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16 anos depois, a Ferrari quebra o jejum e volta a vencer no Mónaco, aquando da vitória de Michael Schumacher em 2001. Sebastian Vettel sem espinhas e imparável venceu uma corrida que se adivinhava bastante interessante, onde os pormenores e a condução são os principais elementos deste circuito e do sucesso da mesma.

À partida para esta corrida, Kimi Raikkonen da Ferrari garantia uma ‘pole position’ numa volta canhão! 9 anos depois, o Finlandês voltava a partir da primeira posição ao lado do seu companheiro de equipa, Vettel. Na Mercedes, Bottas fechava o leque do pódio da qualificação, enquanto que Hamilton partia de uma modesta 13ª posição, depois  de ficar prejudicado na última volta rápida aquando do despiste do Mclaren de Vandoorne. Os Red Bull mostravam-se bastante próximos dos Ferrari e Mercedes, ao partirem da 4ª e 5ª posição.

Depois do GP da Alemanha de 2010, quando a Ferrari festava a ‘dobradinha’ com a vitória de Fernando Alonso e segundo lugar de Felipe Massa, 7 anos depois a Ferrari volta a meter os dois monolugares nos dois lugares mais altos do pódio. A primeira metade da corrida foi liderada por Raikkonen, que nunca conseguiu afastar-se de Vettel, e Bottas na 3ª posição tinha problemas em acompanhar a Ferrari, tendo-se de preocupar mais com os dois Red Bull, que nunca o largaram.

Com a previsão de apenas uma paragem mínima obrigatória, era de prever que assim fosse, pelo menos para os pilotos da frente. Bottas, Raikkonen e Verstappen realizavam a paragem na box, contrariamente a Vettel e Ricciardo, que com pneus ultra-macios voavam e desapareciam do mapa, ganhando tempo aos adversários directos que trocavam para os pneus super-macios.  Rapidamente se percebeu que o objectivo de Vettel era ganhar para depois de parar na box, sair à frente de Raikkonen e na liderança da corrida, e que Ricciardo pretendia ultrapassar tanto Verstappen e Bottas e alcançar o último lugar do pódio. Os dois ex-companheiros de equipa na Red Bull alternadamente realizavam a melhor volta da corrida, e a verdade é que os objectivos de ambos viriam a ser concretizados.

Raikkonen liderou metade da corrida do Mónaco Fonte: LAT Images
Raikkonen liderou metade da corrida do Mónaco
Fonte: LAT Images

A Ferrari dominava por completo a corrida do Principado e o ritmo do cavalinho rampante era imparável. Os treinos livres já tinham dado boas indicações e foi na qualificação que o ritmo alucinante foi confirmado. A Red Bull mostrava ar de sua graça e capaz de superar a Mercedes, mas longe de alcançar a Ferrari. A scuderia germânica apresentou-se no Mónaco bastante apática e com grandes dificuldades de andamento, difícil adaptação aos pneus e à sua temperatura, nunca conseguiram alcançar a Ferrari e foram ultrapassados pela Red Bull, indicando que em circuitos citadinos, a Mercedes detém muitas deficiências no seu monolugar.

Sebastian Vettel liderou a segunda metade da corrida, sendo seguido por Raikkonen e a mostrar que a Ferrari voava literalmente no Mónaco. Ricciardo da Red Bull encontrava-se na terceira posição e nunca mais se alterou, e a luta mais acesa era entre Bottas e Verstappen, pelo quarto lugar. A corrida deslocava-se para a parte final e eis que o toque entre Button e Werhlein causa a entrada do safety-car, mas nem com esta intervenção a Ferrari deixou de dominar.

Um fim-de-semana perfeito para a Ferrari, liderou praticamente os treinos livres, limpou a qualificação ao meter a primeira linha toda vermelha, e imparavelmente dominou o assalto ao Principado, depois de 78 voltas e 16 anos depois!

O piloto alemão da Ferrari conquistou a sua 2ª vitória da carreira no circuito do Mónaco, a 3ª vitória do ano, e a primeira dobradinha de 2017. Lidera o campeonato com 129 pontos à frente de Lewis Hamilton que tem 104. Nos construtores, a Scuderia Ferrari volta a comandar o campeonato com 196 pontos, e a Mercedes com 179. A Red Bull encontra-se isolada na terceira posição.
O campeonato mundial segue para o Canadá dentro de 15 dias.

Foto de capa: LAT Images

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