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A ANTEVISÃO: FLECHAS DE PRATA VACILARAM NOS INSTANTES FINAIS E POSSIBILITARAM UMA GRELHA QUE DEIXA ÁGUA NA BOCA

Antes da qualificação do Grande Prémio da Rússia de Fórmula 1, havia várias coisas a ter em conta. A primeira era a chuva que estava prevista para todo o dia e que já tinha impedido a realização da sessão de treinos livres durante a manhã. A segunda eram as penalizações atribuídas a Charles Leclerc e sobretudo a Max Verstappen, que iriam começar a corrida na última linha da grelha por terem alterado componentes no motor do carro.

A verdade é que, apesar de a pista ter estado húmida durante toda a qualificação, a chuva não apareceu, possibilitando uma qualificação em condições traiçoeiras, mas não ainda mais difíceis do que seriam se tivesse chovido. E depois de um Grande Prémio em Monza em que a McLaren saiu com uma dobradinha, Lando Norris voltou a dar uma alegria à equipa papaia, conseguindo a primeira pole position da carreira.

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Nada o fazia prever, até porque a Mercedes tinha dominado os treinos livres de sexta-feira e tinha dominado igualmente os dois primeiros segmentos da qualificação, que foram feitos com pneus intermédios. Até que chegou a Q3 e George Russell (Williams) deu o mote para uma mudança para pneus de pista seca (macios). Todos seguiram essa estratégia e os tempos foram eventualmente melhorando. Mas foi também aí que a Mercedes vacilou.

Com a pole provisória no fim das primeiras voltas da Q3, feitas com pneus intermédios, Lewis Hamilton foi à box colocar pneus macios, mas bateu na parede de entrada na box antes de lá chegar, tendo de trocar de asa dianteira e ficando parado na box mais tempo do que aquilo que se previa. Quando voltou à pista, não só não conseguiu melhorar a volta anterior, como fez um pião que estragou a volta a Valtteri Bottas. Resultado final: Hamilton foi quarto, Bottas sétimo.

Aproveitando tudo isto, Norris foi aquele que conseguiu fazer a melhor volta para alcançar a pole, 0,517 segundos à frente do segundo classificado, o Ferrari de Carlos Sainz, com o Williams de George Russell (segunda vez que acaba uma qualificação nos três primeiros em quatro provas) a completar um fantástico top-3.

Hamilton foi quarto, Daniel Ricciardo (vencedor em Monza pela McLaren) quinto, à frente do Alpine de Fernando Alonso e do segundo Mercedes de Valtteri Bottas. Lance Stroll foi oitavo pela Aston Martin, Sergio Pérez apenas nono pela Red Bull e Esteban Ocon fechou o top-10 com o segundo Alpine.

Sebastian Vettel (Aston Martin) foi 11.º, seguido dos dois AlphaTauri, com Pierre Gasly à frente de Yuki Tsunoda. Nicholas Latifi (Williams) e Charles Leclerc (Ferrari) nem fizeram nenhuma volta rápida na Q2, sabendo que vão começar no fim da grelha (Latifi também trocou componentes no motor).

Os últimos cinco lugares na qualificação pertenceram à Alfa Romeo (Kimi Räikkönen 16.º, Antonio Giovinazzi 18.º) e à Haas (Mick Schumacher 17.º, Nikita Mazepin 19.º), com Max Verstappen (Red Bull) a optar por não fazer nenhuma volta rápida, já sabendo que iria começar a corrida nos últimos lugares.

Tentando antever aquilo que pode ser o Grande Prémio da Rússia, a verdade é que, tal como em Monza, a Mercedes voltou a complicar uma situação que parecia bem mais fácil. A dobradinha era quase obrigatória nesta qualificação, mas os flechas de prata sabem que vão ter muito trabalho na corrida de amanhã. E ainda não se sabe se a corrida vai ser disputada em pista seca ou molhada. Uma coisa é certa: depois de Monza, Lando Norris está na melhor posição para continuar a dar alegrias à McLaren.

Foto de Capa: Formula 1

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