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O Mundial de Fórmula 1 de 2016 só começa no dia 20 de Março, na Austrália – mas as últimas semanas já têm tido a sua quota parte de agitação.

Uma das notícias que mais burburinho criaram foi a de que os pilotos estão a pressionar a FIA para a introdução dos cockpits fechados já em 2017. A ideia não é recente e o acidente de Jules Bianchi, em 2014, só acelerou o processo. Ainda assim, a FIA insiste em procurar alternativas ao fecho do habitáculo – a Federação tem investido em estruturas com vista a aumentar os níveis de segurança.

A proposta mais válida será a da Mercedes, que apresentou um cockpit com uma auréola e que poderia ser levantado através de um basculante. A opção por este halo de protecção permite que o mesmo seja retirado rapidamente em caso de acidente e os seus principais defensores afirmam que esta auréola não interfere com a visão dos pilotos.

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Estas alterações nos monoveículos iriam causar modificações óbvias no chassis, mas, depois dos acidentes graves dos últimos anos, é impensável imaginar que alguém se oponha a renovações com vista à melhoria da segurança dos pilotos. Assim sendo, a F1 está cada vez mais perto de perder os cockpits abertos.

Outra das notícias que agitaram os fãs deste desporto motorizado foi o regresso da Renault ao Mundial de F1. Em Dezembro, a marca anunciou a aquisição da Lotus e o consequente retorno à principal competição de monoveículos.

O monolugar que marca o regresso da Renault à alta competição chama-se RS 16 e pauta pela elegância do preto e do amarelo. Ainda assim, Jerome Stoll, presidente da Renault Sport F1, sugeriu que o RS 16 não está livre de sofrer alterações surpresa antes do Grande Prémio da Austrália.

A apresentação do novo carro – que foi, note-se, a primeira desta temporada – foi acompanhada pela revelação dos pilotos que vão representar a equipa em 2016/17. Kevin Magnussen foi confirmado para o lugar de Pastor Maldonado, que fica de fora na próxima época de F1; o dinamarquês fará equipa com o ex-piloto de testes da Lotus, Jolyon Palmer, que garantiu assim um lugar de maior destaque.

O director desportivo da equipa será Frederic Vasseur, que vem da equipa ART Grand Prix, de Formula 3, GP2 e GP3, ao passo que o responsável técnico será Bob Bell, que em Outubro deixou a Manor. Recorde-se que esta é a terceira vez que a Renault tem equipa própria na Fórmula 1: a primeira foi marcada pela genialidade de Alain Prost e a segunda pelo bicampeonato de Fernando Alonso.

A próxima apresentação terá como protagonista a Red Bull – dia 17 de Fevereiro, a equipa dá a conhecer a decoração do RB12, em Londres. A primeira sessão de testes, por sua vez, decorre de 22 a 25 de Fevereiro, em Barcelona.

Foto de Capa: Renault Sports

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