GP Hungria: A história de uma Obra-prima chamada Mercedes W11

- Advertisement -

A CORRIDA: MAX, É BOM TENTARES, PENA SÓ FICAR POR AÍ

Após o domínio total dos Mercedes na qualificação (Negros e Cor-de-Rosa), as cartas foram melhor baralhadas no início da corrida, contudo, o homem na frente no final da corrida, é o do costume, Lewis Hamilton ao volante do genial Mercedes W11. Ontem deu para perceber a perfeição do bólide saído de Brackley, parecendo seguir em carris em vez de uma estrada, hoje esse domínio foi mais uma vez testado em corrida, e por muito que Max Verstappen (RedBull) tentasse corrigir os defeitos do dia de ontem, não tem carro para mais.

A corrida em si foi o clássico início turbulento seguido de voltas mais calmas, com algumas batalhas de grande calibre, e momentos “eureka” na estratégia. Como se a qualificação não fosse má o suficiente, Verstappen na volta de instalação perde controlo do carro, e choca contra as barreiras, obrigando os mecânicos a compor o carro em tempo record, mas quando as luzes se apagam para a partida, o belha tem um início fantástico e salta para a terceira posição, aproveitando os maus começos de Valteri Bottas (Mercedes) e Sergio Pérez (Racing Point), tratando pouco depois de ultrapassar o homem em segundo, Lance Stroll (Racing Point). A partir daí, teve uma corrida solitária até as últimas voltas, onde passou a ter de lidar com a ameaça do outro Mercedes de Bottas.

Do outro lado da garagem do touro vermelho, Alexander Albon, com toda a pressão colocada após a horrível qualificação de ontem, respondeu à letra, recuperando para um fantástico quinto lugar, aparentando estar muito mais próximo do ritmo que se exige a um piloto da RedBull.

Os momentos mais entusiasmantes ocorreram nestas primeiras voltas, com o estado da pista a mudar de húmido para seco, e com equipas apanhadas a dormir, e outras, como a Haas, a tomarem decisões tão boas que vêem Kevin Magnussen em terceiro e Romain Grosjean em quarto. Uma miragem para os dois pilotos nos últimos tempos. Aguentaram-se nessas posições durante várias voltas, mas sendo claramente mais lentos que os adversários, o inevitável aconteceu, particularmente a Grosjean, que caiu para 15º no final da corrida. Já Kevin Magnussen leva um merecido prémio à equipa pela astúcia estratégica, com os dois pontos do seu nono lugar, os primeiros da equipa americana em 2020.

Do lado oposto da moeda da Haas temos por exemplo a Ferrari do lado de Charles Leclerc, cujo carro, aparentemente não conseguia fazer os pneus macios funcionar, e teve de parar em momentos inoportunos para conseguir continuar a corrida, acabando por, nas últimas voltas, perder o décimo lugar para o seu futuro colega de equipa, Carlos Sainz (Mclaren). Do outro lado da garagem as coisas correram bem melhor, com Sebastian Vettel, apesar de terminar em sexto, conseguir uma melhor gestão da estratégia e pneus, mesmo após perder imenso tempo numa pit stop.

Lance Stroll não chegou ao pódio como aparentava, mas teve uma corrida sossegada, sem erros, sem prejudicar a ele ou outros pilotos, conseguindo um excelente quarto lugar, ao contrário do colega de equipa, Sergio Perez, que acabou por ser prejudicado pelo mau arranque, e termina em sétimo.

Na McLaren não assistimos ao “Scenario 7” a que temos sido habituados, com uma corrida bem abaixo do que vimos na Áustria, particularmente do lado de Lando Norris.

No fundo, vimos mais uma corrida interessante em ação e estratégias, mas apenas do primeiro lugar para baixo. A Mercedes aparenta ter construído um dos melhores Fórmula 1 de sempre, e isso é de louvar. Por vezes é mais difícil manter-se no topo do que chegar lá, mas a Mercedes não só se mantém no topo, como ainda o eleva mais, e isso é grandeza. Óbvio que prefiro uma grelha mais equilibrada, e por favor um carro capaz de os igualar, mas é impossível não admirar o trabalho feito pela organização da Mercedes.

Luís Manuel Barros
Luís Manuel Barros
O Luís tem 21 anos e é de Marco de Canavezes, tem em si uma paixão por automobilismo desde muito novo quando via o Schumacher num carro vermelho a dominar todas as pistas por esse mundo fora. Esse amor pelas 4 rodas é partilhado com o gosto por Wrestling que voltou a acompanhar religiosamente desde 2016.                                                                                                                                                 O Luís escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Francesco Farioli revela: «Um dos primeiros telefonemas que recebi depois do título foi de Mourinho»

Francesco Farioli revelou que José Mourinho foi das primeiras pessoas a dar os parabéns pela conquista do título da Primeira Liga.

Al Ula de José Peseiro apura-se para a final do playoff de subida para a Liga da Arábia Saudita de forma dramática

O Al Ula, de José Peseiro, qualificou-se para a final do play-off de subida à primeira divisão saudita ao vencer o Al-Orobah por 2-1.

Imprensa nacional garante: António Silva continua no radar de gigante italiano

A Juventus mantém interesse em António Silva. Imprensa nacional afirma que o defesa do Benfica vê com bons olhos a possibilidade de uma mudança.

Francesco Farioli aborda futuro de Victor Froholdt e Diogo Costa: «Não quero pensar nisso, senão estraga-me o verão»

Francesco Farioli destacou a importância de Victor Froholdt e Diogo Costa no plantel do FC Porto, numa altura em que ambos são cobiçados no mercado.

PUB

Mais Artigos Populares

Ricardo Soares assume comando do Wuhan Three Towns

Ricardo Soares vai assumir o comando do Wuhan Three Towns. Será a terceira passagem do treinador português pelo futebol chinês.

Francesco Farioli destaca jogador do FC Porto: «Está preparado para a Seleção Nacional»

Francesco Farioli diz que Alberto Costa está preparado para a Seleção Nacional. Convocatória para o Mundial é já esta terça-feira.

Jorge Valdano prevê novo Real Madrid de José Mourinho e avisa: «Florentino Pérez não vai vender os heróis»

Jorge Valdano projetou o futuro do Real Madrid com a chegada de José Mourinho e deixou avisos sobre a gestão de Florentino Pérez.