A primeira competição internacional de duas rodas a terminar no nosso país foi o Campeonato do Mundo de Superbikes (WSBK). No circuito do Estoril, as motos derivadas de fábrica regressavam a este mítico circuito. No passado, as SuperBikes estiveram em 1988 e em 1993. Devido à pandemia da COVID-19, 2020 foi a terceira vez.

Jonathan Rea chegava como candidato ao título e Scott Reading tinha também uma pequena hipótese. Mas, mais uma vez, o cinco vezes campeão do WSBK, Rea, fez o que sabe melhor, pilotar a ZX-10. Apesar de partir do fim da grelha, devido a um acidente, Rea mostrou as suas credencias e fez o suficiente para garantir o título de pilotos. A marca japonesa também fazia história, conquistando também o sexto título mundial em termos de construtores.

Mas, quem impressionou este fim de semana foi a Yamaha. As motos do diapasão estiveram muito bem no traçado português. Apesar da ronda do Estoril não apresentar o traçado mais complicado de 2020, os desafios foram imensos e o turco Toprak Razgatlioglou saiu vitoroso na primeira corrida.

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A despedir-se da Ducati, Chaz Davies, que dá lugar a Rinaldi na equipa italiana em 2021, conquistou a segunda posição, com o americano Gerloff a subir ao lugar mais alto do pódio na Yamaha “Junior”.

Mas, a despedida de Davies ainda foi mais saborosa. Na segunda corrida do Estoril o britânico liderou de fio a pavio, não dando hipóteses a ninguém. Terminou a ligação de mais de cinco anos com uma vitória e a celebração final demonstrou o quanto Davies batalhou e respeitou o seu tempo no construtor italiano. Com certeza que fará falta na Ducati. Agora resta saber o que 2021 traz ao experiente piloto. Para finalizar mais um excelente fim de semana, Gerloff terminou na segunda posição, enquanto Michael van Der Mark terminou na posição mais baixa do pódio. O holandês da Yamaha é outro piloto que não fica na mesma máquina para 2021. Mas, ao contrário de Davies, van Der Mark já tem lugar na equipa da BMW, fazendo parelha com o campeão do WSBK de 2013, Tom Sykes.

Por fim, notar a presença portuguesa. Na classe de SPP300 tivemos três pilotos, os quais vamos conhecer melhor mais à frente. Infelizmente nenhum conseguiu chegar até à corrida principal, mas na corrida de “consolação” não estiveram mal. Tomás Alonso caiu quando liderava, Miguel Santiago foi sétimo e Pedro Fragoso oitavo.

 

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Foto de Capa: KRT World SBK

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