Cabeçalho modalidadesSe para a corrida de Singapura as previsões e as expectativas estavam traçadas para um óptimo resultado para a Ferrari e Red Bull, a chuva rapidamente decidiu baralhar as contas e tácticas. À partida para a corrida, os seis pilotos da frente colocaram pneus intermédios, e todos os outros estavam repartidos entre intermédios e de chuva forte.

Vettel partia da pole, com Verstappen a seu lado, enquanto Ricciardo partia atrás de Vettel e Raikkonen partia atrás de Verstappen. A pista estava molhada e tinha vários pontos alagados e outros quase secos. A sorte parecia estar a favorecer cada vez mais a Mercedes. Na largada, Vettel tinha como preocupação Verstappen e a primeira curva e o alemão partiu bem, ao passo que Raikkonen fez uma partida canhão e, ao ultrapassar o holandês, acabou por embater no Red Bull ao mesmo tempo que Vettel se punha à frente de Max e também ele era vítima de Kimi. Ao chegar à primeira curva, Raikkonen ia descontrolado e acabou por embater em Verstappen e ambos ficaram fora de prova. O pior para os italianos ainda estava para vir – ainda na primeira volta, Vettel não consegue controlar o seu monolugar ao apanhar uma poça de água e acaba por bater nos muros de Marina Bay. Com isto tudo, quem ficava na liderança da corrida nocturna era Hamilton.

Os dois Ferraris estavam fora da prova e perdiam, desta forma, uma oportunidade de ouro para voltarem à liderança do campeonato de pilotos. Pela primeira vez na história, um Grande Prémio nocturno realizou-se à chuva. Uma corrida que, antes de começar, prometia ser bastante interessante, devido às condições atmosféricas, mas a sorte acabou por favorecer quem mais precisava, neste caso a Mercedes e Hamilton. Com os dois Ferraris e o Red Bull de Max de fora, a corrida praticamente foi oferecida ao líder do campeonato, ainda que Ricciardo se posicionasse no segundo posto.

Alonso, que tinha feito uma partida bastante boa e chegado à primeira curva na terceira posição, foi também uma vítima de Raikkonen, e, na volta nove, acabou por abandonar, perante inúmeros problemas no monolugar da Mclaren. Kvyat vir-se-ia a despistar na volta 12 e o safety car voltava a intervir.

À medida que se iam cumprindo as voltas, a pista ficava cada vez mais seca, todos os pilotos já tinham montado pneus intermédios e Hamilton, sem ninguém pela frente, conseguia fazer constantemente a melhor volta da corrida. Perto do meio da corrida, e com a pista a ficar com as linhas de trajectória seca, os pilotos montaram pneus ultra soft e, assim, uma corrida que começara à chuva, tornava-se numa corrida normal. O nível de interesse a meio da prova era quase nulo, Hamilton levava 12 segundos de avanço de Ricciardo, que era segundo, e Bottas, em terceiro, estava a 17 segundos do australiano.

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Destaque para nova entrada do safety car na volta 38, aquando da paragem do Sauber de Ericsson. Os pilotos aproveitavam para nova mudança de pneus para as 23 voltas restantes. Hamilton queixava-se do porquê da nova entrada do safety car, não fazendo qualquer sentido esta declaração, pois se existe um carro parado no meio da pista, a entrada do mesmo é inevitável. A preocupação do inglês era o receio de ser apanhado por Ricciardo, pois com pneus ultra soft a Mercedes sabe que não tem hipóteses com a Red Bull.

Safety car foi muito criticado por Hamilton que teve sempre na sua sombra Ricciardo Fonte: F1
O safety car foi muito criticado por Hamilton, que teve sempre na sua sombra Ricciardo
Fonte: F1

Até final da corrida, as posições da frente mantiveram-se intactas – Hamilton acabou por ser o maior sortudo de todos os acontecimentos iniciais desta prova e venceu em Singapura, com Ricciardo a terminar no segundo lugar e Bottas a terminar o pódio. Destaque ainda para os abandonos de Hulkenberg e Magnussen já perto do fim, numa corrida onde terminaram apenas 12 pilotos. Sainz terminou em quarto, Perez em quinto e Palmer em sexto lugar. A prova nocturna atingiu as duas horas de duração.

Nunca a Mercedes pensou, nos seus melhores sonhos, este cenário de corrida em Singapura. A Ferrari só se pode queixar de si mesma, autodestrói-se, com Raikkonen a ser o principal culpado da péssima prestação dos transalpinos, numa corrida que tinha tudo para correr bem.

O momento da corrida foi quando os Ferraris decidiram afunilar Verstappen involuntariamente, Vettel nunca pensou que Raikkonen estivesse ao lado de Max, e o finlandês acabou por estragar aquela que podia ter sido uma grande vitória da Ferrari. A chuva só apareceu para favorecer a Hamilton, que acabou por ser o grande beneficiado.

A Ferrari autodestruiu-se e acabou por sair de Singapura com o título comprometido. Com tanta sorte à mistura, Hamilton tem as portas do título escancaradas. O inglês alcançou a sua 60ª vitória da carreira.

O inglês da Mercedes aumentou para 28 pontos a vantagem sobre Vettel, quando ficam a faltar seis Grandes Prémios.

De realçar que para 2018, Sainz foi emprestado à Renault por um ano, a Toro Rosso irá ter motores Honda, a Mclaren conseguiu obter motores Renault. A caravana da Fórmula 1 segue para a Malásia nos dias 29, 30 de Setembro e 1 de Outubro.

Foto de Capa: F1

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

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