Saída de Pierre Gasly dá oportunidade de ouro a Alex Albon

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Estamos com uma semana de pausa verão na Fórmula 1. Apesar disso, oficializou-se, na última segunda-feira, uma mudança na equipa da Red Bull Racing.

Esta mudança era previsível para alguns, mas inesperada para outros: O piloto tailandês da Scuderia Toro Rosso, Alexander Albon, irá substituir Pierre Gasly no line-up da Red Bull, e, consequentemente, o piloto francês retornará à equipa italiana, na qual esteve durante duas temporadas.

Lembro que algo parecido já aconteceu nos últimos anos na equipa sediada em Milton Keynes, quando, em 2016, Daniil Kvyat foi despromovido, devido aos maus resultados, dando a oportunidade de subida a Max Verstappen.

A ascensão de Albon à Red Bull torna-se, simultaneamente, na desilusão de Gasly. Quem diria que o francês não aguentaria um ano na equipa, e que o tailandês já subiria à equipa principal depois de meia época no seu ano de estreia na Fórmula 1?

A verdade é que, das maravilhas que vimos na performance de Pierre Gasly na Toro Rosso nas últimas duas temporadas, nunca pensaria que a sua época de estreia na Red Bull seria tão decadente como tem sido.

O facto de Pierre Gasly não ter conseguido um único pódio pela Red Bull acaba por pesar na decisão da equipa.
Fonte: Red Bull Racing

O que não ajudou o piloto também foram os constantes bons resultados do colega de equipa, Max Verstappen, que contrastam com os seus maus resultados – 181 pontos de Verstappen (terceiro lugar) contra 63 de Gasly (sexto lugar) conseguidos esta época – que acabaram por dar oportunidade à equipa de formar um termo de comparação.

Já pelo contrário, Alexander Albon demonstrou, durante o seu ano de estreia na Fómrula 1, um potencial arrebatador, destacando-se entre os rookies deste ano. Tem-se caraterizado como um piloto que, desde cedo, tenta tirar o máximo do partido do carro e do seu desempenho, e a prova está nos já 16 pontos adquiridos no campeonato – de salientar que está melhor posicionado do que alguns pilotos experientes como Romain Grosjean ou Robert Kubica.

Tendo acompanhado as últimas 12 corridas, apercebemo-nos de que Gasly, não estava, de todo, preparado para a exigência e pressão do que é ser um piloto da Red Bull. Para além de não ter cumprido os objetivos propostos pela equipa até meio da época, a pressão interna que trazem os resultados incríveis de Max Verstappen também acabam por influenciar na decisão e no regresso do piloto francês para a sua antiga equipa.

Mas, por outro lado, será que Albon está preparado? Afinal de contas, o piloto tailandês, apesar de se notar no seu desempenho uma força de vontade gigante e, mesmo estando a postos para abraçar o novo desafio, é ainda rookie no mundo da Fórmula 1. Será que vai conseguir lidar com esta mesma pressão? Novo colega de equipa, novas e mais significantes exigências (principalmente por uma equipa que outrora já foi campeã), que, certamente, vão obrigar o piloto a desencadear mais rápido a sua experiência e habilidades.

Alexander Albon (à direita) com o seu novo colega de equipa, Max Verstappen (à esquerda).
Fonte: Red Bull Racing

Acabamos por perceber que, com estas mudanças, a Red Bull tem esperanças, não só de voltar a ter um piloto campeão – a última vez que aconteceu foi com Sebastian Vettel, em 2013 -, mas também de voltar a ganhar o campeonato de construtores. E a decisão de ter no seu line-up Verstappen/Albon comprova-nos isto mesmo.

No entanto, não terá a Red Bull se antecipado, ao recorrer desta decisão, a meio da temporada? Não poderia ter sido algo decidido para a próxima época?

Do que percebemos, aqui estamos para ver o que se sucederá a seguir. O que é certo é que, será um desafio tanto para os pilotos como para a Red Bull, em que esta decisão, acaba por ser “um tiro no escuro” – um risco que, para a equipa, vale a pena correr. E já.

Foto De Capa: Toro Rosso

artigo revisto por: Ana Ferreira

Angelina Barreiro
Angelina Barreirohttp://www.bolanarede.pt
Natural de Monção, a Angelina é Licenciada em Relações Internacionais e, Mestre em Economia Social pela Universidade do Minho. Vê o desporto como um dos bons lados da vida, que forma uma boa parceria com a escrita e o jornalismo. O seu interesse pelo desporto surgiu cedo, tendo como principal área de interesse o Futebol, o Ténis e a Fórmula 1.

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