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O Grande Prémio de Silverstone, Inglaterra, é sempre um dos mais esperados no que toca à F1. Rápido e imprevisível, é constantemente palco de grandes reviravoltas inesperadas. Este fim-de-semana, Lewis Hamilton corria em casa e procurava atingir a marca das 3 vitórias em Silverstone, igualando pilotos como Michael Schumacher ou Niki Lauda.

A qualificação provou, mais uma vez, a curva ascendente que os Williams estão a atravessar. Felipe Massa conseguiu a terceira posição, atrás dos dois Mercedes, enquanto que Valtteri Bottas saiu em quarto, à frente dos Ferrari. Lewis Hamilton, conseguiu, então, mais uma pole-position. Nesta altura, adivinhava-se mais uma fácil dobradinha para os Mercedes; mas a Williams ainda tinha uma palavra a dizer.

O excelente arranque de Massa providencia a ultrapassagem aos dois Mercedes, e também Bottas consegue subir a segundo, embora Hamilton tenha imediatamente recuperado essa posição. O safety-car foi introduzido logo na primeira volta; Grosjean (Lotus) e Button (McLaren) tocam-se e estão ambos fora da corrida. O GP deste fim-de-semana foi acidentado e cheio de peripécias que, aliás, ocasionaram o abandono de diversos veículos: apenas 13 terminaram a corrida.

À sexta volta, Massa permanecia na frente da corrida e era a primeira vez esta época que um GP era liderado por um piloto que não da Mercedes ou da Ferrari. A esta altura, Bottas estava novamente em segundo e a Williams tentava que os dois pilotos se distanciassem, juntos, dos dois Mercedes. Mas aquando da impossibilidade dessa estratégia, autorizam o finlandês a ultrapassar o colega da equipa. Tal manobra nunca chegou a acontecer.

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Mais uma vez, a paragem nas boxes foi crucial na estratégia da Mercedes. Na vigésima volta, Hamilton troca de pneus antes dos adversários directos e sai na frente da corrida quando estes param. É nesta altura que se dá um dos momentos mais emocionantes da prova: Massa e Rosberg saem ao lado um do outro do pit-stop, e por pouco o espaço não chegava para os dois. Massa acaba por resistir ao alemão in extremis. As equipas começam, então, a informar os pilotos da ocorrência de chuva dentro de 15 minutos.

A Mercedes, entretanto, diz a Rosberg para dar o máximo e tentar a ultrapassagem a Bottas. Consegue-o a sensivelmente 15 voltas do final, quando a chuva já se fazia sentir. Rosberg faz então 3 voltas brilhantes e não só ultrapassa Massa e sobe a segundo, como se aproxima bastante de Hamilton. Nesta altura, chove torrencialmente e Raikkonen é o primeiro a mudar para pneus intermédios. Lewis Hamilton antecipa-se à equipa e entra nas boxes para mudar os pneus: ao contrário do que aconteceu no Mónaco, esta decisão algo precipitada do inglês viria a valer-lhe a vitória.

Quando todos entram para trocar de pneus, Rosberg fica em pista e é obrigado a fazer uma volta lenta; acabou por perder aqui a corrida. Também os Williams saíram prejudicados das paragens: foram às boxes ao mesmo tempo e quando voltam, já Vettel havia subido a terceiro. A Ferrari acaba por conseguir um inesperado pódio, quando passou ao lado da corrida em grande parte do tempo. Rosberg ainda tentou aproximar-se do companheiro de equipa mas a diferença entre os dois já chegava aos 10s.

Lewis Hamilton volta a vencer em casa e a Mercedes consegue mais uma dobradinha. Azar para a Williams, apesar da evidente melhoria ao longo do Campeonato. Sorte para a Ferrari. Nota positiva para Alonso: o espanhol da McLaren conseguiu os primeiros pontos da temporada, numa época em que o principal objectivo da equipa é já, e apenas, terminar as corridas. A F1 volta no fim-de-semana de 24 a 26 de Julho, na Hungria.

Foto de Capa: Mercedes AMG Petronas e Scuderia Ferrari

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