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Vergonhoso! Esta é a melhor palavra para descrever o trabalho que foi feito pela organização do Rali de Itália, disputado na Sardenha. Bernardo Sousa foi o único piloto português em prova e foi um dos mais prejudicados pela organização (talvez desorganização ficasse melhor) italiana. O madeirense terminou num terceiro lugar já de si algo polémico, devido a vários erros organizativos; mais ainda, recebeu, já depois do fim da prova, uma penalização de cinco minutos por uma alegada utilização de dois pneus a mais. De destacar que, mesmo que isto fosse verdade, o castigo teria se ser a exclusão e não a penalização atribuída. Curiosamente, o piloto mais beneficiado com estas decisões foi o italiano Lorenzo Bertelli – mais conhecido por ser herdeiro da Prada e pela cor do seu carro do que pela sua capacidade de conduzir (isto sem ser nenhum azelha).

Para ter-se uma pequena noção do que aconteceu, Bernardo Sousa foi dormir de sábado para domingo estando em segundo e acordou em quarto, durante a noite, por decisão da organização. Esta situação deveu-se a um problema num troço (o 11º), em que alguns pilotos foram forçados a parar, em plena especial, e os tempos atribuídos a estes pilotos foram algo difíceis de explicar.

Destaco ainda a estreia do Citroën DS3 R5, uma estreia muito boa, já que Sébastien Chardonnet ficou em segundo no WRC2. Mas até esta prestação teve problemas, já que o carro francês estava ilegal e apenas levou uma multa de 2000€, quando – novamente – deveria ter sido a desqualificação o castigo.

Na categoria principal, o vencedor foi Ogier (que surpresa!), que teve no pódio a companhia de Ostberg e Latvala. Esta foi uma prova em que a Hyundai começou muito bem com os seus dois pilotos (Neuville e Hänninen), mas a quinta especial foi má para a equipa coreana, que viu o belga perder muito tempo e o finlandês desistir, quando eram primeiro e segundo lugares, respetivamente. Azar teve também o principal piloto da M-Sport: Hirvonen viu o seu carro arder enquanto trocava um pneu durante uma ligação entre troços.

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O carro alemão conduzido por Pedro Fontes dominou completamente a prova. Fonte: Autosport.pt
O carro alemão conduzido por Pedro Fontes dominou completamente a prova.
Fonte: Autosport.pt

Por Portugal também houve mais uma prova do nacional. Pela primeira vez, este ano, o vencedor não foi Pedro Meireles. José Pedro Fontes fez valer toda a qualidade do Porsche e não deu qualquer hipótese à concorrência. Ricardo Moura, que estreou o Fiesta R5 no asfalto, alcançou o segundo lugar, e o piloto vimaranense – que está cada vez mais próximo do título – completou o pódio.