GP França: Max, há males que vêm por bem

- Advertisement -

A CORRIDA: AFINAL, PAUL RICARD PODE SER INTERESSANTE

Depois de cair alguma chuva durante a manhã, os adeptos de desportos motorizados sonharam com uma corrida com o asfalto húmido. Contudo, o tempo em Le Castellet melhorou e o sol, embora tímido, foi o convidado de serviço durante as 53 voltas do Grande Prémio de França. Quando tudo começou, ninguém esperava que esta fosse uma das melhores corridas do ano.

Antes de as luzes se apagarem para a partida, Max Verstappen ocupava a cadeira de sonho. Depois de conquistar a pole position, o holandês procurava aumentar a vantagem no topo do campeonato de pilotos e voltar às boas exibições depois do azar de Baku. Da mesma forma, Lewis Hamilton voltou para se tentar redimir do erro da última corrida.

Logo no primeiro setor, Verstappen teve problemas em dominar o Red Bull e alargou demais a trajetória. Hamilton aproveitou para assumir a liderança e tentar não a largar até ao final. Quando já se suspirava por mais uma corrida aborrecida em Paul Ricard, assistimos a um plot twist ao nível de um filme de Quentin Tarantino. Pode ser estranho, mas este erro pode ter dado a vitória a Max.

A primeira paragem nas boxes foi muito mais cedo do que era esperado. Na 18.ª volta, Valtteri Bottas abriu as hostes para que os quatro mosqueteiros do costume começassem a trocar as armas de combate. Pouco tempo depois, foi Max a parar e Lewis Hamilton tentou numa volta o Hammer Time.

Quando foi a vez do britânico abrandar e entrar na box, a Mercedes conseguiu uma paragem bastante rápida. Mesmo assim, o leão holandês acelerou na reta da meta e conseguiu o undercut para garantir o segundo lugar, atrás do colega Sergio Pérez, que ainda não tinha parado. A partir deste momento, a tensão ocupou o circuito.

Depois da paragem do mexicano, era de esperar que a Red Bull parasse os carros mais uma vez. O início da estratégia vitoriosa aconteceu na volta número 33, o número de corrida de Max Verstappen, que, sem sabermos, abriu a “jaula” para o que iria ser um final de corrida épico. O holandês começou a caçar Lewis Hamilton e o primeiro lugar.

No jogo do gato e do rato, Max aproveitou a saúde do motor e dos pneus e, pouco a pouco, foi ganhando segundos a Lewis. Ao passar da 52.ª volta, o holandês galvanizou-se e ultrapassou o principal rival para nunca mais largar o primeiro posto. Quando a bandeira de xadrez apareceu no horizonte, Verstappen já sabia que a vitória não fugia.

Depois de um bom começo, Lewis Hamilton “provou do próprio veneno” e terminou o GP de França com o segundo posto. Para terminar um fim de semana para esquecer da Mercedes, Sergio Perez ficou com o último lugar do pódio. O finlandês Valtteri Bottas ainda tentou, mas teve de se contentar com o quarto lugar, apesar das queixas e um ar de “eu avisei” para os mecânicos.

No segundo pelotão, a McLaren conseguiu o quinto lugar, com Lando Norris, e o sexto, com Daniel Ricciardo. O australiano deu o ar da sua graça depois de um início de temporada difícil e deu boas indicações para o futuro. Depois de algumas semanas complicadas, Lance Stroll voltou aos pontos e juntou-se a Sebastian Vettel para dar alento à Aston Martin.

Para a semana há mais ação. A Fórmula 1 faz as malas e aterra na Áustria, onde o GP da Estíria promete mais uma luta intensa pela liderança no campeonato. De Le Castellet levamos uma grande lição: nunca podemos julgar a pista antes do início da corrida.

Clara Maria Oliveira
Clara Maria Oliveirahttp://www.bolanarede.pt
A Clara percebeu que gostava muito de Desporto quando a família lhe dizia que estava há muito tempo no sofá a ver Curling. Para isso não se tornar uma prática sedentária, pegava na caneta e escrevia sobre o que via e agora continua a fazê-lo.                              A Clara escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

José Mourinho pede 4 reforços ao Real Madrid e vê cláusula de rescisão junto do Benfica subir para 15 milhões de euros

José Mourinho já deu as suas prioridades de mercado ao Real Madrid. Técnico tem agora cláusula de rescisão de 15 milhões de euros com o Benfica.

João Cancelo: «Eu e o Gavi estamos sempre a ‘picar’ um com o outro porque ele acredita que a seleção espanhola é melhor do...

Alguns dos convocados de Portugal para o Mundial 2026 abordaram a preparação da equipa e projetaram a competição.

José Mourinho quer levar internacional português para o Real Madrid e repetir parceria

José Mourinho quer que o Real Madrid contrate Diogo Dalot. Merengues vão contratar novo lateral direito e o técnico quer o português.

Diogo Costa é o escolhido do PSG para reforçar a baliza e FC Porto já definiu intenção para o negócio

O PSG está muito interessado na contratação de um novo guarda-redes e definiu Diogo Costa como objetivo. FC Porto aponta para a cláusula de rescisão.

PUB

Mais Artigos Populares

Besiktas avança com 20 milhões de euros por avançado do Benfica

O Besiktas quer garantir a contratação de Vangelis Pavlidis. Águias turcas apresentaram, garante a imprensa local, proposta junto do Benfica.

Sporting oficializa contratação de Issa Doumbia até 2031

O Sporting anunciou a chegada de Issa Doumbia. O médio italiano assinou contrato até 2031 e ficou com uma cláusula de rescisão fixada nos 80 milhões de euros.

Al Ittihad confirma despedimento de Sérgio Conceição

Sérgio Conceição já não é o treinador do Al Ittihad. Clube saudita oficializou saída do técnico português depois de uma época aquém dos objetivos estabelecidos.