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Assim termina o Grande Prémio da Hungria, com uma corrida não tão impressionante como o último Grande Prémio (Alemanha), mas que surpreendeu com Lewis Hamilton a regressar às vitórias, com Max Verstappen (Red Bull Racing) e Sebastian Vettel (Ferrari), respetivamente, a completar o pódio.

Este ano, o Hungaroring ofereceu-nos uma corrida calma, sem incidentes graves, sem entrada do safety car e a (tão desejada) chuva nem apareceu.

Destacou-se, durante quase duas horas, a luta constante entre Verstappen e Hamilton, sendo que o piloto da Red Bull liderou e obteve controlo da corrida, até às últimas quatro voltas (66/70), o momento em que o homem da Mercedes conseguiu ultrapassar, de vez, o piloto holandês, conseguindo a 81ª vitória da carreira.

Momento decisivo da corrida, quando Lewis Hamilton ultrapassa Max Verstappen e segue para primeiro lugar.
Fonte: Formula 1

Para além dos três primeiros, temos Charles Leclerc (Ferrari), Carlos Sainz (McLaren), Pierre Gasly (Red Bull), Kimi Raikkonen (Alfa Romeo), Valtteri Bottas (Mercedes), Lando Norris (McLaren) e Alexander Albon (Toro Rosso) a completar os dez primeiros. O único piloto que não terminou a corrida foi o piloto francês da Haas, Romain Grosjean.

Destaques para Sainz, a levar mais uma vez a McLaren ao quinto lugar e Bottas, que começou em segundo, mas no início teve um incidente que o obrigou a parar cedo na box, colocando-o em último, mas o finlandês recuperou da desvantagem de uma forma fantástica.

Após a qualificação brilhante, que deu a primeira pole position da carreira a Max Verstappen, esperar-se-ia que o piloto holandês pudesse, novamente, dar a vitória à Red Bull, o que acabou por não acontecer, devido a uma estratégia não tão eficaz por parte da equipa austríaca.

A “não-vitória” de Verstappen deixa um pouco de sentimento de desilusão, não só para o piloto e para a equipa, mas também por parte dos adetpos da Fórmula 1. A ultrapassagem final de Hamilton é dolorosa para quem está a assistir e a viver o espírito da possível vitória de um jovem talento, que tem dado, nos últimos Grandes Prémios, a emoção e motivação para os espetadores de voltar a sentir alguma ação nesta época, tão caraterizada pelo passivo domínio da Mercedes.

Com mais nada a apontar, diria que Hungria foi, nada mais, nada menos, uma corrida tranquilizante para Hamilton e para a Mercedes, que parece já ter recuperado do choque do Grande Prémio da semana anterior, e que continua a garantir uma boa margem no campeonato de pilotos (e equipas). Mais uma prova de que tudo pode acontecer até ao final e nenhuma vitória está verdadeiramente garantida até ser levantada a bandeira de xadrez.

Por agora, pausa de verão. Voltámos a encontrar-nos em Spa Francorchamps (Bélgica), no final deste mês.

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