O campeonato do mundo de Rally (WRC) volta às estradas para mais uma edição. O Rally de Monte Carlo volta a ser a primeira prova do ano, sendo o evento mais prestigiado da competição. O campeonato terá 13 provas, sendo que não irá ter lugar no Chile. O Rali de Portugal realizar-se-à no mês de Maio, desde o dia 21 ao dia 24.

Após o abandono da Citroen na época passada, a luta pela vitória restringe-se à Toyota, Hyundai e Ford (M-Sport). Estaremos perante um duelo entre a Toyota e a Hyundai de forma contínua, o que provoca uma agitação nos amantes do rali.

A saída de Ott Tanak da Toyota deu a oportunidade à Hyundai de o integrar na sua marca. Thierry Neuville, Dani Sordo e Sebastien Loeb mantêm-se na mesma. A Hyundai torna-se, assim, uma equipa muito forte.

A grande competição teve a sua abertura com o Shakedown, que são nada mais do que treinos oficiais. É nesta fase que os pilotos e mecânicos testam os últimos pormenores de afinação dos carros, acabando por ser uma demonstração dos carros para o público em geral. Em relação aos resultados, quem ficou com os lugares do pódio teve uma prestação relativamente constante, nunca baixando o seu rendimento drasticamente.

O dia 24 de janeiro não foi muito feliz para Ott Tanak (Hyundai i20 Coupe WRC). O piloto teve uma violenta saída da estrada a uma velocidade de cerca de 180km/h. O carro, numa zona de curvas ligeiras, pisou a berma do lado direito da estrada e desequilibrou-se. Saiu da estrada “seguindo em frente”, provocando um acidente que durou muitos segundos. Felizmente, nem piloto nem co-piloto tiveram ferimentos, porém, foram encaminhados para o hospital para confirmar se havia alguma lesão.

Depois do abandono prematuro de Ott Tanak, o rali ficou entregue a Sébastien Ogier, Thierry Neuville e ao britânico Elfyn Evans. Evans faz em 2020 a sua estreia pela Toyota Gazoo Racing, após ter estado a sua carreira competitiva toda nos carros da M-Sport, desde os R2, passando pelos R5 e nos WRC.

Com o Toyota Yaris WRC, Evans levou a luta a Ogier, que também fazia a sua estreia pela Toyota, depois da Citroen o ter deixado ‘pendurado’ com o abandono do WRC. Neuville, com alguns problemas nas notas e com a relação com os batedores de última hora, Dani Sordo, foi sempre estando à tona na luta pela vitóra, que era disputada, especial a especial entre Evans e Ogier.

Mas no último dia tudo mudou. Neuville já tinha mostrado um ritmo impressionante na SS2, mas após muito batalhar, só no último dia é que voltou a mostrar-se. Aí, salto para segundo e depois para primeiro, conseguindo assim a sua primeira vitória em Monte Carlo, num WRC. Terminou as 16 especiais classificativas com 12,6 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, Sébastien Ogier (Toyota). Elfyn Evans obteve o terceiro lugar com a Toyota. Neuville somou o máximo de pontos, 30, graças à vitória na “power stage”, que distribui cinco pontos pelos cinco primeiros classificados, e que foi disputada ao milésimo de segundo. No final, a diferença para se apurar o vencedor foi de 0.0116s. O finlandês Esapekka Lappi (Ford Fiesta) foi o quarto classificado, a 3m09s do vencedor, na estreia pela M-Sport, depois de também ter ficado ‘apeado’ com a saída da Citroen do WRC

O nove vezes campeão Sébastien Loeb (Hyundai) não teve muita sorte e no último dia de provas caiu de quarto para sexto, depois de uma má escolha de pneus e de um erro na penúltima especial.

Kalle Rovenpera, piloto que se estreou no WRC com apenas 19 anos levou o Yaris WRC até ao quinto posto final.

Com estes resultados, Neuville é o primeiro líder do campeonato, com 30 pontos, com Ogier em segundo, com 22 e Elfyn Evans em terceiro, com 17.

A vitória de Neuville é uma estreia
Fonte: WRC

Por agora, resta-nos aguardar pela próxima prova, o Rali da Suécia que tem lugar de 13 a 16 de Fevereiro.

Artigo de Helena Escaleira e David Pacheco

Foto de Capa: WRC

Artigo revisto por Joana Mendes

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