Os eSports como mercado sustentável

- Advertisement -

Cabeçalho modalidadesDesporto ou lazer, certo é que os eSports ou desportos electrónicos vieram para ficar. E não se limitam a ficar. Crescem. Muito! Estamos a longas distâncias dos primórdios da competição electrónica, com eventos pelo puro “bragging right” ou por prémios simbólicos. Embora imaturo quando comparado com as estruturas dos desportos tradicionais, o mundo dos eSports caminhou para uma profissionalização ainda em fase de ajuste. Há contratos, ordenados, prémios de jogo, valores de passes… Ainda recentemente, e na senda da sua vitória no The International 7 que os catapultou para o topo das equipas que mais dinheiro angariaram de sempre, o co-CEO dos Team Liquid afirmou que alguns dos seus jogadores auferem de um salário entre os 100.000 e os 200.000 dólares anuais.

A questão, pertinente, que muitos colocam é: “De onde vem este dinheiro”? E outras perguntas poderiam ser feitas, como “Porquê?” ou “Até quando?”. Pois bem, como aqui abordámos há umas semanas, a instituição de um videojogo como esport pode (e cada vez mais é esse o caso) partir de um planeamento orientado para tal por parte da empresa responsável pelo seu desenvolvimento. É uma maneira de prolongar o período de exposição e rentabilização. Em busca desse período extenso de rentabilização há, então, algum investimento que, por vezes, é levado a cabo pelos responsáveis pelo desenvolvimento. A ideia é dar um objectivo à massa de jogadores, fazê-la crescer e organizar-se de forma competitiva. Eventualmente, ir reduzindo o investimento e colher apenas os frutos dos investimentos passados.

As receitas do mundo dos eSports continuam a crescer
Fonte: Newzoo / Esportsinsider

Essa é, então, a primeira fonte do dinheiro que surge nos eSports. Aquela que faz com que o jogo ganhe massa crítica. Jogadores a trazerem mais jogadores. Jogadores a organizarem, participarem e assistirem a eventos. A segunda parte daí e é provavelmente a maior fonte de dinheiro do desporto, transversalmente: a publicidade.

Os eSports são terreno fértil para campanhas publicitárias. Mais do que fértil até, são o terreno ideal. O mercado coloca filtros a si mesmo. É preciso ter o equipamento, é preciso ter o jogo, é preciso ter melhores acessórios e melhor hardware… Essas barreiras de entrada permitem com que o levantamento feito ao público afecto aos eSports revele uma faixa sócio-económica relativamente bem definida. O grau de dificuldade do jogo colabora também com uma faixa etária. É, portanto, possível categorizar com bastante acuidade os diferentes estratos e agir sobre eles enquanto push de marcas, bens e serviços. E sendo que vivemos naquela que é conhecida como a Era da Informação, esta vai sendo obtida e catalogada em eventos e transmissões dos mesmos.

Ricardo Mota
Ricardo Motahttp://www.bolanarede.pt
Desde há muito tempo ligado ao mundo dos videojogos, Ricardo Mota é Professor de criação de videojogos no Instituto Politécnico da Maia. Escreve sobre videojogos e desportos electrónicos para o Rubber Chicken, a RTP Arena e o Observador e traz agora para o Bola na Rede os primeiros passos sobre os esports. Organiza o projecto Indie Dome, na Lisboa Games Week, e trabalha como Relações Públicas e Gestor de Comunidades na Bigmoon Studios.                                                                                                                                                 O Ricardo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Garantem em Inglaterra: Benfica de olho em extremo do Arsenal

O Benfica e o Valência mostraram interesse em Reiss Nelson. Extremo pertence ao Arsenal e tem contrato por mais uma época.

Nottingham Forest avança por Ousmane Diomande: eis os milhões em cima da mesa

O Nottingham Forest quer dar 40 milhões de euros + bónus ao Sporting por Ousmane Diomande. Leões pretende mais dinheiro.

Rui Costa comenta palavras de Marco Silva: «Eram uma chamada de atenção…»

Rui Costa, presidente do Benfica, falou sobre vários temas aos jornalistas. Líder das águas questionado sobre palavras de Marco Silva.

Rui Costa sobre Andreas Schjelderup: «Li e ouvi que o jogador não quer ficar no Benfica. A nós nunca nos foi comunicado isso»

Rui Costa, presidente do Benfica, falou sobre vários temas aos jornalistas. Líder das águias abordou situação de Andreas Schjelderup.

PUB

Mais Artigos Populares

Rui Costa fala sobre João Palhinha e ainda garante: «Até ao final do mercado, vai haver com certeza mais saídas e mais entradas»

Rui Costa, presidente do Benfica, falou sobre vários temas à imprensa. Entre eles, abordou o mercado de verão.

Rui Costa: «As expectativas inevitavelmente são altas até porque vimos de uma época que já assumimos que foi negativa»

Rui Costa, presidente do Benfica, prestou declarações aos jornalistas. Lê o que disse o líder do clube vermelho e branco.

Há 3 novidades no último treino do Benfica: Jhon Durán e 2 regressos

Jhon Durán teve esta terça-feira o seu primeiro dia no Benfica Campus. Avançado colombiano já trabalha com o grupo.