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Após perder a liderança na corrida de ontem, Alexander Sims (BMW) voltou a colocar-se na pole position, e, desta vez, dominou por completo a segunda corrida do ano da Fórmula E, conseguindo a sua primeira vitória. Atrás dele, a consumar a dobradinha da equipa da Baviera, Maximilian Guenther (BMW) terminou em segundo, provisoriamente, pois recebeu uma penalização de 24 segundos por ultrapassar durante um período de Safety Car. A substituí-lo no segundo lugar do pódio ficou Lucas Di Grassi (Audi), homem que Guenther ultrapassou para ser penalizado, e a fechar o pódio ficou Stoffel Vandoorne (Mercedes), num excelente fim de semana de estreia para a equipa alemã, com dois pódios seguidos.

Sims partiu da primeira posição na grelha, e lançou-se imediatamente para uma liderança confortável, porém, atrás dele era o caos total. António Félix da Costa (DS Techeetah) era o maior agitador desse caos, com uma condução muito agressiva. Ultrapassar Di Grassi não foi fácil, mas uma fantástica manobra selou o terceiro lugar para Félix da Costa, porém as coisas não correram tão bem na hora de ultrapassar Sebastien Buemi (Nissan). O piloto suíço abrandou bastante na chegada à primeira curva para entrar na zona de Attack Mode, no entanto o português não contava com tal e embateu na traseira de Buemi. Isto resultou numa penalização drive-through para Félix da Costa, e em dez segundos adicionados ao tempo de Buemi, que reentrou de forma perigosa na pista.

O momento seguinte de caos, envolveu o vencedor de ontem Sam Bird (Virgin Racing), e Mitch Evans (Jaguar), em que Bird aperta o piloto da Jaguar contra a parede, mas acaba por sair pior e embater contra a parede, retirando-se da corrida. Isso chamou um Safety Car e um dos momentos mais assustadores dos últimos tempos no desporto motorizado.

Um dos momentos de maior caos, com Sam Bird (Virgin Racing) na parede
Fonte: Formula E

O Safety Car regressou às boxes e levantaram-se as bandeiras verdes, porém a transmissão mostra logo a seguir que os comissários de pista ainda estavam a retirar o carro de Bird, completamente vulneráveis no meio da pista. Felizmente, foi introduzido o full course yellow, que abranda todos os carros de forma igual, que evitou que acontecesse um desastre. Isto é algo que pura e simplesmente não pode acontecer numa competição de elite no desporto motorizado.

A partir daqui a corrida retomou normalmente, com Sims mais uma vez a agarrar a liderança, mas com Maximilian Guenther em segundo lugar e Di Grassi em terceiro, ao contrário de como estava antes. A razão dessa mudança foi uma ultrapassagem de Guenther durante o período de Safety Car, razão pela qual ele terminou penalizado.

Após o recomeço, Di Grassi ativou o Attack Mode, perdendo a posição para Stoffel Vandoorne, mas recuperando imediatamente graças aos 35 Kw a mais que tinha disponíveis. A partir daqui, Di Grassi partiu ao ataque de Guenther, mas o piloto alemão, apesar de não ter Attack Mode, defendeu de forma fantástica frente ao brasileiro, que passando a linha de meta, acabou por não fazer a diferença, tendo em conta a penalização do piloto da BMW.

A capacidade de decisão não foi a mais sólida da parte dos comissários
Fonte: Formula E

O campeão em título, Jean Éric Vergne (DS Techeetah), teve uma corrida muito apagada, na qual mais uma vez teve de ir às boxes, e por sorte chegou aos pontos, após uma corrida no fundo do pelotão.

Foi apenas a segunda corrida da temporada, mas o fator imprevisível continua bem assente no ADN da Fórmula E. De momento, os BMW parecem muito competitivos, mas, no ano passado, por esta fase também o eram e depois deu-se uma quebra de forma acentuada. Das equipas novas, a que mais se destaca é sem dúvida a Mercedes, com dois pódios em duas corridas.

Mas esta corrida mostrou um problema que não se deve voltar a repetir. Não houve claridade nas penalizações, de repente vemos pilotos como Jean Éric Vergne, que pouco fez durante a corrida, nos pontos e não sabemos o porquê. Há regras que ainda são muito confusas de compreender, e isso pode afastar novos fãs deste desporto.

Para clarificar, as penalizações dadas após a corrida, foram a Nick de Vries (Mercedes), por ultrapassar durante o período de Safety Car, e por uma falha de regulamento relacionado com as baterias da parte da Mercedes, atirando o campeão de Fórmula 2, do sétimo para 16.º lugar. Oliver Turvey (NIO), também foi desqualificado, por usar mais potência da bateria do que podia, após terminar em oitavo.

Fonte: Formula E
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