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A ANTEVISÃO: A BATALHA SEM QUARTEL PELO TERCEIRO LUGAR

Já chegamos ao último fim de semana de Fórmula 1 durante pelo menos três meses. Da incerteza após o Grande Prémio da Austrália que nem sequer viu os monolugares no asfalto, até Abu Dhabi, vimos 15 Grandes Prémios, muitas vezes dominados pelo melhor carro da história, outras vezes com vencedores surpreendentes, em corridas totalmente imprevisíveis.

Não foi uma temporada normal, de todo, e se para mim, 2019 foi a melhor época onde apenas um carro dominou, 2020 não chega a esse nível, mas conseguimos ver corridas fenomenais, e durante os próximos três meses, lá terei de me enterrar em história da Fórmula 1 para matar essa fome (pode ser que dê artigos giros).

Chegamos a Abu Dhabi, que sendo honesto é dos circuitos que menos gosto no calendário. Um espectáculo visual, com pouca substância. Contudo, a corrida no ano passado foi aceitável, e com tanto em aberto na luta pelo terceiro lugar do campeonato de construtores, podemos esperar muita intriga. Outro fator que pode influenciar a imprevisibilidade desta corrida, é o facto de que, após uma super volta, temos pela primeira vez esta temporada, um carro com um motor que não seja Mercedes. Exatamente, desta vez, é japonês, é Honda, carregado às costas por Max Verstappen (Red Bull).

O holandês garante a sua terceira pole da carreira. Num duelo renhido com os Mercedes, separados por menos de um décimo de segundo. Valtteri Bottas (Mercedes), garantiu o segundo lugar à frente do regressado Lewis Hamilton (Mercedes), que após recuperar da infecção de COVID-19 que o fez perder a última corrida, se qualifica em terceiro lugar.

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Quem estará a sorrir na antevisão à corrida de amanhã em Abu Dhabi é, sem dúvida, a McLaren, liderada por Lando Norris em quarto lugar, o que significa que bateu Carlos Sainz nas qualificações, sendo que o espanhol começa em sexto. Estas são posições essenciais para a equipa de Woking, sendo que se encontram a apenas 10 pontos da Racing Point no campeonato de construtores. A equipa britânica, apesar de não ter o terceiro carro mais rápido, é a equipa mais consistente na gestão das corridas, confirmado pelo equilíbrio de ambos pilotos no campeonato, e ao que tudo indica, poderá lutar aqui pelo pódio dos construtores.

Ensanduichado entre os McLaren está o Red Bull de Alex Albon, em quinto lugar. Um bom arranque, poderá ser uma ajuda fundamental em termos estratégicos para Max Verstappen. Foi a primeira vez em vários fins de semana que Albon pareceu confortável e próximo de Verstappen. Não foi traduzido no final da Q3, mas até ai, em todas as sessões, pareceu superior. No meu ponto de vista, já vem tarde, esta melhoria, contudo, pode ser a oportunidade de sair em alta.

Por falar em melhoria de forma tardia, Daniil Kvyat não estar na Fórmula 1 em 2021, é talvez o segredo menos bem guardado do ano, contudo, naquela que é provavelmente a sua última qualificação na Fórmula 1, garantiu um belo sétimo lugar para a Alpha Tauri. A ele segue-se um desapontado Lance Stroll, que, quando a Racing Point tem o campeonato em disputa, e sem o colega de equipa para comparar, tem muito trabalho para fazer se quiser ajudar a equipa.

A nona posição na tabela é de Charles Leclerc (Ferrari), contudo, o monegasco tem a penalização de três lugares devido à primeira volta aventurosa na última corrida, e começa de 12º, promovendo Pierre Gasly (Alpha Tauri) para nono, e Esteban Ocon (Renault) para o top 10. O francês de amarelo, a qualificar melhor que Daniel Ricciardo, que faz a sua última corrida pela Renault, antes de se mudar para a McLaren.

Sebastian Vettel vai começar o último grande prémio pela equipa de Maranello de forma pouco espectacular, em 13.º, contudo, a verdadeira incógnita fora do Top 10 é Sergio Perez. O vencedor do último Grande Prémio já mostrou que está em grande forma e à procura de equipa, por isso começar nas últimas posições (devido a novos componentes, não por má qualificação) não é uma garantia que o terceiro lugar esteja perdido pela Racing Point.

Última corrida do ano é já amanhã, e após as sessões de treino e qualificação, há muitas dúvidas no ar, esperando-se uma batalha a três pela vitória em Abu Dhabi. Que assim seja, para terminar este ano de 2020 em grande, pelo menos no que toca a Fórmula 1.

Foto de Capa: Formula 1

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