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Depois do percalço que foi Singapura, a Mercedes, em conjunto com a Fórmula 1, voltou à normalidade. A equipa das “flechas de prata” voltou às dobradinhas no Japão, tanto na qualificação como na corrida: Nico Rosberg garantiu a pole, Lewis Hamilton não deixou escapar a vitória. Numa qualificação que teve de ficar incompleta, devido a um aparatoso acidente de Daniil Kvyat (Red Bull), Valtteri Bottas conseguiu colocar o seu Williams à frente do Ferrari de Vettel, tal como fez o colega de equipa Felipe Massa, que garantiu a quinta posição na grelha, batendo Kimi Raikkonen.

Em Suzuka, nada foi surpreendente. A corrida ficou decidida no arranque: Lewis Hamilton levou a melhor sobre o colega de equipa e colocou-se na liderança para de lá nunca mais sair. Já Nico Rosberg fracassou no ataque ao inglês e acabou por cair para quarto, atrás de Vettel e Bottas. O alemão da Ferrari alcançou um excelente arranque, tendo chegado rapidamente à segunda posição.

Logo na primeira volta, Sergio Perez saiu de pista e Ricciardo e Massa foram os protagonistas de um toque violento, que causou o rebentamento de pneus dos dois veículos; a corrida estava arruinada para os dois pilotos. Já na oitava volta, o engenheiro da Mercedes confirmou que os monoveículos de Rosberg e Hamilton já conheceram melhores dias: ao ver o esforço do alemão para chegar a Bottas, pede-lhe que não ataque nas próximas cinco voltas, para evitar o sobreaquecimento do motor. A Mercedes a indicar moderação na velocidade aos seus pilotos. Nem tudo está bem na casa real.

Mas, depois da primeira paragem, Nico Rosberg tirou uma brilhante manobra da cartola e ultrapassou o finlandês da Williams, subindo a terceiro. O alemão da Mercedes demonstrou a destreza, rebeldia e audácia que o tornam um dos melhores pilotos da actualidade. E, aqui, começava uma autêntica batalha de compatriotas: Rosberg, alemão, pressionava Vettel, também alemão, na luta pelo segundo lugar; já Raikkonen, finlandês, colava-se ao também finlandês Valtteri Bottas, na tentativa de alcançar a quarta posição.

E este fim-de-semana, no Japão, prosseguiu a difícil saga da McLaren, de Jenson Button, e, principalmente, de Fernando Alonso. O espanhol continua a sentir-se frustrado com a sua actual situação, e demonstrou o seu desagrado, em voz alta, aquando da ultrapassagem de Max Verstappen ao seu próprio veículo: enquanto era ultrapassado, Alonso gritou para o rádio “motor de GP2, motor de GP2!”. O antigo campeão de F1 continua a lamentar a sua sorte e, apesar de acreditar no projecto da McLaren, já afirmou que existem outras modalidades em que pode ser campeão. Também Jenson Button já pôs em cima da mesa a hipótese de sair da F1, mas, desta feita, para a reforma. Será que o ambicioso mas extremamente embrionário projecto da McLaren fica pelo caminho já no fim desta época?

Hamilton bateu um recorde Fonte: Facebook Mercedes AMG Petronas
Hamilton bateu um recorde
Fonte: Facebook Mercedes AMG Petronas

Sebastian Vettel perdeu a segunda posição para Rosberg depois de uma paragem nas boxes, já na volta 40. Uma desilusão para a Ferrari, que vinha motivada para Suzuka depois da apoteótica vitória em Singapura. Kimi Raikkonen ainda passou Valtteri Bottas, confirmando o quarto lugar. A partir daqui, puro aborrecimento: Lewis Hamilton tinha a corrida controlada, Vettel ia tentando aproximações mas Rosberg não abria espaço. Ainda assim, lá atrás, as lutas esporádicas iam aparecendo; os dois Manor envolveram-se numa disputa apertada que terminou com um pião de Will Stevens.

Nota muito positiva para Nico Hulkenberg. O alemão da Force India foi o obreiro da recuperação da corrida, tendo começado em 13º e ascendido à sexta posição. Digno de nota é, também, o facto de esta ter sido uma corrida atípica no que toca às restantes deste Mundial: apenas um piloto, Felipe Nasr (Sauber), abandonou o GP.

Foi uma corrida história para Lewis Hamilton, que igualou o número de vitórias do ídolo Ayrton Senna e deu um importante passo na conquista do título, a apenas 5 provas do seu término. A Mercedes regressa às dobradinhas com a certeza, porém, de que a pressão da Ferrari será mais cerrada até ao final do Mundial. A F1 está de volta no fim-de-semana de 9 a 11 de Outubro, com o Grande Prémio da Rússia.

Foto de capa: Facebook Mercedes AMG Petronas

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