Resumo dos Testes de Pré-Época 2021 de Fórmula 1

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AREIA PARA OS OLHOS, OU UM MERCEDES ENGOLIDO PELA (H)ONDA?

Concluídas as primeiras voltas da época de 2021, desfazem-se algumas dúvidas e levantam-se novas questões. Num ano em que os testes de pré-época se esperavam relativamente serenos, dada a falta de alterações significativas nos regulamentos e no investimento tecnológico estar a ser canalizado, primariamente, para 2022, os suspeitos do costume (Mercedes e Red Bull) tiveram desempenhos contrastantes. De igual forma, equipas que se bateram de igual para igual em 2020 como a Aston Martin (então Racing Point) e a Alpine (então Renault) saem dos testes do Bahrain com índices de confiança bastante distintos.

O primeiro dia foi o menos frutífero para o conjunto das dez equipas que participaram nos testes, devido a uma tempestade de areia, que se acentuou na sessão da tarde. Uma contrariedade que invalidou a recolha de dados concretos e fiáveis sobre a aerodinâmica dos carros e a performance dos pneus, sendo que alguns dos compostos C3 providenciados aos pilotos eram inclusivamente protótipos Pirelli fabricados na Turquia, ao contrário dos normais (fabricados na Roménia). Contrariedade exacerbada, em particular, num ano em que pela primeira vez os testes se resumiram a três dias.

Ainda assim, o pior do primeiro dia ficou mesmo reservado para a Mercedes e, em particular, para Valtteri Bottas. O finlandês acabou por somar apenas seis voltas na sessão da manhã, devido a um problema na caixa de velocidades. Da parte da tarde, o heptacampeão Lewis Hamilton não conseguiu muito melhor, ficando 15 voltas aquém de uma distância de corrida e alcançando apenas o 10º melhor tempo do dia. O rookie Mick Schumacher viu-se, também ele, “a braços” com um problema na caixa de velocidades e acabou apenas à frente de Bottas, com 15 voltas em seu nome.

Max Verstappen (Red Bull), no reverso da moeda, liderou a tabela de tempos no fecho da sessão e, à parte de um meio-pião à saída da curva dois, teve um dia tranquilo, liderando também a tabela de voltas completadas ao circuito de Sakhir (138). Início promissor, ainda, para a McLaren (com novo motor Mercedes a bordo, que não deu problemas) e a Alpine, que fecharam o pódio dos melhores tempos e registaram um bom número total de voltas – 90 e 128, respectivamente.

Carlos Eduardo Lopes
Carlos Eduardo Lopeshttp://www.bolanarede.pt
Concluída a licenciatura em Comunicação Social, o Carlos mudou-se para Londres em 2013, onde reside e trabalha desde então. Com um pai ex-piloto de ralis e um irmão no campeonato nacional de karts, o rumo profissional do Carlos foi também ele desaguar nas "águas rápidas" da Formula One Management, onde trabalhou cinco anos. Hoje é designer numa empresa de videojogos, mas ainda não consegue perder uma corrida (seja em quatro ou duas rodas).

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