Publicidade

Vergonhoso

Rodrigo Fernandes · 2 min

Vergonhoso

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cab desportos motorizados

Vergonhoso! Esta é a melhor palavra para descrever o trabalho que foi feito pela organização do Rali de Itália, disputado na Sardenha. Bernardo Sousa foi o único piloto português em prova e foi um dos mais prejudicados pela organização (talvez desorganização ficasse melhor) italiana. O madeirense terminou num terceiro lugar já de si algo polémico, devido a vários erros organizativos; mais ainda, recebeu, já depois do fim da prova, uma penalização de cinco minutos por uma alegada utilização de dois pneus a mais. De destacar que, mesmo que isto fosse verdade, o castigo teria se ser a exclusão e não a penalização atribuída. Curiosamente, o piloto mais beneficiado com estas decisões foi o italiano Lorenzo Bertelli – mais conhecido por ser herdeiro da Prada e pela cor do seu carro do que pela sua capacidade de conduzir (isto sem ser nenhum azelha).

Para ter-se uma pequena noção do que aconteceu, Bernardo Sousa foi dormir de sábado para domingo estando em segundo e acordou em quarto, durante a noite, por decisão da organização. Esta situação deveu-se a um problema num troço (o 11º), em que alguns pilotos foram forçados a parar, em plena especial, e os tempos atribuídos a estes pilotos foram algo difíceis de explicar.

Destaco ainda a estreia do Citroën DS3 R5, uma estreia muito boa, já que Sébastien Chardonnet ficou em segundo no WRC2. Mas até esta prestação teve problemas, já que o carro francês estava ilegal e apenas levou uma multa de 2000€, quando – novamente – deveria ter sido a desqualificação o castigo.

Na categoria principal, o vencedor foi Ogier (que surpresa!), que teve no pódio a companhia de Ostberg e Latvala. Esta foi uma prova em que a Hyundai começou muito bem com os seus dois pilotos (Neuville e Hänninen), mas a quinta especial foi má para a equipa coreana, que viu o belga perder muito tempo e o finlandês desistir, quando eram primeiro e segundo lugares, respetivamente. Azar teve também o principal piloto da M-Sport: Hirvonen viu o seu carro arder enquanto trocava um pneu durante uma ligação entre troços.

O carro alemão conduzido por Pedro Fontes dominou completamente a prova. Fonte: Autosport.pt
O carro alemão conduzido por Pedro Fontes dominou completamente a prova.
Fonte: Autosport.pt

Por Portugal também houve mais uma prova do nacional. Pela primeira vez, este ano, o vencedor não foi Pedro Meireles. José Pedro Fontes fez valer toda a qualidade do Porsche e não deu qualquer hipótese à concorrência. Ricardo Moura, que estreou o Fiesta R5 no asfalto, alcançou o segundo lugar, e o piloto vimaranense – que está cada vez mais próximo do título – completou o pódio.

Rodrigo Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.