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GP Turquia: E já são sete para Lewis Hamilton

Angelina Barreiro · 4 min

GP Turquia: E já são sete para Lewis Hamilton
Foto: Mercedes AMG-F1

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A CORRIDA: SAUDADES DOS PÓDIOS, SEBASTIAN?

Nove anos depois, o Intercity Istanbul Park apresentou-nos uma corrida extravagante, emocionante e molhada até ao final. Com Lance Stroll (Racing Point) a sair da pole position, foi o «inesperado» Lewis Hamilton (Mercedes) que conseguiu a vitória, com Sergio Perez (Racing Point) e Sebastian Vettel (Ferrari) a acompanhar no pódio.

O arranque não poderia ter sido mais «calmo» e desastroso, ao mesmo tempo. Com os Racing Point a fugir para o 1-2, e a deixar Max Verstappen (Red Bull) para trás, Daniel Ricciardo (Renault) bate no colega de equipa, Esteban Ocon, para provocar o pião e o pânico, não só no francês, mas também em Valtteri Bottas (Mercedes) que, a partir de nono lugar, não consegue fazer mais do que um 14.º lugar, mostrando uma corrida pobre, em relação ao colega de equipa.

Já Lewis Hamilton (Mercedes), teve uma reação fantástica. A sair de sexto lugar, aos poucos foi conquistando os lugares mais altos, e também o facto de não chover, contribuiu para o sucesso do piloto britânico.

Não só isto ajudou, mas também o facto da Racing Point ter errado na estratégia de Lance Stroll que, depois de ter estado cerca de 30 voltas na liderança, e, no final, uma paragem nas boxes deitou a perder a que poderia ter sido a primeira vitória da era Racing Point. Porém, nem tudo é mau, visto que não fizeram o mesmo com Sergio Perez, e, assim, o mexicano conseguiu o segundo lugar.

A Ferrari esteve à altura do desafio. A começar fora dos pontos, ambos tiveram uma corrida deliciosa, em que Sebastian Vettel, mesmo na última curva, consegue ultrapassar o colega de equipa e ficar no último lugar do pódio. Mas que boost para o piloto alemão.

Para os lados da Red Bull, finalmente uma corrida bem conseguida de Alex Albon, em que, apesar do sétimo lugar, sempre demonstrou grande empenho apesar das condições. Já Max Verstappen, muitos erros e «piões» não ajudaram o piloto holandês, que esteve perto do pódio, e apenas se qualificou em sexto lugar.

A McLaren consegue pôr os dois carros para os pontos, com Carlos Sainz em quinto, e Lando Norris em oitavo. Já a Renault, corrida difícil logo no início, com apenas Daniel Ricciardo num décimo lugar, e Esteban Ocon no 11.º lugar.

Desistências, tivemos um dia não para a Haas, pois os dois pilotos acabam por abandonar, bem como Nicholas Latifi (Williams) e Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo).

Em suma, o GP da Turquia classificou-se como uma corrida emocionante, cheia de «piões» e sem grandes desastres, mas a verdade é que, neste cenário, muitos “e se” ficaram por responder, nomeadamente, no que toca às estratégias das equipas.

O que não ficou por responder em terras turcas foi o título de campeão do mundo, que, mais uma vez, vai para Lewis Hamilton, e declara assim a igualdade de títulos com Michael Schumacher, fazendo, mais uma vez, História na modalidade.

Nas últimas rondas, teremos duas corridas em Bahrain e uma em Abu Dhabi, que deverão decidir os best of the rest de cada categoria (pilotos e equipas).

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1

PILOTO DO DIA

Lewis Hamilton (Mercedes) – A verdade é que, se contarmos a corrida, eu diria que Sebastian Vettel (Ferrari) foi um dos que mais se destacou neste parâmetro.

Porém, estamos a falar de Lewis Hamilton, o homem que, hoje, ganha o campeonato e consegue igualar Michael Schumacher, com sete campeonatos do mundo. É mais um recorde que não se pode esquecer e que, dificilmente, será novamente igualado. E, a partir daí, é difícil argumentar contra.

Sem falar que hoje não foi «pêra doce» para o piloto britânico. A sair de sexto lugar, teve problemas nos travões, aguentou cerca de 50 voltas com o mesmo jogo de pneus e, mais uma vez, conseguiu vencer. É, de facto, impressionante.

DESILUSÃO DO DIA

Valtteri Bottas (Mercedes) – Para este «título», tinha também como possível candidato, Lance Stroll (Racing Point) e os seus estrategistas, visto que, de um primeiro lugar, acabou em nono lugar, sendo uma desilusão iminente.

No entanto, Valtteri Bottas teve uma das suas piores corridas da carreira na Mercedes, a meu ver. E nisso, é difícil competir. A partir do momento em que Lewis Hamilton está em primeiro lugar, e «dobra» uma volta para Valtteri Bottas, é uma vergonha. Sem falar nos piões todos que o piloto finlandês fez durante a corrida, que sempre que tentava subir de lugar, acabava por prejudicar-se e voltava à estaca zero.

Mesmo carro, mas estilos de conduzir e de reação diferentes. É esta a Mercedes que temos.

Angelina Barreiro

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