Última horaAinda agora renovou: William Gomes na lista de colosso da Premier League
Publicidade

Saída de Pierre Gasly dá oportunidade de ouro a Alex Albon

Angelina Barreiro · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Estamos com uma semana de pausa verão na Fórmula 1. Apesar disso, oficializou-se, na última segunda-feira, uma mudança na equipa da Red Bull Racing.

Esta mudança era previsível para alguns, mas inesperada para outros: O piloto tailandês da Scuderia Toro Rosso, Alexander Albon, irá substituir Pierre Gasly no line-up da Red Bull, e, consequentemente, o piloto francês retornará à equipa italiana, na qual esteve durante duas temporadas.

Lembro que algo parecido já aconteceu nos últimos anos na equipa sediada em Milton Keynes, quando, em 2016, Daniil Kvyat foi despromovido, devido aos maus resultados, dando a oportunidade de subida a Max Verstappen.

A ascensão de Albon à Red Bull torna-se, simultaneamente, na desilusão de Gasly. Quem diria que o francês não aguentaria um ano na equipa, e que o tailandês já subiria à equipa principal depois de meia época no seu ano de estreia na Fórmula 1?

A verdade é que, das maravilhas que vimos na performance de Pierre Gasly na Toro Rosso nas últimas duas temporadas, nunca pensaria que a sua época de estreia na Red Bull seria tão decadente como tem sido.

O facto de Pierre Gasly não ter conseguido um único pódio pela Red Bull acaba por pesar na decisão da equipa.
Fonte: Red Bull Racing

O que não ajudou o piloto também foram os constantes bons resultados do colega de equipa, Max Verstappen, que contrastam com os seus maus resultados – 181 pontos de Verstappen (terceiro lugar) contra 63 de Gasly (sexto lugar) conseguidos esta época – que acabaram por dar oportunidade à equipa de formar um termo de comparação.

Já pelo contrário, Alexander Albon demonstrou, durante o seu ano de estreia na Fómrula 1, um potencial arrebatador, destacando-se entre os rookies deste ano. Tem-se caraterizado como um piloto que, desde cedo, tenta tirar o máximo do partido do carro e do seu desempenho, e a prova está nos já 16 pontos adquiridos no campeonato – de salientar que está melhor posicionado do que alguns pilotos experientes como Romain Grosjean ou Robert Kubica.

Tendo acompanhado as últimas 12 corridas, apercebemo-nos de que Gasly, não estava, de todo, preparado para a exigência e pressão do que é ser um piloto da Red Bull. Para além de não ter cumprido os objetivos propostos pela equipa até meio da época, a pressão interna que trazem os resultados incríveis de Max Verstappen também acabam por influenciar na decisão e no regresso do piloto francês para a sua antiga equipa.

Mas, por outro lado, será que Albon está preparado? Afinal de contas, o piloto tailandês, apesar de se notar no seu desempenho uma força de vontade gigante e, mesmo estando a postos para abraçar o novo desafio, é ainda rookie no mundo da Fórmula 1. Será que vai conseguir lidar com esta mesma pressão? Novo colega de equipa, novas e mais significantes exigências (principalmente por uma equipa que outrora já foi campeã), que, certamente, vão obrigar o piloto a desencadear mais rápido a sua experiência e habilidades.

Alexander Albon (à direita) com o seu novo colega de equipa, Max Verstappen (à esquerda).
Fonte: Red Bull Racing

Acabamos por perceber que, com estas mudanças, a Red Bull tem esperanças, não só de voltar a ter um piloto campeão – a última vez que aconteceu foi com Sebastian Vettel, em 2013 -, mas também de voltar a ganhar o campeonato de construtores. E a decisão de ter no seu line-up Verstappen/Albon comprova-nos isto mesmo.

No entanto, não terá a Red Bull se antecipado, ao recorrer desta decisão, a meio da temporada? Não poderia ter sido algo decidido para a próxima época?

Do que percebemos, aqui estamos para ver o que se sucederá a seguir. O que é certo é que, será um desafio tanto para os pilotos como para a Red Bull, em que esta decisão, acaba por ser “um tiro no escuro” – um risco que, para a equipa, vale a pena correr. E já.

Foto De Capa: Toro Rosso

artigo revisto por: Ana Ferreira

Angelina Barreiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando os outsiders deixam de pedir licença | Premier League

Há uma altura em todas as épocas em que olhamos para a classificação da Premier League e procuramos os intrusos. Aqueles clubes que, por alguma razão, decidiram não respeitar a hierarquia habitual e instalaram-se em lugares que, à partida, pareciam reservados aos mesmos de sempre. Este ano, apenas cinco jornadas decorreram para dois nomes já começarem a desviar a atenção, o Brighton e o Leeds. O primeiro está em terceiro. O segundo, em quinto. Ambos invictos e separados por apenas um ponto. Mas talvez mais interessante do que a posição que ocupam seja a sensação de que nenhum dos dois parece estar ali por acaso... Mas analisemos com factos. O Brighton já marcou 16 golos em cinco jornadas, mais do que qualquer outra equipa do campeonato, e só perdeu um jogo. O Leeds sofreu apenas três golos e ainda não conheceu a derrota.

Francisca Marafona Graça · 4 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Cristiano Ronaldo: Obviamente, Finish

Existem momentos em que no espaço futebolístico e mediático não se fala noutro tema. Sendo esses momentos absolutamente inevitáveis, em muitos deve haver consciência por parte dos protagonistas, ações algo dignas e a capacidade de seguir em frente. Assim deve ser, não só pelo respeito por quem está a ver (o país e até o mundo), mas sobretudo pelo respeito por si próprios. Assim foi, tem sido e devia ser o recente escândalo em torno da seleção nacional, envolvendo Pedro Proença, Jorge Jesus e maioritariamente Cristiano Ronaldo.   Em vez de ir cronologicamente e ao pormenor a cada um dos acontecimentos que fizeram parte desta polémica, que já foram repetidos várias vezes pelos média ou tentar perceber, ponto por ponto, quem teve razão e quem não teve, que seria muito aborrecido e sinceramente já é algo enjoativo (pois há teorias e boatos sobre o que qualquer uma das partes terá dito ou feito), é mais necessário colocar um ponto final em todo este embaraço. Todo este imbróglio deixa fragilizado o prestígio da Federação Portuguesa de Futebol (mais que a do seu Presidente), a figura do Selecionador Nacional e ainda mais, o legado e a imagem de Cristiano Ronaldo.

Jorge Afonso · 12 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.