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Foi no Paralelo que chegou a consagração | Esqui Alpino

Diogo Rodrigues · 4 min

Foto: FIS Alpine

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Findadas as provas de velocidade em ambos os setores e antes da transição para a segunda semana dedicada às provas técnicas (Slalom Gigante e Slalom) foi tempo para os combinados alpinos, competições de paralelo e também para a prova por equipas, sob a forma de uma prova paralela. Neste artigo, faremos um breve resumo destas provas integradas nos 46.º Campeonatos do Mundo de Esqui Alpino.

COMBINADO ALPINO FEMININO

Esta prova, a mais antiga neste desporto, onde se compete desde o Sec. XIX, composta por uma  primeira manga de uma das disciplinas da velocidade, neste caso um super Gigante e por uma disciplina técnica, na segunda manga, na circunstância um Slalom. Refira-se que devido a nenhuma competição deste estilo estar na presente temporada incluída no calendário da Taça do Mundo de esqui alpino, a mesma foi oportunidade única de ser disfrutada. A vitória acabou por sorrir à Norte Americana Mikaela Shiffrin que fruto de uma grande primeira manga, arrumou quase por completo o título Mundial, com a prova de Slalom duas horas depois a ter sido um proforma para a esquiadora de Vail no Colorado.

Na prata, ficou a Petra Vlhova, da Eslováquia que demonstrou que está cada vez melhor na velocidade, bem como que se não fosse a “golden girl” Mikaela Shiffrin, poderia ter chegado ao metal mais desejado. No lugar do bronze, acabou a esquiadora Michelle Gisin da Suíça, país com mais medalhas até agora nestes mundiais. Diga-se que apesar da FIS, ter alterado as regras, passando a dispor a lista de partida da segunda manga, por ordem de classificação da manga de velocidade, quando no passado sucedia o inverso, a mesma acabou por não dar maiores chances às velocistas, com as atletas das disciplinas técnicas a prevalecerem.

COMBINADO ALPINO MASCULINO

Idêntica situação foi verificada do lado dos homens, com os atletas das técnicas, a levarem a melhor sobre os da velocidade. Como tal, o presenteado com o ouro foi o atleta da Áustria, Marco Schwarz, que relegou desta forma o grande favorito, o gaulês Alexis Pinturault para a prata. No bronze e não obstante um erro técnico, que pensei, lhe tiraria as hipóteses de ambicionar uma medalha, ficou mais um praticante helvético, neste caso tratou-se de Loic Meillard. De referir que tivemos o “nuestro hermano”, o catalão Albert Ortega, a fechar num honroso 12º lugar, algo digno sem dúvida de realce, bem como o facto do israelita, Szollos, ter terminado um posto atrás do atleta de Barcelona.

PARALELO FEMININO

Esta prova, pela primeira ocasião, integrada no certame e que apenas teve uma aparição durante a presente edição da Taça do Mundo de esqui alpino  que é disputada com esquiadores em simultâneo a competirem em pistas distintas, uma  de cor vermelha e outra azul. No que diz respeito ao ouro este  acabou por ser dividido, entre a Austríaca Katharina Liensberger e pela italiana, grande favorita ao título, a jovem Marta Bassino. O bronze, visto que não foi atribuída a prata, acabou por rumar até França, com Tessa Worley, a ter sido a sua autora.

PARALELO MASCULINO

Na vertente dos homens, o grande vencedor acabou por ser o gaulês Mathieu Faivre, que diga-se e a título de curiosidade, terminou recentemente o seu namoro com a campeã mundial de combinado alpino. A equipa croata, viu a primeira medalha chegar, pelos esquis de Filip Zubcic, já o degrau mais baixo do pódio, foi ocupado pelo suíço Loic Meillard, que aumentou ainda mais o pecúlio da sua nação no medalheiro desta competição. Ainda de acrescentar, que tanto na vertente raparigas, como do lado dos rapazes, se verificou que a pista vermelha dava bastante vantagem, a quem nela competia.

COMPETIÇÃO PARALELA POR EQUIPAS MISTAS

Numa prova, que acabou por ser um híbrido entre Gigante e Slalom e em que alguns dos principais protagonistas da competição estiveram ausentes, de modo a prepararem-se com maior afinco para as provas derradeiras dos mundiais, o ouro acabou por rumar até à Noruega, que alinhou com o seguinte conjunto: Lysdahl, Riis-Johannessen, Stjernesund, Foss-Solevaag e Solheim.

A prata foi entregue à turma sueca, constituída por: Alphand, Hector, Luthman, Hansson, Jakobsen e Roenngren, em posição de bronze acabou por ficar a equipa alemã, formada por: Aicher, Duerr, Filser, Luitz, Schmid e Strasser.

De mencionar ainda, que a anterior detentora em título desta variante, a Suíça, acabou por sair derrotada da disputa pelas medalhas, no confronto com a seleção germânica.

O BNR voltará no decurso da próxima semana, para lhe contar o que de mais significativo se passar nas provas técnicas, bem como irá destacar aqueles que mais se evidenciaram, quer pela positiva, quer pela negativa, nesta edição 46 dos Mundiais de Esqui Alpino.

Foto de Capa: FIS Alpine

Artigo redigido por Diogo Rodrigues

Diogo Rodrigues

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