O senhor do boné vermelho

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Há umas semanas escrevia sobre Ayrton Senna, agora escrevo sobre Niki Lauda. Que isto não se torne um hábito…

Andreas Nikolaus Lauda nasceu a 22 de fevereiro de 1949 em Viena, na Áustria. Mais conhecido por Niki Lauda, fiquem primeiro com o seu palmarés:

Estreou-se em rampas, com um Mini Cooper, aos 19 anos em 1968. O primeiro Grande Prémio na Fórmula 1 veio em 1971, no GP Áustria. O último foi em 1985, na Austrália. Disputou 177, venceu 3 títulos mundiais (1975, 1977 e 1984). Venceu 25 vezes e correu para marcas como a Ferrari, a McLaren ou a BRM. 

Mas de números não só viveu o campeão. Em 1976, Niki Lauda pilotava pela Ferrari. Nos anos 70, a segurança na Fórmula 1 não era muito grande. No lendário circuito de  Nürburgring Nordschleife, Lauda tinha o acidente que marcava a sua carreira, a sua vida e o seu corpo. 

https://www.youtube.com/watch?v=Gcr6STp6v8g

Apesar desse acidente, o austríaco ainda iria pilotar na pista se Suzuka, no Japão, no mesmo ano, numa tentativa de manter o título. Mas, tal não aconteceu, porque as condições de enorme chuva assustaram o recém-chegado Lauda. James Hunt foi campeão em 1976. 

Mas, como nenhum outro piloto, depois de um acidente tão grave, Lauda continuou na Fórmula 1 e em 1977 foi novamente campeão. Com um olho para o negócio, Niki Lauda mudou também o paradigma desse campo na Fórmula 1.

Homenagem a Niki Lauda por parte da equipa da Mercedes na Fórmula 1
Fonte: Mercedes AMG Petronas MOTORSPORT

Por ser do fim dos anos 90, as primeiras vezes que ouvi falar de Niki Lauda foi quando este estava em papéis de administração e gestão. Passou pela equipa da Jaguar e passou também pela Ferrari, sendo que estava agora ligado à Mercedes, isto sempre na Fórmula 1. 

Mas nunca liguei nenhuma, até 2013. Nesse ano saiu Rush, um filme biográfico inspirado na rivalidade de 1976 entre Hunt e Lauda, e o acidente de Lauda no ‘Inferno Verde’. A partir daqui tudo mudou para mim. Fui sempre pesquisando mais, reparei que na Mercedes havia um senhor que andava sempre de boné, muitas vezes um boné vermelho. Acabei por descobrir que era a lenda, Niki Lauda. 

Restam-me poucas memórias do austríaco, mas as que tenho são extremamente boas. Uma parte de mim gostava de ter vivido no século XX. Outra parte diz-me que aqui estou bem. Partilho com Lauda o gosto por aviões, o que acho muito interessante.

Hoje, despedimo-nos de Niki Lauda com um boné vermelho, no Grande Prémio do Mónaco.

Auf wiedersehen, Niki… 

Foto de Capa: Mercedes AMG Petronas MOTORSPORT

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