A ANTEVISÃO: ALGUMAS SURPRESAS… MAS NÃO NA FRENTE, PARA VARIAR

IT’S SATURDAY… QUALI DAY! Os primeiros treinos livres do GP da Toscânia, Itália, deram-nos vídeos extramemente engraçados e incríveis, mas alguns pequenos sustos. Começando por mais um “meme” de Lando Norris e também do embate que destruiu a frente da sua McLaren, acabando com uns quantos a ir parar à gravilha (Charles Leclerc e Nicholas Latifi).

O melhor – ou o pior – estava destinado a Sergio Pérez (Racing Point). O mexicano, ao sair do pit lane, tocou em Kimi Raikkonen (Alfa Romeo), acabando por virar o finlandês. A “brincadeira” acabou por já oferecer um lugar de penalização por este incidente. Não começa nada bem o GP da Toscânia para Perez, que ainda há poucos dias recebeu a notícia de que não continuará na equipa.

O mesmo Kimi que está há 20 anos nestas andanças, pois, nessa mesma exata data um jovem finlandês fazia testes pela Sauber. De facto, um senhor! De destacar também a data redonda da Ferrari em Mugello, visto que este será o 1000.º Grande Prémio em que veremos um Ferrari a dar voltas aos circuitos.

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A primeira e segunda sessões de treinos livres foram dominados pela Mercedes e por Valtteri Bottas, que foi primeiro em ambas. É preciso reforçar que um Ferrari esteve no pódio na primeira sessão (!). Não fosse a terceira sessão de treinos, e era três em três para a Mercedes. Max Verstappen deu conta do recado, mas foi seguido por Valtteri Botas e também Lewis Hamilton.

A Q1 deu a primeira surpresa da tarde em Mugello com Pierre Gasly, último vencedor de um GP, eliminado por muito pouco. Em declarações à comunicação social, disse que uma mudança no motor foi fatal para perder alguns segundos. Os restantes lugares não foram grande surpresa e, infelizmente, já nos habituámos até a ver Vettel nos lugares mais atrás no grid.

A Q2 deu-nos nova surpresa, pois Lando Norris ficou em 11.º lugar e acabou por aqui. Vettel não conseguiu fazer muito mais do seu Ferrari e não passou para a fase final da qualificação. Sem grandes surpresas, tivemos os mesmos de sempre na Q3. Todavia, Leclerc conseguiu atingir a fase que no anterior GP não tinha conseguido.

A Q3 deu-nos aquilo que esperávamos: Lewis Hamilton com mais uma pole position. O britânico foi seguido por Valtteri Bottas e depois por Max Verstappen. Porém, convém dizer que Bottas só não conseguiu melhorar o seu tempo devido à bandeira amarela por causa do peão de Esteban Ocon (Renault). De destacar, os Mercedes na frente (nada de novo) e os dois Red Bull logo a seguir.

Acredito que amanhã teremos uma partida agressiva e a saída daquela primeira curva vai ser importante para todos os pilotos. Ainda assim, se Lewis Hamilton sair com uma boa vantagem, a corrida é sua, a menos que haja algum sacrificado para uma bandeira vermelha (acredito que muitos estejam a torcer por isso, sem que ninguém se magoe). Tudo por uma corrida mais interessante na região da Toscânia.

Sergio Pérez (Racing Point), que já tinha uma penalização, partirá de sétimo, cedendo a posição superior para o seu colega de equipa, Lance Stroll.

EQUIPA A TER EM CONTA

Red Bull Racing Só para não ser básico e não dizer aquilo que vai ser mais do que previsível acontecer, tive de escolher a equipa de Verstappen e Albon. Na segunda linha do grid, uma boa estratégia pode até ser fundamental para ameaçar os dois primeiros lugares das Mercedes. Pode ser que nos dêem a emoção que precisamos.

PILOTO QUE PODERÁ SURPREENDER

Max Verstappen – Meio que é o coração a falar mais alto, mas acredito que o holandês sem percalços pode vir até a vencer o GP da Toscânia. Um bom arranque e uma boa gestão de pneus pode dar uma vitória para Max Verstappen.

Foto de Capa: Mercedes-AMG F1

Artigo revisto