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A ANTEVISÃO: LEWIS HAMILTON CONSEGUE POLE POSITION… E MAIS UMA POLÉMICA COM VERSTAPPEN

Após a explosão em Silverstone da, até agora, respeitosa rivalidade entre Lewis Hamilton e Max Verstappen, este fim de semana, na Hungria, vinha carregado de intriga, sobre se iam tentar acalmar os ânimos, ou tirar as luvas. A escolha foi a segunda, e a corrida de amanhã tem tudo para nos dar mais uma batalha épica entre os dois rivais do título.

Os Mercedes continuam o caminho de Silverstone, onde as atualizações colocadas parecem ter apertado novamente a margem para a Red Bull, colocando ainda mais a diferença nos pilotos, com os carros tão equilibrados. Desta feita, a pole position caiu do lado de Lewis Hamilton, acompanhado do colega de equipa Valtteri Bottas.

O britânico conseguiu uma excelente primeira volta na Q3, que lhe garantiu a pole position, no entanto, a polémica surge quando, à frente de Max Verstappen, aparenta seguir muito mais devagar do que o normal na volta de aquecimento. Esta maior demora fez com que Max Verstappen conseguisse fazer uma última volta por pouquíssimos segundos, e que Sergio Pérez, que seguia ambos, fosse incapaz de melhorar o seu tempo.

Não parece haver quebra de qualquer regra, no entanto, os fãs irão guerrear entre si nas redes sociais.

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Os Red Bull vão começar em terceiro (Max Verstappen) e quarto (Sergio Pérez), numa qualificação onde o mexicano não conseguiu aproximar-se mais do que meio segundo do colega de equipa. Apesar do quarto lugar, não pode esperar ficar contente com a diferença.

No entanto, o fator de maior curiosidade para a corrida de amanhã é que ambos os Red Bull começam a corrida de pneus macios, enquanto os Mercedes o farão de médios. Normalmente, as equipas do topo da tabela, apostam num começo de pneus médios, no entanto, a Red Bull aparenta estar confiante de que é capaz de ultrapassar os dois Mercedes nas primeiras voltas.

É uma estratégia muito arriscada, mesmo tendo em conta que terão o pneu mais rápido, visto que o Hungaroring é conhecido pela grande dificuldade em ultrapassar. Caso a ultrapassagem não seja realizada na primeira volta, ou a Red Bull apresenta uma gestão de pneus e ritmo de corrida sublime, ou as coisas ficarão mais fáceis para a Mercedes.

A quinta posição na grelha está reservada para Pierre Gasly (Alpha Tauri), enquanto Tsunoda começa no fundo da grelha, em 16.º. O sexto lugar ficou para o McLaren de Lando Norris, com o colega de equipa Daniel Ricciardo, mais uma vez, a não conseguir acompanhar o ritmo, começando de 11.º.

A Ferrari aparentava ser a terceira equipa mais rápida durante todo o fim-de-semana na Hungria, no entanto, na qualificação estiveram muito mais equilibrados com os restantes carros do pelotão, com apenas um dos “cavalino rampante” em sétimo, nas mãos de Charles Leclerc, sendo que Carlos Sainz vai começar de 15.º, após um despiste na Q2.

A Alpine foi uma das surpresas positivas da qualificação, ao colocar ambos os pilotos no top 10, com destaque para Esteban Ocon, que voltou a estar à frente de Fernando Alonso, em oitavo e nono respetivamente. A fechar o top 10, vemos Sebastian Vettel no Aston Martin, enquanto que Lance Stroll irá começar de 12.º.

A corrida de amanhã pode fechar a primeira parte da temporada em grande, após os acontecimentos de Silverstone. A Red Bull apostou numa estratégia de risco máximo, que ou corre extremamente bem ou muito mal. A Mercedes poderá utilizar Valtteri Bottas como tampão na primeira volta de modo a manter os Red Bull à distância. Na Hungria, os carros são tradicionalmente “mais largos”, havendo poucas oportunidades para ultrapassar, e poderemos ver uma repetição de 2020, no entanto, esta não é a mesma Red Bull do ano passado.

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