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Max Guenther conseguiu a segunda vitória consecutiva para a BMW i Andretti num entusiasmante e escaldante E-Prix de Santiago, no Chile. Não foi de todo uma vitória fácil para o piloto alemão, que teve de lutar arduamente com Mitch Evans (Jaguar) e com António Félix da Costa (DS Techeetah). O português viu a vitória escapar-se por muito pouco, sendo que liderava até a temperatura das baterias do seu monolugar começarem a atingir valores pouco seguros, o que o obrigou a abrandar e a ceder a liderança a Guenther. Na terceira posição, o homem que começou na pole position, Mitch Evans, liderou grande parte da corrida, mas não foi capaz de segurar a pressão de Guenther.

O princípio da corrida foi estranhamente sossegado para a Formula E, tendo animado quando foi ativado o primeiro full course yellow, após o carro do líder do campeonato Alexander Sims (BMW) se ter imobilizado no meio da pista. Oliver Rowland (Nissan) e Sam Bird (Virgin) chocaram, tendo caído ambos para o fundo da pista. Por esta altura, Jean Éric-Vergne e António Félix da Costa faziam turnos a subir pela tabela classificativa acima, lutando constantemente por posição.

Batalha acesa dos dois DS Techeetah
Fonte: Formula E

Guenther aproveitava para atacar o carro de Edoardo Mortara (Venturi), subindo para a terceira posição. Logo de seguida, aproveitando a batalha entre os dois pilotos da Venturi, Jean Éric Vergne subia para quinto, seguido de António Félix da Costa, que pressionava constantemente o seu colega de equipa.

Guenther passava para segundo, perseguindo o líder Mitch Evans, e Wehrlein perdia a terceira posição, caindo para trás de Vergne e Félix da Costa. O português mantinha a pressão, e os danos no monolugar de Jean Éric Vergne acabaram por ser demasiados, sendo que a proteção da roda dianteira do francês começou a roçar no pneu. Isto obrigou o francês a parar nas boxes, mas não sem antes, apesar dos danos, dificultar a passagem de Félix da Costa para a terceira posição. Os dois pilotos tiveram alguns momentos “orelhudos” durante a corrida, com algumas defesas de posição a roçar o limite do aceitável.

Félix da Costa partiu então ao ataque, ultrapassando primeiro Evans, e depois, numa manobra no limite, conseguiu passar para a liderança da corrida. Parecia tudo bem, mas tanta batalha começou a sobreaquecer as baterias do DS de António Félix da Costa, que rápido se viu à mercê de Guenther, o piloto que o substituiu na BMW. Para evitar que a bateria se desligasse por causa do sobreaquecimento, o português decidiu deixar a batalha, e contentar-se com a segunda posição do pódio, que acabou por dedicar a Paulo Gonçalves.

Maxi Guenther não teve uma vitória oferecida
Fonte: Formula E

Mais uma excelente corrida para o repertório da Formula E, as recuperações dos homens da DS Techeetah foram fantásticas, e por pouco não deram em vitória. Max Guenther mostrou grande maturidade, sendo capaz de atacar e aguentar ataques como um veterano, e seguindo assim para a sua primeira vitória na Formula E.

Destaque também para os homens da Mercedes, que mais uma vez, sem grande barulho, conseguiram pontos valiosos, com a quinta posição de Nick De Vries e de Stofel Vandoorne, na Formula E, a consistência ganha campeonatos. Do outro lado da moeda está Vergne que, como no ano passado, está a ter um inicio de época tremido, e a Porsche, que de certeza esperava mais do que ter de desistir da corrida logo nas primeiras voltas.

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