Pierre Gasly: A carreira que poderia ser uma montanha-russa

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…E DA ALPHATAURI PARA A VITÓRIA

2020 tem sido um ano de desafios para todos nós. Mas, do que podemos falar sobre Pierre Gasly, tem sido estupendo.

A AlphaTauri é a nova Toro Rosso e, por muito que Gasly tenha dado cartas ao atingir o seu primeiro pódio na época passada, algo que Alex Albon não conseguiu, a Red Bull não fica convencida e o piloto manteve-se na mesma equipa.

Num ano em que realmente está a mostrar o que vale, ninguém esperava que o maior feito até agora do piloto ainda acontecesse este ano. Relembrem-se do Grande Prémio de Itália, em Monza, como o palco principal desse feito. Numa corrida completamente de loucos, Pierre Gasly mantém a liderança até ao final, para conquistar a sua primeira vitória da carreira, 24 anos depois do mesmo ter sido feito pelo último francês, Olivier Panis, em 1996. 

Agora que já conhecem os altos e baixos de Pierre Gasly, podemos concordar que a carreira do francês dava uma série da Netflix.

Se Pierre Gasly é material para vencer corridas? Está provado que é. Para vencer campeonatos? Sem dúvida. Não há dúvidas de que Gasly é capaz disto e de muito mais. A receita será mesmo conjugar uma série de fatores, como a vontade, a ambição, ter um carro competitivo e, principalmente, não ceder à pressão.

Este último fator, foi muito importante no seu percurso pela Red Bull, pois a pressão de estar numa equipa maior, ou mesmo a pressão de ter como colega de equipa Max Verstappen, bem como o facto de não se ter sentido à vontade com o carro, foi algo que afetou muito os seus resultados.

Pelo contrário, não é algo que vemos a acontecer agora na AlphaTauri. Vemos um Pierre Gasly mais maduro, que aprendeu com os seus erros, mais confiante, com vontade de adquirir mais. E será esse pensamento que, possivelmente, levará o francês a conquistar mais. Esperemos que sim.

Foto de Capa: Formula 1

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Angelina Barreiro
Angelina Barreirohttp://www.bolanarede.pt
Natural de Monção, a Angelina é Licenciada em Relações Internacionais e, Mestre em Economia Social pela Universidade do Minho. Vê o desporto como um dos bons lados da vida, que forma uma boa parceria com a escrita e o jornalismo. O seu interesse pelo desporto surgiu cedo, tendo como principal área de interesse o Futebol, o Ténis e a Fórmula 1.

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