Fórmula E: Com os protões, marchar, marchar!

- Advertisement -

Vivemos, atualmente, num mundo diferente, um mundo mais afastado, onde as pequenas interações e carinhos estão colocados de lado em favor do bem comum. Os arrepios na espinha só possíveis com a presença física num concerto, num cinema, numa corrida, tudo isso foi retirado subitamente da nossa vida, e é a isso que, durante uns tempos, teremos de chamar normal.

O mundo do desporto motorizado teve a necessidade de se adaptar a essa mesma realidade, e após uma paragem quase total de todos em março, os meses de Julho e Agosto marcaram o regresso do cheiro a gasolina e pneu queimado. O tema principal desta análise não se enquadra com o cheiro a gasolina por uma simples razão, é o principal campeonato de veículos eléctricos do mundo, a Fórmula E.

Ao contrário das principais categorias do desporto motorizado, a época de Fórmula E já levava consigo cinco corridas realizadas antes da paragem por completo devido à pandemia, e da alteração de calendário, que nos retirou de todas as fantásticas urbes visitadas pela categoria nesse mundo fora, afunilando-se o calendário para seis corridas finais em Berlim.

O campeonato começou ainda em 2019 com duas rondas seguidas em Daria, na Arábia Saudita. A sensação transportada destas primeiras corridas foi a de um campeonato equilibrado ao nível do anterior, com diferentes pilotos capazes de vencer diferentes corridas a qualquer momento. Os campeões DS Techeetah não aparentavam estar tão competitivos como em épocas anteriores, o que mudaria na corrida a seguir, no Chile, com o segundo lugar de António Félix da Costa a confirmar que ainda havia muito para dar pela equipa dourada.

Uma visão de tempos melhores
Fonte: Formula E

O feito seria repetido na corrida seguinte na cidade do México, mas desta vez Jean Éric Vergne era capaz de fazer companhia a Félix da Costa nos pontos. Esta ascensão de não pontuar na primeira corrida para serem a equipa mais consistente em todo o tipo de circuitos, foi fulcral no resultado final da época, e o domínio demonstrado em particular por António Félix da Costa, que regressava ao topo do pódio em Marraquexe, agarrando a liderança do campeonato com uma vantagem de 11 pontos para o único homem que parecia capaz de o ameaçar, Mitch Evans (Jaguar).

A corrida de Marraquexe ficaria marcada como a última em meses, pois seria a partir daí que o mundo se isolava, sendo cancelados praticamente todos os eventos desportivos a realizar. O lugar do piloto passava para o cockpit virtual, com várias corridas virtuais solidárias da parte da Fórmula E. O maior acontecimento deste período foi, sem dúvida, a suspensão de Daniel Abt (Audi) pela sua equipa, após colocar um piloto virtual profissional a substitui-lo no seu compromisso numa dessas corridas virtuais. Para o seu lugar entrou o bicampeão da DTM, René Rast, sendo que Abt, já parte da mobília da equipa alemã, entrava para os eternos “backmarkers” a Nio Racing.

Luís Manuel Barros
Luís Manuel Barros
O Luís tem 21 anos e é de Marco de Canavezes, tem em si uma paixão por automobilismo desde muito novo quando via o Schumacher num carro vermelho a dominar todas as pistas por esse mundo fora. Esse amor pelas 4 rodas é partilhado com o gosto por Wrestling que voltou a acompanhar religiosamente desde 2016.                                                                                                                                                 O Luís escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Daniel Banjaqui renova com o Benfica até 2031

O Benfica anunciou a renovação do contrato de Daniel Banjaqui. O jovem lateral-direito prolongou o vínculo até junho de 2031.

Braga recebeu proposta da Ligue 1 por Gustaf Lagerbielke e deu nega

O Paris FC tentou contratar Gustaf Lagerbielke no mercado de janeiro, mas o Braga rejeitou vender o defesa central.

Benfica: jogador importante em dúvida para a partida contra o Casa Pia

Leandro Barreiro chegou condicionado do Luxemburgo e pode falhar o encontro entre o Benfica e o Casa Pia.

Sporting: médio não impressiona e regresso a Alvalade e cenário quase certo em 2026/27

Alexandre Brito não está a conseguir afirmar-se no Pafos e deve regressar aos quadros do Sporting no final da época.

PUB

Mais Artigos Populares

Treino do Benfica contou com novidade importante: jogador treina pela primeira vez em 2026/27

Nuno Félix está oficialmente de regresso, depois de ter estado de fora durante os últimos meses, devido a lesão.

La Liga: ex-Benfica não entra em campo há 4 meses

Franco Cervi não entra nos planos de Claudio Giráldez e não entra em campo desde o dia 4 de dezembro de 2025.

Rui Borges desvia-se de polémicas entre Sporting e FC Porto: «Temos de crescer a esse nível. Esqueçam isso»

Rui Borges esteve presente esta quinta-feira na sala de imprensa de Alcochete, para fazer a antevisão do Sporting x Santa Clara.