eSports | Uma modalidade em crescimento!

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Ao longo do tempo e com o aparecimento da internet, o espaço geográfico deixou de ser uma limitação para a prática de eSports. A modalidade passou a ser praticada, em alguns casos, através da internet.

Nos outros casos, a modalidade é praticada através de torneios LAN, um evento com o intuito de agregar pessoas com os seus computadores ligados a uma rede local, para que possam jogar jogos de computador multiplayer.

Antiga equipa SK Gaming venceu o ESL One Cologne 2017, um dos principais torneios LAN do cenário do jogo CS:GO.                                                                                                                                  Fonte: SK Gaming

Passaram-se os anos e a comunidade em volta dos eSports aumentou. Na última década, com o aparecimento das plataformas de streaming de jogos (como a Twitch), o público aumentou estratosfericamente. Por exemplo, em 2013, foram registadas 4,5 milhões de visualizações durante uma competição do jogo Dota 2.

Atualmente, o mercado dos eSports movimenta milhões de dólares, as prizepools das competições realizadas são enormes – estamos a falar de torneios cuja prizepool ronda as casas dos milhões de dólares. A maior prizepool até ao momento foi de 34.3 milhões de dólares no The International 2019, um torneio de Dota 2.

Em Portugal, o cenário de eSports ainda não está tão desenvolvido como no estrangeiro. Geralmente, os prizepools não passam dos 50 mil euros, salvo exceção da Lisboa Games Week 2020, com torneios de CS:GO e LOL a passarem dos 100 mil euros de prizepool cada, mas que posteriormente foi cancelada devido à pandemia.

Alguns dos principais jogos de eSports são o Counter Strike: Global Offensive, o League Of Legends, o Dota 2, o Fortnite, o FIFA, entre muitos outros jogos, distribuídos em diversas categorias e géneros.

A nova geração dos jovens, geralmente, prende-se bastante às novas tecnologias. Os jovens gostam de ficar em casa a jogar computador ou consola, a acompanhar o seu streamer favorito e, cada vez mais, formam público para os eSports, pois também consomem e jogam os jogos. Uma analogia temporal poderá ser a infância das gerações passadas.

Geralmente, as crianças e adolescentes passavam os dias na rua, a jogar futebol com amigos. Consequentemente, baseavam-se no seu jogador favorito, acompanhavam a sua equipa do coração e o desporto assim crescia.

As semelhanças entre atletas de futebol (ou outro desporto) e atletas de eSports são consideráveis. Tanto os jogadores de futebol como os de eSports têm de treinar bastante (por vezes, rotinas com mais de 10 horas de treino diárias), têm acompanhamento psicológico por parte das equipas e há equipas que incitam a prática de exercício físico e a manutenção de uma alimentação saudável, de modo a obter a melhor performance possível, por parte dos jogadores.

Qualquer pessoa poderá tornar-se um jogador profissional de eSports, caso seja realmente bom em algum jogo. As incapacidades físicas não serão problema, porque eSports, no fundo, jogam-se com a cabeça e as mãos.

Há sempre a possibilidade de se jogar apenas por entretenimento, eram muito raras as pessoas que levavam o jogo para a vertente competitiva. O panorama atual é bem diferente, qualquer pessoa com muito trabalho e (algum) talento, consegue chegar ao cenário profissional do seu jogo favorito.

Os eSports em Portugal ainda estão em crescimento, comparativamente com o estrangeiro.

Fase final da eLiga Portugal, um torneio de FIFA realizado pela Liga Portugal, em 2019
Fonte: Liga Portugal

Cada vez as marcas mais investem na modalidade e cada vez mais clubes surgem. Em 2016, o Sporting foi o primeiro “grande” clube a apostar na modalidade e a RTP, no mesmo ano, criou a RTP Arena, um canal online dedicado à transmissão de conteúdos e campeonatos de eSports.

Os canais de YouTube e streamers da Twitch são fundamentais na divulgação de campeonatos e torneios, de modo a atraírem mais público para os mesmos e para a vertente competitiva do jogo, não só de entretenimento.

Com todos os fatores combinados – investimento de marcas, clubes a entrarem no mercado e crescimento do público – é de esperar que a modalidade prospere e venha para ficar, já que há jogos para todos os gostos e cada um de nós tem um “bichinho” por competição. Além dos eSports serem o futuro, já são o presente e, nas últimas décadas, chegaram para ficar, como desporto que é.

Henrique Silva
Henrique Silvahttp://www.bolanarede.pt
É apaixonado por futebol desde cedo, tendo praticado durante uns tempos e, nos últimos anos, descobriu novas paixões: a NBA e os eSports.                                                                                                                                                 O Henrique escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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