Fórmula 1 | O futuro da Haas F1 Team está nas mãos dos estreantes

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Dando apenas entrada em 2016, a Haas F1 Team tem tido uma caminhada de altos e baixos na Fórmula 1, onde a equipa de Gene Haas se confrontou principalmente com concorrência direta, objetivos por realizar e, agora, problemas financeiros.

Agora que a temporada de Fórmula 1 de 2020 chegou ao fim, é tempo de reaver as escolhas que a equipa faz para 2021. De relembrar que Romain Grosjean, piloto que esteve com a equipa desde o início, e Kevin Magnussen, desde 2017, irão partir para outras aventuras, deixando, assim, dois lugares vagos para 2021.

No início deste mês, seria então anunciado que Nikita Mazepin, piloto que acaba a Fórmula 2 em quinto lugar, será um dos competidores pela equipa americana. Já o anúncio do segundo lugar ocupado chega logo a seguir, e assim, a Haas competirá também com o atual campeão de Fórmula 2, Mick Schumacher.

Com este line-up para 2021, obtemos uma grelha de pilotos agridoce. Por um lado, temos de volta o nome «Schumacher», o nome que encantou a História e os tempos mais áureos da Fórmula 1. Por outro lado, temos o filho de um homem ligado à oligarquia russa, cujo comportamento nos últimos tempos não tem sido bem visto pela comunidade.

Assim, a «Dinastia de Schumacher» continua, desta vez com o filho do mítico e inesquecível Michael Schumacher, o homem que bateu recordes e que encantou as pistas. E o filho não parece ser diferente.

A Haas escolhe Mick Schumacher pelas razões que qualquer piloto gosta de ser escolhido. O nome soa, mas não é só isso. É o talento, é a simplicidade, é um conjunto de provas que o piloto alemão tem dado para que esta oportunidade lhe tivesse sido dada.

De apenas 21 anos, assim, Mick Schumacher entra na chamada «nova geração» da Fórmula 1, uma geração mais segura, tecnologicamente mais avançada, mas, também numa geração onde a competitividade acaba por ser diferente daquela que o pai viveu.

Se Mick Schumacher é escolhido pela condução, já Nikita Mazepin parece ser a escolha mais fácil para resolver alguns problemas financeiros que a equipa está a ultrapassar.

Já Romain Grosjean e Kevin Magnussen admitiram que as coisas não estão fáceis para a equipa dirigida por Guenther Steiner, e umas das razões para que ambos fossem dispensados da equipa, não seria pela aparente falta de resultados (sabemos que ambos são pilotos com muitos anos na Fórmula 1, nem isso seria a desculpa para tudo) mas sim pela falta de orçamento, que também a situação do COVID-19 ajudou para que se acumulasse.

Sendo assim, para manter a equipa dentro da Fórmula 1, seria necessária uma contratação inteligente, uma contratação que ajudasse a suprimir alguns gastos. E eu não falaria disto assim, se realmente Mazepin se mostrasse um piloto sério, com um comportamento digno de uma figura pública e, principalmente, de uma pessoa.

Nikita Mazepin tem-se envolvido em algumas polémicas durante os seus anos no ramo do Desporto Motorizado, mas o piloto de 21 anos parece não ter mudado, visto que, mesmo depois de ser anunciado à Haas, a equipa teve que reprimir o seu comportamento nas redes sociais.

É possível que nada mude, visto que a Haas também precisa deste investimento. Mas precisamos de ter noção que temos uma mão cheia de pilotos que mereciam este lugar (incluindo os que foram dispensados) e, por isso, Nikita Mazepin precisa de mudar a sua mentalidade, o mais rápido possível, ou, caso contrário, não conseguirá mudar a sua imagem.

Sendo assim, o que esperar desta nova equipa para 2021?

A Haas acaba a temporada de 2020 em nono lugar. Não é um lugar desejado, mas como dito anteriormente, a culpa não é totalmente dos pilotos. Antes de saber o que esperar dos pilotos, também precisamos de saber o que esperar do carro. E, por enquanto, ainda não sabemos.

Mas, para 2021, esperamos ver Mick Schumacher a forçar o carro e a lutar por posições na grelha, a mostrar a sua vontade de ter chegado à Fórmula 1 e a honrar o legado do pai. Já em relação a Nikita Mazepin, esperemos que, acima de tudo, mude a sua mentalidade e se comece a comportar como um piloto que vai para a Fórmula 1, e que não deixe tão claro que é um pay driver, como está a deixar agora.

Foto de Capa: Haas F1 Team

Angelina Barreiro
Angelina Barreirohttp://www.bolanarede.pt
Natural de Monção, a Angelina é Licenciada em Relações Internacionais e, Mestre em Economia Social pela Universidade do Minho. Vê o desporto como um dos bons lados da vida, que forma uma boa parceria com a escrita e o jornalismo. O seu interesse pelo desporto surgiu cedo, tendo como principal área de interesse o Futebol, o Ténis e a Fórmula 1.

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