GP da Bélgica: Verstappen emerge do nevoeiro para vencer corrida “fantasma”

- Advertisement -

Uma emocionante, molhada e imprevisível sessão de qualificação no circuito de Spa-Francorchamps ditou que a primeira linha da grelha seria composta por Max Verstappen (Red Bull), um dos candidatos ao título, e o “Mr. Saturday” George Russell (Williams).

O britânico fez tudo certo no sábado e igualou a sua melhor classificação (2.º) em qualificação, desta feita a bordo de um Williams muito abaixo do ritmo do Mercedes que havia conduzido em dezembro do ano passado em Sakhir. Atrás dele, Lewis Hamilton (Mercedes), outro candidato ao título, e Daniel Ricciardo (McLaren), naquela que foi a melhor qualificação do australiano na sua nova equipa.

Ainda antes do início da corrida, penalizações para Valtteri Bottas (Mercedes) e Lance Stroll (Aston Martin) por causarem acidentes na ronda anterior.

Para Lando Norris (McLaren) após mudança de caixa de velocidades, resultado do violento acidente sofrido no sábado, para Kimi Räikkönen (Alfa Romeo) também por mudanças em condições de parque fechado e uma surpresa ainda maior: Sergio Pérez (Red Bull) de fora da corrida, após um acidente na volta de saída para a grelha.

Um atraso de cerca de 25 minutos devido às condições atmosféricas, ainda de chuva persistente, serviu para aumentar o “suspense” para a partida.

Ao fim deste tempo, os 19 pilotos arrancaram da grelha em pneus de chuva forte e em formação atrás do “Safety Car”, uma experiência que durou apenas duas voltas antes de a sequência de partida ser abortada e o início atrasado uma vez mais, devido à chuva e ao nevoeiro cerrado que iam cobrindo a região da Valónia.

O que inicialmente se pensava serem 25 minutos passou a duas horas, durante as quais se especulou acerca das opções para levar a corrida adiante. Uma delas, a de começar a corrida atrás do “Safety Car” e completar duas voltas, de modo a poder atribuir metade dos pontos disponíveis – uma solução que agradaria muito à Williams, bastante a Verstappen e muito pouco à Mercedes e à Ferrari.

Enquanto isso, na McLaren, Lando Norris ia recuperando forças após a visita ao hospital no sábado com uma sesta na garagem, e Daniel Ricciardo ia comandando uma “hola” mexicana do muro das boxes para a bancada principal, ainda muito bem composta apesar da chuva e da falta de acção em pista. Na Alpine, os mecânicos iam ensaiando uma “macarena”.

Já na Red Bull, e numa nota mais relevante para o evento, um esforço hercúleo dos mecânicos permitiu a Sergio Pérez ver o seu carro reparado e pronto a começar a corrida a partir das boxes – uma possibilidade que a FIA confirmou apesar de o mexicano ter sido inicialmente dado como excluído da classificação.

Pouco depois das duas horas volvidas, os comissários e a FIA pararam oficialmente o relógio da corrida, tentando permitir ainda dar início ao Grande Prémio antes que chegasse o fim do dia em Spa e, com ele, a falta de visibilidade.

Por fim, às 18:17 locais e após uma das mais longas esperas na história da Fórmula 1, luz verde nas boxes! Saída atrás do “Safety Car”, 20 carros novamente em disputa e uma hora restante no relógio.

Ainda sob condições de pista atrozes, Verstappen ia seguindo o “Safety Car”, com a restante ordem inalterada. No entanto, ao fim de pouco mais de duas voltas completadas, novo “balde de água fria” para os fãs nas bancadas e colinas de Spa: bandeira vermelha, corrida neutralizada (ainda que com o relógio a correr) e os carros a descerem, uma vez mais, para as boxes.

Decisão oficial tomada às 18:45 locais: corrida abandonada, pontos pela metade e uma vitória sem especial sabor para Verstappen que, ainda assim, consegue reduzir a distância para Hamilton (3.º) no campeonato para apenas três pontos.

Por seu turno, George Russell escreveu mais uma página feliz na sua estranha carreira na Fórmula 1 até à data, ao conseguir o seu primeiro pódio e nove preciosos pontos para a sua contabilidade e a da Williams, que também conseguiu pontuar com Nicholas Latifi (9.º) pela segunda corrida consecutiva.

Fechado este evento sem grande história, a caravana da Fórmula 1 segue para o aguardado regresso ao calendário de Zandvoort, na Holanda, com a corrida a ter lugar já no próximo fim de semana.

Carlos Eduardo Lopes
Carlos Eduardo Lopeshttp://www.bolanarede.pt
Concluída a licenciatura em Comunicação Social, o Carlos mudou-se para Londres em 2013, onde reside e trabalha desde então. Com um pai ex-piloto de ralis e um irmão no campeonato nacional de karts, o rumo profissional do Carlos foi também ele desaguar nas "águas rápidas" da Formula One Management, onde trabalhou cinco anos. Hoje é designer numa empresa de videojogos, mas ainda não consegue perder uma corrida (seja em quatro ou duas rodas).

Subscreve!

Artigos Populares

João Carvalho: «Saímos com uma derrota e estamos tristes, mas acho que a reação aos golos do Benfica mostrou o que a equipa quer»

João Carvalho analisou o Benfica x Estoril Praia. Jogo realizou-se no Estádio da Luz e encerrou a 4.ª jornada da Primeira Liga.

Eis os 6 destaques da vitória do Benfica sobre o Estoril Praia

O Benfica venceu o Estoril Praia por 2-1 na Luz. Fica com os seis destaques do triunfo encarnado na 4.ª jornada da prova.

Eis os 5 destaques do Braga x Vitória SC

O Braga derrotou o Vitória SC por 1-0 no escaldante dérbi do Minho por 1-0, na 4ª jornada da Primeira Liga. Fica com os x destaques da partida

Diego Rodrigues decide o derbi do Minho e Braga vence pela primeira vez na época frente ao Vitória SC

O Braga saiu vitorioso do primeiro dérbi do Minho, batendo o Vitória SC por 1-0, num encontro relativo à quarta jornada da Primeira Liga.

PUB

Mais Artigos Populares

Yanis Begraoui marca golo que surgiu do nada e volta a meter o Estoril Praia no jogo contra o Benfica

Yanis Begraoui, do nada e como quem não quer a coisa, marcou um golo e reduziu a desvantagem. O Benfica recebe o Estoril Praia na Luz.

Arsenal vence na casa do Aston Villa e continua onda vitoriosa na Premier League

O Arsenal venceu o Aston Villa por 1-0 para a segunda jornada da Premier League. Bukayo Saka marcou o único golo.

Manchester City fecha avançado que já atua na Premier League por mais de 75 milhões de euros

Iliman Ndiaye vai deixar o Everton e reforçar o Manchester City. Transferência ronda os 75,8 milhões de euros pelo avançado senegalês.