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Na primeira qualificação da época, Lewis Hamilton foi mais forte. O vice-campeão em título foi três décimas de segundo mais rápido do que Vettel e acabou por conquistar a primeira pole-position da temporada. A luta entre a Ferrari e a Mercedes está ao rubro e, apesar de Valtteri Bottas ter ficado na segunda linha do grid, ficou apenas a 30 centésimas de Vettel. Raikkonen fechou os quatro primeiros da grelha.

E se o total falhanço da Ferrari na época transacta se deveu, em grande parte, aos inúmeros erros de estratégia, é exactamente à estratégia que deve agradecer a vitória em Melbourne. Lewis Hamilton foi à box na volta 17, com queixas relativas aos pneus. Vettel ficou em pista e assumiu a liderança – com mais de nove segundos de diferença para Bottas. Quando Hamilton regressa, vê-se preso na quinta posição, atrás de Verstappen. Sebastian Vettel nunca mais largou o primeiro lugar e Hamilton viu-se incapaz de sequer incomodar o alemão.

O próprio Lewis Hamilton admitiu o erro de estratégia, mas disse que se não tivesse parado naquela altura, teria sido ultrapassado em pista; segundo o piloto inglês, os pneus do Mercedes morreram naquelas primeiras voltas.

Sebastian Vettel parou entretanto mas a distância que havia cavado já lhe dava a tranquilidade necessária para regressar e tomar o controlo do GP novamente. E foi assim até ao fim. Hamilton chegou a segundo e foi, durante algumas voltas, o mais rápido dos três primeiros. Mas o veículo da Mercedes não estava nos seus melhores dias e o inglês queixou-se várias vezes do acerto do carro, na sua generalidade. Nunca foi capaz de alcançar o ritmo de Vettel e teve mesmo de se contentar com o segundo lugar, deixando assim escapar a primeira vitória do ano.

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pódio 2017 f1
Fonte: Mercedes – AMG Petronas Motorsport

Mais atrás, Valtteri Bottas não vacilou e confirmou o último lugar do pódio. Kimi Raikkonen, apesar de incomodado por Verstappen nas últimas voltas, não deixou fugir a quarta posição. O holandês era o único Red Bull em pista e teve de se contentar com o quinto lugar. Ainda que sem qualquer hipótese de rodar junto dos dois “grandes”, a Red Bull afirma-se claramente como a terceira equipa a ter em conta, o que deixa a Williams numa ilha. Felipe Massa foi sexto e mostrou que a equipa está bem à frente do resto do pelotão, mas muito longe dos líderes.

O primeiro GP do ano ficou ainda marcado pelos vários abandonos: sete foram os carros que desistiram da corrida. Entre os nomes mais sonantes, Romain Grosjean viu o motor do seu Haas começar a deitar fumo e Daniel Ricciardo abandonou numa fase ainda embrionária da etapa. O Red Bull falhou na qualificação e nas voltas antes da partida, obrigando o piloto a dar duas voltas de avanço aos adversários. Apesar do grande esforço dos mecânicos e toda a crew, o RB13 acabou mesmo por não conseguir acabar a corrida. Fernando Alonso também se viu obrigado a desistir, com a suspensão do McLaren partida.

A Fórmula 1 voltou com um GP morno e com poucos picos de real interesse. Vale a grande prova de Vettel, a perfeita estratégia da Ferrari e o regresso às vitórias da mítica scuderia. Abriu o apetite, pelo menos, para o resto da temporada. Será que teremos competição roda a roda? Será Vettel capaz de manter esta vantagem? Irá Lewis Hamilton, mais uma vez, conformar-se com o segundo lugar? Resta-nos esperar para ver. O próximo capítulo é já no fim-de-semana de oito e nove de Abril, com o Grande Prémio da China.

Foto de capa: Scuderia Ferrari

Artigo revisto por: Francisca Carvalho