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A ANTEVISÃO: PRAMAC RACING FAZ «1-2» COM JORGE MARTIN A MOSTRAR QUE NÃO É ROOKIE QUALQUER

A caravana de MotoGP continuava por terras onde predomina o intenso vento e as tempestades de areia, claro está em Doha, no Qatar. Depois de no ano passado não ter recebido a categoria rainha, a única pista do Médio Oriente a integrar o calendário do mundial teve emoção em dose dupla com o GP de Doha a ser o round two deste ano.

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Os primeiros treinos livres (FP) de sexta-feira deu-nos já o panorama de quem podia ser os dez escolhidos para ser sheik da pole position desta vez. No FP1, foi Aleix Esparagró (Aprilia) a ser o mais rápido e que tem sido um verdadeiro destaque neste início de temporada. Já no FP2 foi um autêntico domínio de Ducatis (a de fábrica e a Pramac) com as três primeiras posições a pertencerem a Jack Miller, Francesco Bagnaia e Johann Zarco. Já, Maverick Viñales (Yamaha), o vencedor do primeiro grande prémio, salvou o seu lugar na Q2 só mesmo na última volta.

Com a combinação de tempos destes dois treinos livres saíram os dez que ficariam já qualificados para a Q2. Contudo, a Miguel Oliveira (Red Bull KTM Factory Racing) faltou aquele pequeno “danoninho” – bem, que as nossas mães nos dizem que uma colher pode fazer toda a diferença. O português por muito pouco foi batido pela Honda de Stefen Bradl e terá de lutar por um dos dois lugares que dão acesso à Q2. Mas terá como companhia uma elite: Danilo Petrucci (Tech3 KTM), Joan Mir (Suzuki), Valentino Rossi (Petronas Yamaha STR), Takaaki Nagakami (LCR Honda) e ainda Pol Espargaró (Repsol Honda).

O sol raiava na pista de Doha, mas a pista mostrava alguma sujidade devido à areia. No FP3, apenas Francesco Bagnaia foi para pista das Ducati, que mostravam uma grande performance no Qatar. Na sessão da manhã, Quartararo (Yamaha) e as Suzukis de Mir e Rins estavam na frente. Já à noite, no Qatar claro, já era uma intensa luta entre aqueles que podiam ficar com a pole. Porém, foi Zarco a ficar com o simbólico 1.º lugar.

A Q1 começava com a tal elite que já tinha referido e o campeão do Mundo, Joan Mir, não deu qualquer hipótese à concorrência, pois queria o 1.º lugar – como confirmou. Já a segunda vaga estava aberta a quem fosse melhor. Por lá passaram: Brad Binder (Red Bull KTM Factory Racing) e Luca Marini (SKY VR46 Esponsorama), o grande destaque. Mas quem brilhou na última volta de qualificação foi Miguel Oliveira, que seguiu uma linha perfeita para alcançar uma vaga na Q1. A linha que o piloto português seguiu foi aproveitada por Mir, que parecia um autêntico foguete.

Na Q2, mais uma elite e aí a conversa foi outra. Maverick Viñales quis tudo para si e mostrou que vem forte para esta nova temporada. Duas voltas rápidas, valeram-lhe um lugar na pole, mas provisória – convém reforçar. Porquê? Porque a Pramac vinha com tudo para fazer o “1-2”. Primeiro, foi Zarco a fazer um tempo excelente e a bater o espanhol da Yamaha, mas quem ficou com a pole foi… um espanhol. O francês da Pramac foi batido pelo seu colega, o rookie Jorge Martin, com um tempo de 1:53.106.

É a primeira pole na categoria rainha para o jovem espanhol e bem merecida, porque já tinha feito das suas nas primeiras voltas da Q2. É a terceira vez que um rookie consegue a pole position no Qatar, antes tinha conseguido Casey Stoner e Jorge Lorenzo. A corrida de amanhã promete ser novamente dominada pelas Ducatis, mas com a Yamaha de fábrica a querer, pelo menos, a vitória. Miguel Oliveira vai partir de 12.º lugar e parece que a sua KTM vai continuar com muitas dificuldades para conseguir algo de positivo deste circuito.

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