GP Itália: Pierre Gasly ganhou, repito, Pierre Gasly ganhou!

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A CORRIDA: AS CASAS DE APOSTAS NÃO ESPERAVAM ESTE, POIS NÃO?

Uns minutos depois da corrida terminar estou aqui a tentar organizar os meus pensamentos no meio de todas as emoções trazidas por esta corrida, que antes de começar parecia o habitual, mas com uma pitada de laranja papaia nos degraus do pódio, mas vamos lá.

Pierre Gasly (Alpha Tauri) venceu o Grande Prémio de Itália, seguido de Carlos Sainz (Mclaren) e Lance Stroll (Racing Point). Não, como podem ver, esta não foi uma corrida normal e ainda bem, o normal estava a aborrecer um bocado.

Até metade da corrida o único acontecimento fora do normal tinha sido o mau começo de Valtteri Bottas (Mercedes), que o atirou do segundo lugar na grelha para uma prisão no meio do pelotão, sendo incapaz de ultrapassar os carros mais lentos à sua frente. Os dois homens da Mclaren seguiam em excelente forma atrás de Lewis Hamilton (Mercedes) que desaparecia no horizonte, e estava tudo perfeito para um fantástico pódio da Mclaren, mas Kevin Magnussen (HAAS) acabaria por fazer toda a diferença nesta corrida.

O seu HAAS teve problemas, e K-Mag estacionou o carro na lateral da pista, mesmo antes das boxes. Isto causou um safety car, e Lewis Hamilton, fez o que muitos consideram normal, aproveitou uma paragem quase de borla para meter novos pneus, o problema está no facto de quando Hamilton entra nas boxes, estas estavam fechadas, ou seja, nenhum carro podia parar para trocar pneus.

Isto significou uma penalização de Stop-Go de 10 segundos, como está explícito nas regras. No recomeço atrás do Safety Car, Charles Leclerc (Ferrari) tem um aparatoso acidente na curva Parabolica, o que resultou numa bandeira vermelha e paragem da corrida durante 25 minutos.

Os carros voltaram a alinhar-se na grelha, desta vez com pneus novos em folha, mas Lewis Hamilton era obrigado a cumprir, a par de Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) a penalização que lhes foi incutida.

Isto colocou nem mais nem menos que Pierre Gasly que tinha parado para pneus novos mesmo antes do Safety Car, e conseguiu assim a vantagem de saltar para a frente da grelha quando todos os outros pararam. Lance Stroll até tinha começado em segundo após a bandeira vermelha, mas um mau arranque atirou-o para trás de Carlos Sainz, que após a paragem de Hamilton saltou para segundo.

O hexa-campeão mundial foi atirado para o último lugar, e tratou de voltar a aproximar-se do pelotão, após perder cerca de 30 segundos devido à penalização. O Mercedes é obviamente um carro mais do que capaz e Hamilton escalou para sétimo, apenas dois lugares atrás do colega de equipa Valtteri Bottas, que teve uma grande falta de ritmo, sendo incapaz de ultrapassar os carros do pelotão, passando apenas Kimi Raikkonen (Alfa Romeo).

Enquanto isto, o dia ia ficando cada vez pior para a Red Bull. Max Verstappen teve um mau começo e tal como Bottas não conseguia sair do comboio do pelotão, sendo que na segunda parte da corrida teve uma falha mecânica e acabou por se retirar, um fim-de-semana para esquecer. Do outro lado da garagem as coisas não foram melhores para Alexander Albon, que chocou com Romain Grosjean (HAAS) e foi penalizado, perdendo também várias posições na confusão das paragens a meio da corrida, sendo que terminou em 15.º, apenas à frente de Giovinazzi que ficou em último.

No final da corrida, a batalha pela liderança começava a acender, com Carlos Sainz a perseguir Pierre Gasly, tentando colocar-se no delta necessário para conseguir o DRS. Ainda conseguiu, e na última volta a tensão era imensa, mas o piloto francês da AlphaTauri manteve a compostura e manteve Sainz atrás, conseguindo a sua primeira vitória na Fórmula 1.

Emoções fortes foram o que não faltou nesta corrida, desde a situação da Ferrari, ao facto de esta ser a última corrida da Williams com gestão da família, após a aquisição da equipa por terceiros, Valtteri Bottas mais uma vez a mostrar a incapacidade de acompanhar Lewis Hamilton, a luta de Carlos Sainz que queria mais do que apenas mais um pódio, e por pouco não o conseguiu, e acima de tudo, a emoção crua de Pierre Gasly, cuja vida nos últimos dois anos tem sido um autêntico carrossel, desta vez pôde sentar-se no topo do pódio, quando já todos se afastavam, a apreciar o presente que toda a luta e sacrifício que fez, finalmente lhe deu.

Foto de Capa: Scuderia AlphaTauri

Luís Manuel Barros
Luís Manuel Barros
O Luís tem 21 anos e é de Marco de Canavezes, tem em si uma paixão por automobilismo desde muito novo quando via o Schumacher num carro vermelho a dominar todas as pistas por esse mundo fora. Esse amor pelas 4 rodas é partilhado com o gosto por Wrestling que voltou a acompanhar religiosamente desde 2016.                                                                                                                                                 O Luís escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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