hamilton venceu dois títulos, em 2014 e 2015, e Nico Rosberg em 2016. O alemão decidiu deixar o desporto e dedicar-se à família (durante 1 ano), e para o seu lugar, chegou o finlandês que estava a surpreender na Williams, Valtteri Bottas.

A chegada de Bottas em 2017 foi, porém, na mesma altura das novas regras, que tornaram os carros mais largos e agressivos, que correspondeu a uma ascensão da Ferrari, como a primeira equipa capaz de competir com o domínio da Mercedes. E desta vez, sem um companheiro de equipa capaz de competir com ele, Lewis Hamilton tinha a batalha pelo título só para ele, com apenas Sebastian Vettel para incomodar.

O que é certo é que até à corrida de Singapura, Vettel estava na frente do campeonato, mas erros do alemão em Singapura e problemas de fiabilidade do Ferrari no Japão e na Malásia, mataram as hipóteses do título.

Chegamos a 2018, e a dose volta a repetir-se: dois carros muito equivalentes, com algumas corridas a serem da Ferrari e outras da Mercedes, mas com Sebastian Vettel e a própria equipa a deitar fora chance atrás de chance de derrotar Lewis Hamilton e a Mercedes, com os erros do piloto, ou as estratégias insanas da equipa. Enquanto isso, a Mercedes continuava sem sucumbir, apesar da pressão ser maior do que alguma vez foi.

Já lá vão 6, venha o 7.
Fonte: Formula 1
Luís Manuel Barros
Luís Manuel Barros
O Luís tem 21 anos e é de Marco de Canavezes, tem em si uma paixão por automobilismo desde muito novo quando via o Schumacher num carro vermelho a dominar todas as pistas por esse mundo fora. Esse amor pelas 4 rodas é partilhado com o gosto por Wrestling que voltou a acompanhar religiosamente desde 2016.                                                                                                                                                 O Luís escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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