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O calendário aperta e o espaço para manobras é cada vez mais reduzido. Depois de uma curva apertada onde a ultrapassagem parecia impossível, Lewis Hamilton e Nico Rosberg — as duas grandes figuras do campeonato — surgem agora mais separados do que nunca e o título de campeão sorri ao piloto britânico.

Hamilton, campeão em 2008, saiu do Canadá e, mais tarde, da Bélgica de cabeça perdida — entre as desistências, somou um segundo lugar, uma vitória e dois ‘bronzes’ — mas viajou para os Estados Unidos como se de um membro da corte britânica se tratasse.

Times Square, USA Today, Mercedes em plenas ruas de Nova Iorque. Foi recebido por todos e tratado como um rei. Na pista, e mesmo partindo do segundo posto, voltou a dominar. Lutou com Rosberg, o seu único verdadeiro adversário em 2014 pelo lugar que era seu há semanas consecutivas.

Contornou o carro do alemão, seu colega de equipa, e só parou depois de passar na reta da meta com a mão erguida. Vitória. Pela quinta vez consecutiva, era Lewis Hamilton o vencedor de um Grande Prémio. Estava feita história. Igualou Alonso com 32 vitórias, tornou-se no britânico a vencer mais GPs na Fórmula 1 e, pela primeira vez na sua carreira, venceu a sua quinta prova consecutiva.

Mas os números, esses, talvez devam ficar para mais tarde. Afinal, e feitas as contas, Lewis — já campeã de construtores com a Mercedes e o seu grande rival — está cada vez mais próximo de vencer pela segunda vez o Mundial de Fórmula 1.

Mais próximo e, de momento, sem adversário à altura. Dominador em dez dos grandes prémios realizados até à data, Hamilton tem o pé bem assente no acelerador e não parece querer parar.

A festa essa, terá no entanto de ficar para o GP de Abu Dhabi, o último da temporada, onde os pontos valem a dobrar e impedem, por isso, que o britânico se sagre campeão já na próxima semana caso vença no Brasil.

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