Publicidade

Fórmula 1 | Bons olhos te vejam, Valtteri!

Bernardo Figueiredo · 3 min

Valtteri
Foto: F1

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A semana pré-Grande Prémio de Itália começou com as notícias (já aguardadas para muitos) de que Valtteri Bottas não iria continuar na Mercedes na temporada de 2022.

Depois de vários anos a conduzir o melhor carro e a nunca ter ficado sequer perto de ser campeão mundial (mesmo que tenha sido segundo classificado, nunca incomodou Lewis Hamilton nessa luta em particular), Bottas sabe agora que o seu futuro na Fórmula 1 passa pela Alfa Romeo. E, coincidência ou não, vimos um finlandês muito mais solto em Monza.

Toda a gente tem falado (e bem) do brilharete da McLaren na corrida, mas a proeza da equipa papaia não deve ofuscar o grande fim de semana que Bottas teve. Comecemos pela qualificação (a de sexta-feira).

Valtteri Bottas foi instruído durante toda a prova para dar o tow (cone de ar) a Lewis Hamilton, ajudando o companheiro de equipa e prejudicando os seus próprios tempos.

No último segmento de qualificação, depois das primeiras voltas, Bottas estava em quinto, atrás de Hamilton, Verstappen, Norris e Ricciardo, aparentemente fora da luta pela pole. Um cone de ar que conseguiu ganhar a Gasly mudou tudo e Bottas acabou no primeiro posto da qualificação.

Durante a mesma qualificação, ficou a saber-se que a Mercedes tinha trocado o motor do piloto finlandês pela quarta vez esta temporada, ou seja, independentemente do que Bottas fizesse no sprint de sábado, iria começar a corrida de domingo nos últimos lugares.

Indiferente a isso tudo, Bottas foi atrás daquilo que podia ganhar (três pontos pela vitória no sprint), sobreviveu ao arranque (sempre difícil em Monza e algo que Hamilton não conseguiu fazer) e venceu o sprint, à frente de Verstappen e Ricciardo.

Na corrida, obrigado a começar do último lugar da grelha, Valtteri Bottas fez um corridaço e deu sequência ao seu fim de semana mais forte desta temporada. Na volta 13, o finlandês já estava nos dez primeiros.

No recomeço do Safety Car provocado pela colisão entre Hamilton e Verstappen, Bottas estava em sexto e rapidamente despachou os dois carros da Ferrari para subir ao quarto posto.

O iceman poderá lamentar-se de não ter conseguido ultrapassar Sergio Pérez, o que talvez até lhe permitisse lutar com Norris e Ricciardo pela vitória, mas, seja como for, aproveitou a penalização que foi aplicada a Pérez para subir ao pódio, como tinha previsto depois do sprint.

Pode-se argumentar que o facto de Lewis Hamilton ter tido um mau fim de semana tenha contribuído para que Valtteri Bottas tenha estado tão forte.

Afinal, se Hamilton tivesse arrancado bem no sprint, talvez a Mercedes tivesse pedido a Bottas para deixar o colega passar, pedindo-lhe ainda para que fizesse o trabalho sujo de bloquear Max Verstappen. Nada disso aconteceu e o segundo piloto da Mercedes foi um dos reis do fim de semana.

No próximo fim de semana, a Fórmula 1 vai correr em Sochi, na Rússia, que foi precisamente o palco da última vitória de Valtteri.

É difícil que aconteça outra vez (a Mercedes tem Hamilton na luta pelo título de campeão do mundo, Bottas não, e se tiver essa possibilidade, vai ajudar Hamilton a ganhar o máximo número de pontos).

Mas este fim de semana foi uma brisa de ar fresco para o nórdico e para aqueles que já sentiam falta da sua boa forma. Bem vindo de volta, Valtteri, e bons olhos te vejam!

Bernardo Figueiredo

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

GP Estados Unidos: Kimi Antonelli a dois pontos do título

A CORRIDA: AINDA NÃO FOI DESTA, MAS KIMI ANTONELLI FEZ TUDO O QUE LHE COMPETIA NO FIM DE SEMANA DE AUSTIN Kimi Antonelli venceu este domingo o Grande Prémio dos Estados Unidos de Fórmula 1, com o título a ser apenas uma formalidade à espera de acontecer, que será provavelmente na ronda seguinte, no México, onde um nono lugar chega para assegurar o cetro.

Bernardo Figueiredo · 2 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

O Açor não tem medo da Águia | Santa Clara x Benfica

«A nós compete-nos olhar para nós. Não é agradável olhar para a classificação. Quem não gostar de olhar, não olhe, e quem não sentir nada pode olhar.» Foi assim, lacónico, que Marco Silva abordou a já histórica sequência do FC Porto, de começar o campeonato com nove vitórias consecutivas. O Benfica está bem e recomenda-se, como ficou patente pela segunda parte feita em Nicósia na quinta-feira passada, mas entra, à condição, a oito pontos dos Dragões, no difícil desafio desta segunda-feira. «Já disse aos jogadores que temos de olhar para nós e ganhar os nossos jogos. A partir do momento em que preparámos a temporada, não previmos estar à frente ou atrás, sabendo que iríamos jogar muitas vezes depois dos nossos adversários, porque, competindo na Liga Europa, sabemos que isso vai acontecer. Não adianta gastar energia naquilo que não controlamos.» E, realmente, o Benfica tem feito a sua parte. Os recordes ofensivos sucedem-se e obrigam às comparações com Jesus e Eriksson, a estatística aproximando a actual equipa de outras, das que conseguiram conciliar nota artística e troféus. E, à boa maneira dos dois referidos, é na crista da onda que Marco Silva aproveita para dar ar do seu perfeccionismo e exigência - ainda mais impressionantes que as dinâmicas de futebol associativo: «Também gosto de sofrer poucos golos. Gosto de incutir nos jogadores a ideia de que não há ninguém que consiga atacar bem sem ter a capacidade de não sofrer golos. Fiquei muito satisfeito com o resultado frente ao Omonia, mas furioso com o golo sofrido. Quando recuamos tantos anos na história de um clube da dimensão do Benfica, que habitualmente é dominador e que teve grandes jogadores com grande capacidade ofensiva, é sinal de que estamos a fazer as coisas bem. Sempre foi meu objetivo que as pessoas sentissem que é o Benfica que está a jogar, independentemente de não sermos perfeitos, porque estamos muito longe disso. Sou o primeiro a dizer que há um caminho muito grande para percorrermos em todos os aspetos daquilo que queremos para o Benfica, mas estou satisfeito com a abertura e a abordagem dos jogadores, que querem sempre melhorar.»

Pedro Cantoneiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.