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Terminou a segunda sessão de testes de Fórmula 1 no Circuito da Catalunha em Barcelona, e nesta segunda sessão, em que supostamente se percebe melhor a posição de cada equipa, ficamos com mais perguntas do que respostas. Os tempos de volta nos testes são sempre mentirosos, prova disso foi 2019 em que a Ferrari iria dominar tudo e todos, e foi o que se viu, mas este ano existe uma aura de que as equipas ainda estão a esconder mais o seu jogo do que o costume. Vamos começar pelo habitual «top 3».

Olhando para as duas sessões, a equipa que conseguiu os melhores tempos e o maior número de voltas foi a Mercedes, que mais uma vez surpreendeu tudo e todos com mais um feito de engenharia ao criar o sistema DAS. A equipa campeã parece a mais estável e confortável, algo a que eles já nos habituaram, sendo o único ponto negativo destes testes uma falha da motorização do carro de Lewis Hamilton (e outras duas na Williams). Mas há algo que não está bem no facto de a Mercedes ser a mais rápida, durante os últimos três anos fomos habituados a ver a Ferrari a tentar dar murros na mesa e mostrar o seu poderio nos testes (até começar o campeonato a sério), mas este ano não foi assim.

Os italianos estão muito calminhos, no seu canto a fazer as suas voltas, sem grande alarido, mas, curiosamente, sem grande velocidade nas retas. A Mercedes acredita que eles estão a usar modos de motor reduzidos para disfarçar a capacidade real do carro, e, honestamente, eu acredito. Os analistas notam um carro muito estável em curva, e capaz de gerar muito mais downforce, isto, geralmente, cria mais resistência do ar, mas não ao ponto de tornar a equipa uma das mais lentas em reta. A Ferrari está a esconder o seu jogo, algo que aprendeu com a própria Mercedes, mas não é a única.

Alguém vê sacos de areia?
Fonte: Formula 1

A Red Bull não está com grandes mensagens de confiança, este ano Helmut Marko nem garantiu ser campeão, mas a verdade é que o carro se tem comportado bem, apesar do rumor de instabilidade da traseira, baseado em dois despistes, que Max Verstappen e Alexander Albon explicam ter acontecido para testar os limites do carro. O chassis é muito sólido, comportando-se muito bem em curva, mas o que mais falhava nos tempos da Renault era a unidade motriz, mas a verdade é que a Honda apresentou nestes testes algo rápido e, acima de tudo, fiável.

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