Rumo aos Holofotes: A série “F1 Academy” chega ao circuito de streaming

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    Uns dirão que é um spin-off de “Drive to Survive”, outros mais uma série da Netflix para cativar audiências. Mas a verdade é que é sem dúvida uma grande iniciativa para impulsionar a categoria, a F1 Academy.

    A cargo do projeto está Susie Wolff, que para além de ser a diretora geral da F1 Academy, é ainda membro da Formula One Management (FOM) e antiga piloto de desenvolvimento da Williams. Estamos a falar portanto de uma mulher, que conheceu e conhece, na primeira pessoa, o que é ser mulher num mundo dominado maioritariamente por homens, como o mundo do desporto automóvel, e quão difícil é singrar na modalidade. 

    Por isso, tanto a criação como o crescimento da F1 Academy são fundamentais de modo a dar continuidade ao que a W series começou. Isto é, mudar o panorama da modalidade e fazer com que as mulheres tenham as mesmas oportunidades de chegar à Fórmula 1 (F1) que os homens. E para quem desconhece, a W series foi a primeira iniciativa a chamar a atenção sobre a sub-representação feminina no desporto automóvel, mas após 3 temporadas chegou ao fim devido à falta de investimento e visibilidade. 

    Assim sendo,  o objetivo  da F1 Academy é receber o mesmo tratamento mediático que a Fórmula 1 para que a categoria ganhe valor, mas não só. Vejamos, quanto mais a F1 Academy crescer, mais mulheres se vão lançar no karting ou pelo menos no desporto automóvel mais cedo e fazer com que as mesmas possam ter um percurso no desporto que ofereça as mesmas oportunidades que aos rapazes. 

    E para isso nada melhor do que ampliar a popularidade da categoria. 

    Por isso, é muito importante, numa primeira instância, ter o apoio concreto das 10 equipas de Fórmula 1. Foi e é fundamental que as mesmas se tenham juntado à grelha da F1 Academy nesta temporada. Isto obrigou as equipas de Fórmula 1 a procurar mulheres para pilotar na categoria, como foi o caso da McLaren.

    Quanto às corridas da F1 Academy, desde 2024 não só passaram a acontecer ao mesmo tempo que os grandes prémios de Fórmula 1 mas também passaram a ser emitidas em mais de 160 territórios no canal do YouTube e na rede social X da categoria, assim como na APP da F1 TV. Calando assim as críticas feitas à modalidade, uma vez que em 2023 às corridas para além de não serem emitidas, as atualizações eram feitas pelas redes sociais.

    Já a série é só mais um elemento que torna o plano de Susie Wolff genial. Se bem nos recordamos, a série documental da Netflix sobre o pináculo do Desporto Motorizado não só permitiu à Fórmula 1 reconquistar o interesse das pessoas pelo desporto como também viu um aumento considerável das audiência, nomeadamente nas camadas mais jovens. 

    A serie, vai-se chamar sem grandes surpresas “F1 Academy” e vai nos permitir ter acesso total e exclusivo aos bastidores da categoria. Claro que também se vai focar nos dramas das corridas e nas rivalidades entre as pilotos; assim como nas histórias pessoais e os grandes risco que as pilotos, equipas, patrocinadores e famílias enfrentam ao longo de um ano de campeonato.

    Se bem nos recordamos, a série da documental da Netflix sobre o pináculo do Desporto Motorizado, não só permitiu à Fórmula 1 reconquistar o interesse das pessoas pelo desporto como também viu um aumento considerável das audiência, nomeadamente nas camadas mais jovens. 

    A produção da série vai ser da total responsabilidade da produtora Hello Sunshine que é a grande produtora da série. Esta é uma produtora fundada pela atriz Reese Witherspoon e que tem o propósito de propagar o trabalho das mulheres, tornando o seu impacto mais duradouro. 

    Só nos resta esperar ansiosamente pela estreia, mas é sem sombra de dúvidas um grande plano já que a criação de tudo isto faz muito sentido uma vez que a fan base da Fórmula 1 é composta por 40% de mulheres. Portanto sim, é cada vez mais importante que as mulheres sejam representadas na Fórmula 1 e a todos os níveis.

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    Cindy Tomé
    Cindy Tomé
    Nasceu em França, onde viveu grande parte da sua vida. Mas as suas raízes levaram-na a regressar a Portugal aos 18 anos. Formou-se no Porto, onde prosseguiu estudos em jornalismo. Eterna fascinada com a "caixa mágica", cresceu a querer ser apresentadora. Foi justamente esse amor pela televisão que a levou a prosseguir os estudos e, atualmente, é mestre em TV e Entretenimento. O pai foi quem lhe passou a paixão pelo Futebol e sendo também ele e a sua melhor amiga os grandes culpados por se interessar pela F1. Atualmente, caminha para se tornar repórter de TV nestes dois mundos desportivos.