O Rali de Monte Carlo abriu caminho à competição do mundo de WRC. Na gelada, centenária, (sem espetadores) e tradicional prova de abertura, competem os melhores, em desafios completamente incríveis.

Falemos de Sébastien Ogier: obteve o sétimo título no ano passado, acabando 2020 da melhor forma ao vencer o Rali de Monza. Começou com o número 1 na porta, pretendia acabar assim, e assim acabou. O que pretende em Monte Carlo é sempre o mesmo: vencer.

O seu desejo de acabar no topo prende-se muito com o término da sua carreira. O piloto francês assumiu que esta temporada seria a sua última e, claramente, tal terá influência na sua prestação, sendo que o piloto continua ao mais alto nível e acabou por arrasar nesta edição de 2021. A vitória é-lhe entregue, e muito bem entregue.

Sébastien Ogier e Julien Ingrassia, (Toyota Yaris WRC), venceram a 89.ª edição do Rali de Monte Carlo. Na prova inicial do Mundial de 2021, (campeonato com 12 rondas), conquistaram a 8.ª vitória, um recorde na histórico da competição. O francês, que nos presenteia com as suas últimas prestações, venceu pela 50.ª vez nos 157 ralis no campeonato.

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Ogier venceu nove das 14 especiais, incluindo a Power Stage com 14,31 km (que distribuiu pontos de bónus aos cinco mais rápidos). Aos 25 pontos da vitória, somou mais cinco pontos e terminou com um total de 30.

Na conferência de imprensa pós-evento, organizada pela FIA, Ogier refere a emoção da sua vitória: “Foram mencionados alguns números especiais, que vêm além dessa emoção excecional que tenho de ganhar este Rali de Monte-Carlo. Este é o rali que me deu o sonho de um dia ser piloto. (…) Colecionar oito troféus neste rali é algo que nunca tinha pensado e estou muito orgulhoso disso.”

A par da vitória do francês, foi também a primeira de Jari-Matti Latvala, o ex piloto do WRC, que substitui Tommi Makinen e ocupa atualmente o cargo de patrão da equipa da Toyota.

Na conferência de imprensa após a prova, Jari-Matti Latvala prestou as seguintes declarações: “Aproveitei o fim de semana e devo dizer que a forma da minha equipa, dos pilotos é impressionante. Fiquei realmente impressionado com todo o trabalho da equipa.”

Condições meteorológicas adversas são as melhores amigas dos… acidentes e percalços. Quem o sabe bem é Teemu Suninen, que terá apanhado, muito provavelmente, o susto da sua carreira. No primeiro dia de prova, o carro entrou em despiste, embateu numa barreira, capotou e saiu da estrada, parando numa ravina. Não foi bonito de se ver. Piloto e co-piloto ficaram ilesos deste acidente, já o mesmo não se pode dizer do Ford Fiesta. O carro precisava de uma manutenção, que foi impossível de prestar, de modo a continuar e, por isso, o finlandês saiu de prova, após uma prestação muito boa.

Thierry Neuville sentiu também na pele os efeitos da chuva e gelo e, num pequeno erro numa curva, perdeu o controlo do carro que ficou virado para o lado contrário. Não foi de todo grave para si nem para o carro, mas fê-lo perder tempo.

Ainda sobre percalços, o grande Ogier conseguiu perder um pneu pelo caminho. Tal dificultou imenso a sua prestação e, enquanto lidava com os problemas, Evans passou para o primeiro lugar.

Também Ott Tänak perdeu um pneu pelo caminho. Recorde-se que o piloto, na edição passada do Rali de Monte Carlo, teve um violento acidente, a alta velocidade, que o tirou do cenário.  Quase no mesmo troço do acidente em 2020, é obrigado a parar o carro e a pedir assistência.

Kalle Rovanperä liderava uma classificativa quando falhou na sua performance, tendo também um pequeno despiste que o fez perder tempo, caíndo para quarto lugar.

O pódio foi quase preenchido pela Toyota. Kalle Rovanperä não conseguiu fazer frente aos tempos do belga Thierry Neuville e, acabou em quarto lugar. Na realidade o piloto apostou numa condução mais defensiva em que garantisse a sua posição atual, já que seria impossível superar Neuville.

Ao nível da pontuação, Sébastien Ogier termina com 30 pontos, a 13 pontos de Thierry Neuville.

Fonte: WRC

Em relação aos construtores, a Toyota Gazoo Racing WRT, fica à frente com 52 pontos. Em segundo lugar, Hyundai Shell Mobis World Rally Team e em terceiro lugar, a M-Sport Ford World Rally Team. O quarto lugar é ocupado pela Hyundai 2C Competition.

O promotor do Mundial de Ralis confirmou duas estreias no calendário do campeonato em 2021: os Ralis do Ártico e da Bélgica. O próximo realizar-se-á de 26 a 28 de fevereiro.

Foto de capa: WRC

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