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A CORRIDA: Uma autêntica masterclass de Morbidelli, enquanto a Suzuki continua rainha do mundial e cada vez mais consistente, tanto com Rins como com Mir. Oliveira arrumou Fabio Quartararo e Maverick Viñales, dois dos candidatos ao título.

O mundial de motociclismo não pára, e o circuito de Aragão recebeu o GP Alcaniz, décimo segundo grande prémio da temporada, numa corrida pouco animada. Ou melhor, pouco animada na luta pela vitória.

Nakagami, da LRC Honda, partia da pole position  e sonhava com a primeira vitória na categoria rainha. Teve um excelente arranque, liderava, mas foi surpreendido pela baixa temperatura dos pneus na primeira volta e acabou por cair… E levar com ele o sonho de vencer.

Quem surpreendeu no arranque foi Franco Morbidelli que mais parecia um míssil, e depois da queda de Nakagami assumiu a liderança da prova para nunca mais a largar. No GP Alcaniz, uma corrida «à la Marc Márquez» e uma autêntica masterclass do piloto da Petronas Yamaha SRT.

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Alex Rins, da Suzuki, puxou dos galões em perseguição do italiano, mas acabou por ir perdendo ritmo nas últimas voltas e foi incapaz de alcançar a vitória. Acabando do segundo lugar, enquanto o seu companheiro de equipa Joan Mir terminou no terceiro lugar do pódio e conquistou mais uns quantos importantes pontos na luta pelo título de campeão mundial em 2020.

Se lá na frente tudo parecia decidido, a animação acontecia um pouco mais atrás. E com um piloto à mistura. Miguel Oliveira, que saiu da oitava posição, travou uma intensa batalha com Fabio Quartararo pelo sexto lugar. E depois de muitas trocas e baldrocas, foi o português a levar a melhor.

Depois de despachar Quartararo, o falcão de Almada arrumou com Maverick Viñales e ainda tentou intrometer-se na luta entre Zarco e Pol Espargaró, mas acabou por terminar a corrida em sexto lugar no GP Alcaniz… E repito, depois de arrumar de forma magistral, dois dos candidatos ao título. Incrível, não é?

Alex Márquez, por sua vez, tinha tudo para alcançar mais um excelente resultado, mas acabou por perder a frente da sua Honda e a gravilha foi o destino final para o piloto espanhol.

“Aragão 2” foi menos animado do que o grande prémio da passada semana, mas o mundial continua ao rubro com Mir cada vez mais líder, tendo agora 137 pontos e curiosamente sem nenhuma vitória esta temporada.

A faltarem, apenas, três grandes prémios para esta temporada louca de 2020 terminar, o grande prémio de Portugal assume cada vez mais um papel decisivo – já que as emoções finais terão lugar no Autódromo Internacional do Algarve.

Foto de Capa: MotoGP

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