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O mundial de MotoGP está de volta ao asfalto. Mas calma, ainda temos de esperar quase um mês para vermos as motos a rodar no circuito de Jerez de la Frontera.

A história diz-nos que esta é a temporada mais curta e também a mais tardia. E tudo se deve à pandemia que assolou o mundo. São 13 grandes prémios confirmados, e faltam decidir as provas que podem ocorrer fora da Europa (Américas, Argentina, Tailândia e Malásia) – não teremos de esperar muito já que a decisão em relação a estas provas será conhecida a 30 de junho.

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Para termos este número de corridas numa temporada é necessário recuar até 1992, altura em que a Dorna assumiu a liderança do mundial. Se 2020 não estivesse virado do avesso, este ano teríamos 20 provas – um número que foi crescendo ao longo desde 1949. Se olharmos, apenas e só, para a era MotoGP estamos perante a temporada mais curta de sempre. Curioso, não?

Ao analisar o calendário lançado pela Dorna chegamos a duas conclusões muito rápidas: teremos cinco circuitos que vão acolher dois grandes prémios e sete das 13 provas serão disputadas em Espanha – um dos países da Europa mais afetado pelo Covid-19. Parece-me que o fator Ezpeleta teve uma grande influência aqui.

O mundial arranca a 19 de julho
Fonte: MotoGP

Sabemos, claro está, que este regresso terá ainda mais logística e é muito provável que aconteça sem público nas bancadas dos circuitos, à semelhança do que acontece com o futebol, por exemplo.

Depois da história, este texto vai ser dedicado à futurologia sobre o que nos espera esta temporada 2020. Há coisas certas que já mencionei acima, mas há outras que também me parecem certas: 13 provas vão obrigar a que não exista margem de erro para nenhum piloto – principalmente para aqueles que vão lutar taco a taco pelo título de campeão mundial em tempos de Covid-19.

A disputa pela vitória vai ser ainda mais renhida. Se antes, nenhum piloto queria perder pontos importantes para o título, agora com um número tão reduzido de provas ainda muito menos.

Marc Márquez parte na pole position para revalidar o título de campeão mundial. Mas temos Valentino Rossi motivado e em busca do seu décimo título na categoria rainha. E este ano com a ajuda preciosa do antigo “rival” Jorge Lorenzo. O irmão do atual campeão do mundo, Alex Márquez, terá uma época de estreia na categoria rainha do mundial aos comandos da Honda – mas poderá ser sol de pouca dura já que poderá ser relegado para a LRC na próxima época. No entanto, esse tema será conversa para outras núpcias.

Por outro lado, Dovizioso poderá entrar na corrida pelo título mundial, mas o facto de a Dorna ter congelado os desenvolvimentos das motos até 2022 poderá colocar em risco a performance da marca italiana – conhecida como sendo a mais inovadora, mas também a mais difícil de pilotar.

Quanto ao português Miguel Oliveira… poderá ter a porta aberta da KTM para 2021, caso Pol Espargaró saia para a Honda. Mas para 2020, parece-me que o piloto vai lutar pelo top 10 tanto nas provas, como na tabela classificativa do mundial. O falcão de Almada tem todas as armas para brilhar e triunfar no asfalto em 2020.

Oliveira fará a sua segunda temporada na categoria rainha do mundial
Fonte: MotoGP

Se a época de 2020 ainda é uma incerteza quanto a vencedores, a de 2021 também já começa a dar que falar. Se acham que o mercado de transferências no MotoGP não é animado, então alguém vos mentiu. Valentino Rossi pode assinar pela Petronas no final deste mês e continuar mais uma temporada no mundial, depois de muito se ter especulado em relação ao seu futuro e reforma.

Apesar deste exercício de futurologia, uma coisa é certa: o mundial está de regresso ao asfalto e promete mais emoção do que nunca. Vemo-nos dia 19 de julho!

Foto de Capa: MotoGP

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